A República do Nordeste

Agosto 28, 2007

“Dividindo a partir de Salvador, o nordeste seria outro país vigoroso, leal, rico e feliz. Sem dever a ninguém no exterior. Jangadeiro seria o senador, o caçador de roça era o suplente, cantador de viola o presidente; O vaqueiro era o líder do partido. Imagina o Brasil ser dividido e o nordeste ficar independente”.

(Bráulio Tavares/Ivanildo Vilanova)

Depois de algum tempo sem escrever, volto para falar de um assunto, que já tinha pensado antes, porém nunca tive coragem para escrever sobre. É isso mesmo, coragem. No curso que presto na Universidade Potiguar, me chamam de barraqueiro, agitador, etc. E se disser por lá, o que vou dizer agora, talvez dê confusão. Só sei que, impulsionado por meu amigo e cunhado (não necessariamente nessa ordem), resolvir discorrer sobre esse tema. Um colega desse amigo-cunhado defende a idéia da divisão do Brasil por Estados. Ele mora no Rio de Janeiro, e se acha! Assim como aqueles que naquela cidade moram. Com isso, os estados do Sudeste e do Sul se sairiam muito bem, por serem mais desenvolvidos. Como sei que o egoísmo e a vaidade prevaleceriam entre os novos estados-país, pensei e começamos a reelaborar essa tese. Que ficou mais ou menos assim:Acabar com o Brasil e substituir por Regiões-país, em vez de Estados-país. Ou seja, o país Sudeste, Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sul. Por exemplo, uma das maiores idéias dessa tese é acabar com os Vereadores que, não realizam seus trabalhos como deveriam e são submissos, muito deles, aos interesses do Prefeito. Esse que gasta muito dinheiro, e embolsa metade, também seria extinto. A idéia é, ter um Presidente por Região, e uma câmara mesclando um Senado e a Câmara dos Deputados, que tiveram 91% de aumento dos seus respectivos salários recusado pelo STF. Em vez de 594 parlamentares, teríamos apenas 100. Isso indica uma redução de mais de 50% das contas públicas. Os governadores existiram apenas para organizar os ex-estados. Economizaríamos, até então, mais de 80% dos gastos com cargos públicos. Com esse dinheiro, iríamos formar intelectuais (idéia de uma oposicionista ao projeto), para que esses ajudassem cada vez mais a conscientização da população. E criaríamos emprego para todos aqueles que por aqui estão. A fim de desenvolver o nosso Estado, logo nossa Região-país (o Nordeste). A República do Nordeste teria autonomia para criar sua própria constituição, e livrar-se definitivamente de uma vez, por todas, de uma constituição ultrapassada. Continuando…
Os benefícios: O RN, por exemplo, é o maior exportador de Melão do Brasil, um total de 90%. Além da manga, da uva, do Caju. Além desses produtos, o nordeste iria exportar: algodão, cana-de-açúcar, laranja, abacaxi, arroz, cebola. O estado de Câmara Cascudo, é o maior produtor de petróleo em terra do Brasil, o segundo por mar. Temos ainda o gás-natural; entre tantos outros produtos. Por pouco me esqueci, do sal. Exportamos e fabricamos mais que qualquer Estado brasileiro. Além do turismo. E imagine toda essa riqueza, apenas, nossa.  
A violência seria mais fácil de controlar, já que, com a divisão das Regiões, o cerco fecharia mais em torno dos fora-da-lei. Todos nós sabemos do despreparo de nossos policias, lógico que o corpo da Polícia não tem, toda, culpa pois sofre com o descaso dos governantes e da falta de investimentos em estrutura física e armamento. Por isso, a privatização da Polícia seria a solução. Na verdade a palavra privatização assusta os brasileiros, e um dia também me assustou. Porém, vejo a privatização como uma solução para os grandes problemas do Brasil, como a segurança. Na verdade, não privatizaríamos a polícia, e sim, criaríamos um órgão particular para cobrir a segurança da população.Portanto, todas as riquezas naturais, toda nossa produção ficaria no nosso Estado, ou melhor, no nosso país (o Nordeste). Acabaríamos com o Brasil, e o Nordeste seria um país com 9 Repúblicas Independentes. Nosso idioma seria o ‘nordestinense’; O Hino Nacional seria “Asa branca” e o Sol seria o símbolo oficial. “Há se o nordeste fosse independente”.


Foto da Semana (27/08 a 03/09)

Agosto 28, 2007

Czarek Sokolowski/AP

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Zoológico de Varsóvia, na Polônia.


Rodadas Certas

Agosto 20, 2007

 

Futebol é imprevisível assim como às vezes, é previsível. Foi o que aconteceu, na 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os times visitantes não foram tão indigestos como costumam ser, e até mesmo, o mais indigesto dos clubes jogando fora, o São Paulo não conseguiu vencer o dono da casa, o Goiás. Que apesar de está jogando em casa, saiu no lucro com o empate, pois o Tricolor do Morumbi perdeu diversas chances, concretas, de gol. Outro time que dificultou a vida do dono da casa foi o Internacional que saiu na frente no maraca e cedeu o empate para o Botafogo. O jogo no Rio, assim como em Goiânia, foi marcado pela falta de pontaria dos atacantes, no caso dos atletas do Fogão, que em diversas oportunidades não conseguiram converter a produtividade das jogadas, em gol.

O restante da rodada foi previsível, pelo menos para mim. O timão empatou na Serra Gaúcho com o Juventude, enquanto o Grêmio venceu o Paraná no Olímpico. O Santos venceu o Sport por dois gols a zero, eu achava que ia ser três. O time da Vila Belmiro chegou aos 30 pontos ganhos, cinco a menos que o segundo colocado, o Cruzeiro, que tem um jogo a menos e pode chegar a 38 pontos, ficando a três do líder, São Paulo, caso vença o cambaleado Flamengo. A raposa venceu o Fluminense que, chegou a virar o jogo, mas sofreu outra virada, e o jogo ficou no 4 x 2. Destaque para o atacante Alecsandro que dos quatro gols dos mineiros, marcou três. Voltando ao time da Vila. Creio que a equipe de Santos vá brigar pela segunda colocação, juntamente com o Cruzeiro. Porém, vale ressaltar que o Tricolor, primeiro colocado, precisa vencer seus jogos, pois do contrário a Raposa Mineira e a Baleia Santista podem chegar a ultrapassar o time de Rogério Ceni. Continuando com a obviedade… O Atlético-MG venceu o Náutico, resultado esperado mesmo o jogo sendo realizado no Estádio dos Aflitos; O Palmeiras venceu o Flamengo no Parque Antártica, resultado esperado para este colunista; O Atlético-PR empatou com o Figueirense, as duas equipes estão na beira da zona de rebaixamento, o furacão tem 22 pontos, dois a mais que o Náutico que está em ‘primeiro’ entre o que estão na zona perigosa.

Para encerrar a rodada, no Rio, com muita festa e inauguração da estátua de Romário em São Januário, o Vasco venceu o América em um jogo tranqüilo com dois gols de Leandro Amaral. Sem ameaças, os torcedores do Vasco tiveram um ótimo dia de lazer nas arquibancadas.

Mas isso, até os americanos já esperavam. Sem comentários…


Rodadas incertas

Agosto 17, 2007

Na quarta e na quinta-feira desta semana, tivemos a disputas dois jogos que haviam sido adiados do campeonato brasileiro. Pois bem, o Botafogo pegou o Corinthians, o óbvio para cada cronista, narrador, comentárista era que daria fogão na cabeça. Porém como o futebol não é, nada, óbvio, o Corinthians venceu por 3 a 2 de virada (para o leigos: a virada acontece quando um time marca um gol 1º e a outra equipe faz mais gols e vence), dentro do Maracanã, em um jogo emocionante. Com a derrota, o Botafogo está um pouco mais distante do líder, São Paulo. A diferença na pontuação é de sete pontos, e ao meu ver, fica difícil o fogão tomar essa liderança, pois, com um jogo a menos o Cruzeiro, terceiro colocado, pode, e creio que vai, assumir a segunda posição com 35 pontos, cinco a menos do líder e dois a mais, que o Botafogo. Além de derrotar, o Botafogo dentro do Maracanã, o Corinthians ainda respirou no campeonato, por enquanto, saindo perto da zona do rebaixamento e chegando ao 12º lugar.

Na raça Fla vence Flu

No clássico mais famoso e charmoso do futebol brasileiro, o Flamengo com dois jogadores a menos, na zona de rebaixamento, em 19º colocado, com 50 mil pessoas no maraca, venceu o Fluminense (o único tricolor do mundo, segundo Nelson Rodrigues), 11º colocado. Mais uma vez, o futebol e suas imprecisões. Pois, participo de um bolão, com alguns amigos do trabalho, e fomos óbvios, ou seja, todos apostaram no Fluzão. Logo, todos erramos. Agora o Flamengo está com dezoito pontos e pulou para a décima oitava posição, tendo ainda trê jogos a menos que os concorrentes, apesar que esses jogos são contra Vasco embalado, tentando chegar a terceira posição, contra o melhor ataque da competição, até então, o Cruzeiro; e contra o Juventude, candidato direto a cair para segundona. Desses três jogos, acho difícil o Fla vencer o Vasco e muito, mais, complicado vencer a raposa.

Mas, como já está provado que futebol não tem fórmula, vale a ressalva. Se o Fla vencer as três partidas, avança para 27 pontos, chegando assim a décima primeira posição e entrando na briga por uma vaga na Copa Sulamerciana.


Morre aos 88 anos Joel Silveira

Agosto 16, 2007

joelsilveira.jpg Ontem, 15, morreu um dos maiores, e quem sabe  o maior, repórter da história da imprensa brasileira. Joel Silveira, mais conhecido com ‘Víbora’ – apelido dado por Assis Chateaubrind, devido aos seus poderosos textos – publicou cerca de 40 livros, ganhou diversos prémios, entre o Esso de melhor reportagem e o maior prémio da Academia Brasileira de Letras, o Machado de Assis. Mas seu maior destaque foi na década de 40, quando foi o correspondente mais jovem da Segunda guerra, com 27 anos. “Eu saí daqui com 27 anos de idade, fiquei 11 meses na guerra, voltei com 40. A guerra amadurece muito você, eu perdi a ingenuidade na guerra”, disse Joel Silveira ao Jornal Nacional em 2001.

Joel foi o autêntico repórter do Novo Jornalismo, descrevia as reportagens do seu ponto de vista e do ponto de vista dos outros, sempre com emoção e minunciosidade. Misturando, e bem, as características do novo jornalismo, que mexe com a objetividade jornalística com o linguajar literário. Junto com Barbosa Lima Sobrinho revoluciou a maneira de fazer Jornalismo.

Passou por muitas transformações, da máquina de escrever ao computador. Passou por duas Ditaduras – a de Vargas e a Militar – viu de perto a insanidade humana na 2ª Guerra; Transformações na imprensa e a tecnologia aflorando cada vez mais, como um bom Jornalista, entre tudo repórter, se adaptou a todas muito bem. “Ele era o verdadeiro repórter, era a pessoa que se dispunha a descrever um fato com base na sua observação direta e na observação que ele sentia de outras pessoas”, elogiou o jornalista José Hamilton Ribeiro.

Joel Silveira atualmente escrevia para a Revista Continente Multicultural, em sua coluna: ‘Diário de uma víbora’.

Joel sofria de câncer e tinha uma grande vontade antes de morrer: “Hoje, eu gostaria de fazer uma entrevista com Osama Bin Laden, saber realmente o que esse homem pensa, por que essa fúria”, afirmou o jornalista.

Perfil Profissional

Joel Silveira era sergipano de Lagarto, onde nasceu em 1918. Em 1937, com 19 anos, foi para o Rio de Janeiro. E foi por lá que, entrou na vida jornalística, fazendo parte da redação  do semanário literário  Dom Casmurro, fundado  e dirigido por Álvaro Moreira. Da turma fazia parte gente do tope de Carlos Lacerda, Murilo Mendes, Lúcio Rangel, Aníbal Machado. Tempos depois estava na redação de ‘Diretrizes’, outro semanário, este dirigido por Samuel Wainer. Foi em Diretrizes que Joel publicou a sua reportagem “Eram assim os grã-finos em São Paulo”, que mais tarde  a Editora Bloch incluiria entre “As Grandes Reportagens do Brasil”. Do seminário Diretrizes  convidado por Assis Chateaubriand foi  trabalhar para os Diários Associados. E Chatô, então, mandou Joel cobrir a guerra na Europa. E fez a, conhecida, recomendação: “Seu Joel, o senhor  vá para a guerra, mas não me morra! Repórter  é para  mandar notícia, não para morrer”.

Joel passou pelas mais importantes redações brasileiras: O Cruzeiro, Correio da Manhã, Última Hora, O Estado de S. Paulo, Manchete. 


Editorial

Agosto 10, 2007

Caro leitor, sou estudante de Jornalismo, criei essa página para poder fazer dela, um espaço democrático e, acima de tudo, um espaço para receber discursões interessantes, assim como vídeos, textos e possivelmente, se tudo der certo, debates gravados semanalmente e publicados aqui. Estou cansado da mesmisse que arrudeia nossa imprensa. Cansei de ler leads, por mais bem feitos que sejam. Acho a TV muito superficial, com seus textos objetivos e diretos, pensando assim, por todos os telespectadores. Gosto do imprenso, porque ele faz as pessoas pensarem, apesar que com os textos análiticos e opinativos as pessoas pensem de acordo com o Colunista. Mas é melhor, o leitor pensar junto com um profissional capacitado, a não pensar sozinho.

Porque MediaAlternativa? Na verdade, foi uma maneira que encontrei de registrar esse site, pois midiaalternativa, que era meu objetivo já tinha sido registrado, por sei lá quem. Porém achei uma explicação plausível, acho eu, para esse título. Média. Todos dizem que muitos jornalistas fazem média. Eu concordo em partes. Alguns muitos Jornalistas fazem média, porém outros não fazem. Com isso, imaginei que seria uma ótima contradição, ter um site com esse título e não fazer média nenhuma. Assim como o site www.fazendomedia.com

Aternativa? É. Todo meio que não está entre as grandes mídias, como Jornais, Revistas, Rádios e TV são denominadas de mídia alternativa. Outra explicação plausível é que, todo o meio que não tem um Jornalista, registrado em sindicato e tal a frente, é denominado como alternativa. Ou seja, todo meio que não tem o rabo preso e que não está nas mãos de políticos ou outros segmentos da vida pública.

Por isso, mediaalternativa.

Espero que gostem e aproveitem. Por enquanto é só.