Por que (acho) sou de direita

Setembro 28, 2007

 

Há uma discursão muito grande entre quem é de Esquerda e quem é Direita. A Direita e a Esquerda são dois tipos de ideologias que já foi muito levado em conta. Hoje em dia, vota-se no candidato e não na sua ideologia e nas coisas que o mesmo defende. Quem é de esquerda, defende o que? Baseados em estudos de Marx, os esquerdistas privilegiam que o Estado tome conta de tudo, de empresas, da vida do povo e etc. O que acontece é que, é muito bonito ser de esquerda, pois essa defende os programas sociais, e o povo como princípio de seus governos. Porém o que vemos não é isso. O povo passa a ser a desculpa e assim, esse governo passa a ser de Frente Popular, que também é de esquerda. Os governantes populistas são aqueles que falam em nome do povo para alcançar seus objetivos, como Getulio Vargas, Jânio Quadro e Fernando Collor, no Brasil; Hitler, Lenin e outros. Mas recentemente o presidente das crises, Lula. Essa defesa em nome do povo faz com que, todos os cidadãos sejam desde pequeninos, de esquerda, mesmo que eles não saibam o que é ser de esquerda. Todos acham que ser esquerda é ser da oposição. Não é. A esquerda é muito mais que ser do contra. Uma coisa que todo o mundo, conhecendo a fundo ou não as ideologias, fundadas nos estudos de Marx sabe é que, quem é de esquerda não apóia a propriedade privada. Deixamos esse tópico para depois.

A direita tem como principal ideologia diminuir as contas do Estado, deixando ele o menor possível, ao contrário da esquerda que quer aumentar o poder do Estado perante a sociedade, contrariando assim, uma das mais fortes bandeiras daqueles que estão à esquerda, a democracia e a liberdade. Tomamos como exemplo, a República Socialista da Venezuela. Porque Hugo Chaves manda estatizar todas as empresas privadas? Simplesmente porque o governo esquerdista que controlar tudo, as empresas, os funcionários, a opinião pública e, principalmente, a vida do povo. É por isso, que a Venezuela vive um regime ‘semi-ditatorial’, pois para passar a um regime de ditadura, está faltando apenas declarar publicamente. Mas isso não acontecerá, pois aqui no Brasil, em 20 anos de ditadura, os militares nunca disseram que tratava-se de uma. O estado de direita prega as liberdades individuais, o livre-mercado, e, essencialmente, que o consumidor é o mais importante para sua economia. Além de apoiar e ver que a privatização é a solução para diversos segmentos da sociedade. Veja bem, antes que alguém me chame de traidor, quero dizer que deixei de ser esquerdista e virei racional, que penso no melhor da minha nação e dos meus compatriotas, ou seja, nós racionais, somos de Direita. Está certo que a transfusão é complicada, mas hoje posso afirmar, que estou passando do Centro (que apóia as ideologias da direita e da esquerda), e partindo para viver na direita.

Porque virei direitista? Vi, aprendi e compreendi que a propaganda da esquerda, que sempre pregou a democracia, era falsa; vi com olhos críticos, que aumentar as contas do Estado e querer estatizar tudo só prejudica os mais desfavoráveis que não tem muitas instruções; Vi, analisei e concluir que a eficiência das empresas privadas é essencial para a melhoria da economia do estado, da região, ou da nação. Antes de você, caro leitor, perguntar porque, eu vos respondo. As empresas públicas não dão lucro, nunca. Com isso, alguém paga a conta, adivinha quem? Nós. Como? Com o aumento dos impostos. Com isso, o poder aquisitivo da nação cai, caindo o poder de compra vai junto. Sem dinheiro para investir, as empresas cortam gastos e aí começa as demissões. As empresas privadas são o contrário. Elas dão lucro, com isso prestam serviços melhores a população. Assim, as empresas investem mais, com isso empregam mais pessoas. Fazendo com que, mais gente trabalhe, logo o poder aquisitivo da população cresce; e o número de pessoas abaixo da linha da pobreza diminui. O país desenvolve. Os investidores começam a investir mais capital no país. Aí o risco Brasil diminui (fator que analisa a desconfiança dos investidores mundiais em relação aos países). E mais empregos vão sendo gerados e uma economia mais forte sendo adquirida. Assim, os impostos diminuem e a população sofre menos com o descaso do governo.

 

Entendeu porque (acho) eu sou de Direita?

 

 Mais informações sobre Livre-mercado, acessar: www.lucasmafaldo.contracorrente.com.br


Notas e Notas

Setembro 25, 2007

Então, caro leitor e amigas (queridas) leitoras, primeira, mas uma vez, venho pedir desculpas pela não publicação da foto da semana. Andei conversando com um amigo, fotógrafo, e ele me dizia para eu tomar cuidado com os direitos autorais dessas fotográfias, pois mesmo sendo para internet, o autor poderia me processar por utilizar as suas fotos para me beneficiar, coisa que era verdade. Então, para suprir esse problema, estou bsucando nos meus arquivos fotográfias jornalísticas, quando acha-lás, publicarei.

Agora falando sobre o fim de semana. Falar de futebol. O ABC venceu um time, que insisto em esquecer o nome, e vai bem, o time do povo está na 3ª divisão com boas perspectivas de chegar a série B. O América empatou com o Goiás, em Goiania e continua com sua vaga garantida para a segundona. O time natalense tem 12 pontos, e eu ainda estou ganhando uma aposta feita com um amigo. Disse a ele que o mecão não passará dos 15 pontos. Na frente da tabela, tivemos São Paulo e Cruzeiro vencendo seus respectivos jogos, e a diferença continua em 9 pontos. O tricolor voou contra o Figuerense e o Cruzeiro jogou muito contra o Vasco. Do mais era esperado.

Também nesse fim de semana, ficamos sabendo, o que já dizia, que o título de 2005 do timão-máfia-russa, tinha vencido aquele brasileiro no apito amigo. Muitos me contestaram na época, mas hoje temos a resposta, o próprio ex-presidente Alberto Dualib disse em escuta por telefone que não sabe como aquele título foi ganho por um time que no ano seguinte (2006), perdeu tudo que disputou.

Mudando de assunto. Pessoal estou melhor. Continuo cansado, mas a crise meio que passou. Apesar das raivas constantes que tenho sobre determinadas coisas que acontecem nesse país e nesse estado-RN. Agora é só indiganação, a fase de me sentir mal, está passando. Estou voltando a ser o velho, pessimista, ranzinza, chato, insatisfeito, contestador, teimoso, polêmico, sincero e etc. de sempre. Aos poucos tamamos forma.

Por enquanto, é só. Quando passar essa semana, vou voltar a publicar os textos opinativos, ou analíticos; sei lá.


Notas e alguns comentários

Setembro 21, 2007

Amigo leitor, gostaria de pedir desculpas por não está atualizando esse site diariamente, pois estou muito ocupado com um projeto audacioso, que promete fazer aquilo que muitos sonharam: revolução. Como diria Lennon e McCartney: “o sonho não acabou”.

Projeto

Consisti em abrir um negócio próprio, independente, revolucionário e nada, nada de reacionário. O projeto, como disse antes, é audicioso, e consiste a mudar os dogmas do jornalismo norte-rio-grandense, logo, o brasileiro. Não seguiremos o padrão. Rasgaremos todos os manuais de redação, e iremos abandonar a mesmisse da imprensa. A princípio, só posso dizer isso.

Sem mais

Estou cansado. Cansei de várias coisas. Inclusive de ser quem eu sou. A bondade não leva a nada. Não adianta dizer que leva, pois garanto que não leva a nada. Leva, apenas a sermos lembrandos por boas ações e por ser muitas vezes passado para trás. Cansei de ver as coisas que vejo. Crianças a meia-noite pedindo dinheiro nos sinais; vendendo balas ou até mesmo roubando. Cansei de assistir TV, de ver filmes e de ouvir músicas. Músicas sem graças, sem nexo, monossilábicas, com suas vogais. Cansei, apesar de não levar, da vida fútil, inútil, sem graça. Anda tudo muito chato. A imprensa, a TV, os filmes, os cantores, a música; não cansei da vida ainda. Acho que não vou cansar tão cedo, mas das coisas da vida, cansei. Não vejo muito próposito em trabalhar, em discurtir o clima, o meio-ambiente, e os problemas da cidade. Tudo sempre será do mesmo jeito. Os ricos serão ricos, e os pobres serão pobres. Tudo como no feudalismo. Ontem eu desprezava moedas de dez mil reais. Hoje, não sei o que farei quando elas cairem nas minhas mãos.

Cansei é capa de Caros Amigos. Cansei é meu maior sentimento neste momento. Acho que cansei até do futebol. Trabalho todos os dias, estudo, leio, leio, me dedico. Só não quero me fazer uma pergunta quando conseguir tudo que eu quero. “E daí?”. Temo dizer: “foi tão fácil conseguir”.

Leitores, não se preocupem! Isso é apenas um desabafo de alguém que está cansado.


As ilusões perdidas

Setembro 17, 2007

Com o desempenhar de minhas funções diárias, chega um momento que bate um desânimo. Foi isso que acomedio essa semana que se inicia, e que chega a seu dia mais temido, a segunda-feira. Com as consecutivas notícias de quebra, explosões e derrapagem de aviões, fico meio inseguro até mesmo de viajar (viajei e nem morrir); com as consecutivas notícias de mortes, balas perdidas que são sempre achadas por cabeças de crianças, tenho medo até de sair de casa. Apesar que Natal é uma cidade boazinha para se viver. Está certo, que é uma cidade, onde sua sociedade é retrograda e que a inveja, a mesquinharia impera. Eu que nunca fui muito confiante, mas posso dizer que sempre fui seguro das minhas coisas; Hoje, olho para o futuro e não vejo nada, quando olho para o passado, vejo um préterito perfeito e brilhante. Caro leitor, saiba: isso é apenas um delírio de um estudante de Jornalismo que já se desiludi com a atual fase da nossa imprensa e com coisas do cotidiano. Mas eu não pretendo reclamar. Pretendo.

As ilusões estão perdidas. As ilusões que crie e que sonhei. Como diz o título elas se perderam em sonhos e imaginações, apesar que sonhar não custa nada, sonhar é, as vezes, se iludir com coisas que nunca se realizarão. Falo de coisas diversas… Mudar o mundo é palhaçada. Ser voluntário também. Ajudar o próximo? que nada. Queria ver se, ser voluntário não tivesse benefícios, se alguém seria. Apesar da minha ignorância, existem algumas pessoas, muito poucas, que seriam voluntárias.

Sempre achei muitas coisas, uma verdadeira palhaçada, e hoje com meu desânimo súbito, começo achar tudo uma PA LHA ÇA DA. A começar por esse blog, palhaçada. O autor do blog é um estudioso ralé que se acha e fica escrevendo coisas que, poucas pessoas lêem de verdade (né Rê?). Outra coisa, o Rogério Ceni não ser convocado para a seleção brasileira, é palhaçada. O Dunga com aquela roupa de bombeiro (nada contra os bombeiros), fica desfilando e dando uma de técnico. Se um macaco treinar a seleção ela vence. Entendam, eu adoro o Dunga, quando eu era criança, sempre cortava o cabelo como o dele (era feio pra caramba!), acontece que o técnico Dunga não me agrada. E isso é palhaçada. O Dunga é só um. O técnico e o jogador. Ou gosta ou não gosta. Poxa!

A passagem de ônibus aumentar é palhaçada, agente aceitar também é. O congresso nacional é o circo. Esqueceram dos outros profissionais, contrataram só palhaços. Você leitor, é palhaçada. Fica aí no computador baixando música para seu MP3 enquanto o africano morre de fome. Fica com 55 anos de idade, em vez de tá trabalhando, fica jogando RPG. Ah vai para pqp, ainda vem dizer que você é um ser humano sensível? você é um babaca. Enquanto o país afunda na merda, tu fica imaginando que é um cavaleiro e que é rico. Palhaçada. Rio de Janeiro e os cariocas são palhaçadas; os morros, as árvores, o meio-ambiente é palhaçada, ninguém está nem aí para isso. Vender o carro, parar de usar luz elétrica, tomar banho frio no inverno, ninguém quer. Mas a camada de ozônio vocês querem reconstituí. Palhaçada.

Estava desanimado, agora estou revoltado. Odeio gente falsa, mentirosa, mesquinha e egoísta (eu sou egoísta); odeio o Corinthians, não estou nem aí para dança, teatro, música clássica, balé, GR, Aeróbica. Vivo e viveria milhões de anos sem essa palhaçada. Odeio responder perguntas que explicam tudo: ‘como a luz acende’? ‘porque o avião vôa’? Chega de perguntas irrelevantes. Odeio manuais de redação, palhaçada jornalística. Publicitário? nem vou falar, odeio, bando de sanguessugas, fazem os velhinhos comprarem cigarros em vez de pão. Advogado, todos vão para o quinto dos infernos;

Estou em depressão. Cansei de ver o sol se pôr. Da chuva cai na minha janela e molhar minha cama. Cansei de ver as pessoas mentindo e usando as mesmas mentiras descarradas. Cansei de quase tudo. Cansei da Lua, das estrelas, e do mar, que fica indo e voltando, nada haver! Cansei dos comentários esportivos, e da dança dos famosos, do se vira nos trinta, do meu irmão falar com meu cachorro, como criança. Cansei de lavar a louça e fazer arroz. Cansei de correr na praia. Cansei de ir assistir aula toda noite e ouvir tudo que eu já sei. Cansei, cansei, cansei de mim…preciso de uma mudança drátisca. Já sei, vou fazer um blog e escrever besteiras, aí as pessoas vão ler e no mínino, vão me chamar de idiota (mas eu já tenho um blog! deixa para lá.). Cansei de ficar pensando nas consequências das coisas que eu faço, escrevo e falo. 

Cansei também de escrever esse texto. Por isso, fim de papo.

Ps. isso que você acabou de ler, nada mais é, que um delírio de alguém que não sabe o que escrever.

Se você sentiu algo por esse texto, de repulsa a amor…deixe seu comentário.


Foto da Semana (10 a 17/09)

Setembro 14, 2007

Foto de Goran Tomasevic, da agência Reuters.
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Soldado dos Estados Unidos dá bola a garoto afegão, na cidade de Makkor, sudoeste da capital Cabul.


Sempre a mesma Merda

Setembro 13, 2007

Caro leitor, peço-lhe desculpas pelo título impróprio, sei que vossa excelência não merece nome tão baixo, mas se comparado ao senado brasileiro (sei que senado se escreve com letra maísculo, mas não vou escrever), essa simples palavra que todo mundo na face da terra diz, não é nada, né? Então, ontém após receber a notícia da absolvição de Renan Picalheiros, recordei uma conversa que tive com meu amigo e ‘chefe’ Iran Costa (fundandor do Jornal O Litoral). Desta conversa participou também nosso querido amigo, Roberto, o carinhosamente conhecido pimpolho.

Então, discutíamos a sessão secreta do senado que aconteceria no dia seguinte. Iran com toda sua experiência e serenidade disse que as coisas estavam mudando e que os senadores não iriam por seus respectivos pescoços em xeque por causa do presidente do senado. O pimpa, falou que também concordava, mas achava que Renan iria renunciar antes, hipotese não descartada. Eu com todo meu histórico pessímismo e minha desconfiança geral, disse que não! Renan não vai ser cassado. No dia seguinte, veja o que aconteceu? Renan Picalheiros foi absolvido por 40 votos a favor e 35 contra a absolvição. Com isso, pensei no seguinte. Pensei não, lembrei.

Agora, voltemos a 1992. Gente nas ruas: estudantes, professores, diversos grupos sociais e etc. Aquele manifestação toda, a certeza que as coisas iam mudar. O Brasil se pintou de verde e amarelo, não era copa, era os ‘caras pintadas’. Os movimentos fora Collor iam de leste a oeste, norte-sul. Toda a população queria o mais novo (e bonitão)presidente da história fora do Planalto. Roberto Marinho fez o que pôde, mas o garoto prodígio de Maceió foi cassado, e assim aconteceu o primeiro impeachment da história da nossa política. Continuando em 92, creio, e muitos também, que Collor só foi cassado, pois a votação foi aberta, com cada representante votando oralmente dizendo: “sim, presidente!”. “Não, presidente!” Além dos holofotes da imprensa trasmitindo tudo ao vivo. Além do mais, o partido de Collor não tinha expressão nacional, tratava-se do recém fundado PRN (partido da renovação nacional), criado pelo primo de Collor, que não recordo o nome, dono do Vox Populi.

Pois bem, o fora Collor, não passou de uma ilusão para todos aqueles que pintaram suas feias e lindas caras, achando que iam derrubar o presidente. Collor só caiu porque não tinha distribuído a verba para os picaretas do congresso (que também se escreve maísculo). Com esse fato, recordo-me das Diretas Já, outra ilusão geral.

Voltando ao presente. O caso de Renan, amigos, é diferente. Correligionário do PMDB, alagoano e picareta como Collor, presidente do senado e pertencente a um partido da base aliada ao governo, era extremamente óbvio que Renan não ia ser condenado a nada. Primeiro: pela força do seu partido no congresso; segundo: por ser presidente da ‘casa’ e ter muitos aliados, declarados ou não; terceiro (e principalmente): pela votação ter sido secreta e a sessão fechada.

Após a absolvição de Renan, encontrei com meus amigos, Iran e Roberto. Quando os encontrei, disse: tá vendo? Iran decepcionado me olhou e disse: “que vergonha; sacanagem”. E o pimpa sempre enfático, respondeu: “O Brasil é assim”. Meu irmão (Neto), que estava passando, completou: “sempre a mesma merda”.

Acho que essas últimas frases dispensam conclusão, né?   


Bush e os neoconservadores: entre a direita e a esquerda

Setembro 11, 2007

Esse texto analítico, sobre política americana é de autoria de Lucas Mafaldo* que, gentilmente, concedeu publicação neste blog. Este texto foi citado por Olavo de Carvalho em seu radioblog**, programa semanal de rádio deste filosofo brasileiro residente nos Estados Unidos. Olavo, sem dúvida, é hoje o maior estudioso brasileiro, além de influenciar ideologicamente estudantes e profissionais de diversas áreas. ______________________________________________________  

No imaginário brasileiro, Bush já se tornou sinônimo de direitista; por isso, cada derrota política sua – como a ocorrida nas eleições parlamentares do ano passado – é vista como uma derrota da direita. Isto, no entanto, é um grande engano: um dos grandes motivos da queda da popularidade de Bush é justamente o fato de que seu governo deixou sua base conservadora decepcionadíssima. Ou seja, o problema de Bush não é ser de direita – o problema é não ser direitista o suficiente. Provas disso não faltam, mas a mais eloqüente certamente é o título do livro de Vigueire sobre a presidência de Bush: “Conservadores traídos”. O sentimento de traição vem do fato de que Bush simplesmente não fez as reformas conservadoras que se esperava dele, como cortes nos gastos públicos e diminuição do aparelho do Estado. Ao invés disto, os gastos públicos e a inferência estatal na vida e na economia das pessoas chegaram a aumentar ainda mais. Ou seja: a política interna de Bush é pouquíssimo conservadora, e este é um dos grandes motivos que o levaram a perder o apoio popular.Além disto, se a política interna de Bush não é tipicamente de direita, sua política externa não fica muito atrás. Os brasileiros já se acostumaram a pensar que o militarismo e o expansionismo americanos são típicas políticas de direita, no entanto, há muitos bons argumentos afirmando exatamente o contrário.A principal influência ideológica sobre o governo de Bush é o neoconservadorismo que, apesar do nome, é significativamente diferente do conservadorismo original. É verdade que existe algo em comum entre eles: todos colocam um alto valor na democracia representativa, na divisão dos poderes, nos direitos civis e na economia de mercado. No entanto, as diferenças entre eles são importantíssimas.A principal característica do projeto neoconservador é procurar expandir a democracia pelo mundo, usando todos os meios necessários, inclusive a força militar. Os conservadores tradicionais não acreditam na viabilidade deste projeto, pois eles entendem a democracia só é possível quando já existem certos requisitos morais e culturais na população. Ou seja, se um povo não está culturalmente preparado para viver democraticamente, simplesmente não vai ser possível forçá-lo a mudar de regime político.A idéia de transformar o Iraque em uma democracia, portanto, é tipicamente neoconservadora, mas é também uma idéia que os verdadeiros conservadores julgariam simplesmente impossível de ser realizada.Bush, portanto, não é um bom representante do conservadorismo filosófico. Os conservadores o apoiaram principalmente porque faltaram líderes melhores. Uma situação, aliás, que irá se repetir novamente nas próximas eleições, caso nenhum candidato conseguia unir a base do movimento conservador. 

* Lucas Mafaldo faz mestrado na UFRN e é o editor de um boletim semanal sobre filosofia, política e economia, que está atualmente distribuindo um curso exclusivo de economia por email. Para se inscrever, gratuitamente, acesse o site:www.lucasmafaldo.contracorrente.com.br

**http://www.blogtalkradio.com/olavo (programa de Rádio de Olavo de Carvalho).


Para versus Pan

Setembro 10, 2007

O Parapan acabou. O Brasil obteve a primeira colocação no quadro geral, encerrando a competição com duzentas e vinte oito medalhas, sendo 83 ouros, 68 pratas e 77 bronzes. Foi a primeira vez que a equipe brasileira foi campeã geral da maior competição esportiva das Américas (o Parapan-americano). Assim como prega o espírito olímpico, ouve a superação, a solidariedade entre os atletas, e logicamente, a importância de competir e não necessariamente de vencer.

O Panamericano acabou, faz um tempo. O Brasil quebrou seu recorde em medalhas conquistadas. As disputas do Pan-Rio foram marcadas pela manifestação popular, seja lotando os estádios para torcer como gente civilizada, seja para vaiar e jogar objetos nos árbitros na dor da derrota. O Brasil, de corpos e mentes sãs ficaram em terceiro colocado no quadro geral de medalhas, com cento e sessenta e duas, sendo 55 ouros, 40 pratas e 67 bronzes. Cuba que ficou na segunda colocação geral obteve, cinco medalhas de ouro a mais que o Brasil, no caso sessenta.Tudo bem, que o Brasil conquistou mais medalhas no total, uma diferença de vinte cinco, mas o que vale é ouro e não prata e bronze.

Essa derrota para Cuba foi esperada, pelo menos para mim, e inesperada e comemorado por outros. Na verdade, perder para Cuba não é uma vergonha tão grande, já que o país de Fidel investe em competições olímpicas desde a infância dos atletas, obrigado-os a praticar pelos menos um esporte olímpico. É a mesma conduta, que países como Austrália, Estados Unidos, Alemanha, França, Bélgica, fazem com suas crianças e adolescentes. Enquanto no Brasil só pensam em Copa, os demais países pensam nas olimpíadas que na verdade, é muito mais lucrativa para as nações obterem bons resultados, que nas concorridas Copas do Mundo.

Caro leitor, tudo que você acabou de ler foi apenas uma introdução para, juntos, podermos entrar de vez, na discursão que quero levantar nessas linhas. Talvez, e provavelmente, você já tenha lido ou escutado alguém discorrer sobre essa problemática, da falta de estrutura, baixos salários e coisa e tal.

Pois bem, tivemos uma cobertura televisiva, radiofônica e impressa fantástica para os jogos Pan-americanos que, realmente, foi um sucesso. Muitas medalhas, recordes quebrados e alguns atletas nos deram esperança para Pequim 2008; Entradas ao vivo, entrevistas, câmeras exclusivas, narrações emocionantes etc. Resultado final: muita audiência e o terceiro lugar no quadro geral de medalhas para a Delegação Brasileira.

Aí no Parapan, o Brasil vence 83 vezes, quebra recorde, alcança índice olímpico, conquista a superação, a solidariedade, quebra preconceitos, ressurgem para vida tudo com força de vontade e determinação. Cadê as coberturas e as entrevistas? As câmeras exclusivas? A imprensa esqueceu dos deficientes físicos, assim como nós também. Apesar de todas as conquistas a imprensa só deu notas, pequenas informações, falando dos recordes do Clodoaldo Silva, que ganhou o mesmo número de medalhas e quebrou mais recordes que o Thiago Pereira, e lógico, foi bem menos badalado.

Porém, amigo leitor, não critico apenas a imprensa, pois ela retrata o que da audiência, vende jornal e etc. Critico todos nós, pois se a opinião pública realmente se interessasse pelo jogos de vôlei sentado; futebol de cego; basquete e corridas de cadeirantes, creio que a grande mídia daria mais espaço a essas competições.

Como diria um, amigo, Ítalo Anderson (comentarista da Rádio 98 FM), “parece preconceito”, tanto da mídia, como, principalmente, NOSSA.


Foto da Semana (04 a 10/09)

Setembro 9, 2007

Hatem Moussa/AP

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Homem examina seu apartamento atingido pela luta entre as facções rivais Fatah e Hamas, na Palestina.


Brasil mostra tua cara

Setembro 7, 2007

Quinhentos e sete anos. O tempo passou rápido. As mudanças climáticas, econômicas e humanas mudaram desde que os patrícios por aqui chegaram. Nossa história se resume a batalhas que não eram nossas, injustiças sem fim para com os homens que tentaram mudar e conscientizar seus semelhantes. Nunca fomos e talvez nunca seremos um país livre. Nossa imprensa coitada, já começou sendo censurada por uma ‘censura régia’, que tudo passava nas mãos do Rei, Dom João VI, que de acordo com seu humor aprovava ou não as matérias. O tempo passou rápido, mas a nossa consciência não evoluiu muito. Talvez tenha evoluído, mas deve ter estancado. A opinião pública não tem mais a mesma força como tinha em décadas mais difícies.Fomos o último país a acabar com a escravidão. Tivemos 7 constituições, e como dizia o poeta, ninguém respeita a carta magna e ninguém leva a sério aquela que deveria ser a maior referência dos Direitos dos cidadãos. Conseguimos nossa ‘independência’, em 323 anos depois de sermos ‘descobertos’, enquanto os Estados Unidos, que todos criticam e muitas vezes sem argumentos, se libertaram em 176 anos. Não pretendo, contar a história do Brasil nesses 507 anos de injustiças e desigualdades. Só quero lembrar de uma data marcante que ninguém lembra ou não da importância. O que mudou de 1500 até então? Creio que a morfologia das cidades, a moral e os costumes. O certo e o errado. Mas sempre fomos um país de exploradores e explorados.Passamos por duas ditaduras. Uma do maluco do Vargas, o pai dos pobres ou melhor dizendo, dos ricos. Com discursos inflamados, Vargas conquistou os pobres com seu populismo. E ouso em dizer, que foi o 1° político brasileiro a usar o marketing político, além de utilizar os meios de comunicação para deturpar seus adversários. Qualquer semelhança com Hitler não é pura coincidência. O tempo passou assim como os 50 anos em 5 de JK, que elevou a moral do brasileiro e industrializou o nosso país. Chegamos à ditadura militar. Com seus atos institucionais caçando políticos honestos, matando seus adversários e todo e qualquer opositor ao regime.  Jornalistas censurados através do tão conhecido e temido AI5. Tortura. Proibição de greves. Estagnação da cultura. As mentes mais brilhantes da arte, do cinema e da música, foram censuradas e exiladas. O único direito que eles tinham era de pensar. E não se enganem, esse também é o único direito que temos. Assim como Vargas, os generais resolveram propagar seus ideais. E assim, surge a Rede Globo de Televisão. Com ótimos profissionais e com uma verba espacial começa a desenhar aquilo que seria o padrão na televisão brasileira. A globo não é mais, e há muito tempo não é, a melhor emissora do Brasil em termos de conteúdo. Em equipamentos sem dúvidas ainda está a alguns anos luz das demais.Nunca tivemos liberdade, democracia, nunca fomos um país justo, de pessoas boas, amigas, conscientes. Nossos políticos, nem vale o comentário, mas já que começamos vamos até o fim. Política é ciência. Nessa ciência, a sociedade escolhe seus representantes, e esses defendem os interesses dessa sociedade que o escolheu. Política não é profissão. Política é serviço. Então, os políticos deveriam cumprir suas metas e serviços e saírem do poder. Não monopolizar e muito menos criar oligarquias.Talvez esteja na hora, “dessa gente bronzeada mostrar seu valor”. Se enganar que derrubamos presidentes, que conseguimos a abertura política é puro mito e fantasia. Está na hora, apesar de tarde, da gente mostrar que não agüentamos mais programas ridículos que sensacionalizam notícias. Está na hora de mostramos que não aceitamos que os políticos ganhem 16.500 reais e tenham três meses de férias. Está na hora de nos revoltarmos com uma constituição ultrapassada e utópica que ninguém respeita, nem mesmo o ministério público. Chega. Vamos guarda nossa pólvora para grandes batalhas, e quando essas batalhas chegarem vamos saber reconhecê-las. Não vamos gastar munição falando dos nossos semelhantes; fazendo chacota dos demais. Vamos ser humanos. Vamos economizar água. Regar e plantar árvores. Vamos respeitar os idosos, pois um dia talvez teremos a honra de chegarmos na idade deles. Está na hora de escolhermos políticos competentes, inteligentes. Chega de ‘ogros’ no poder. Pessoas irracionais. Está na hora do Brasil mostrar sua cara. E isso só vai acontecer quando nós criarmos consciência e pararmos de ser reacionários, parciais e falsos moralistas demais.Em 22 de abril de 1500, Cabral ‘descobriu’ o Brasil. Acho que se ele soubesse que seríamos um país tão desorganizado, injusto, parcial, preconceituoso e que não aceita as privatizações por não gostar trabalhar, com certeza Cabral teria desistido da idéia Quero lembrar que não sou radical, não sou antipatriota, apenas não sou parcial. Apenas vejo os defeitos do meu país e dos meus compatriotas. Eu sou realista. Só isso.