Entrevista com Gabriel Chalita

Outubro 30, 2007

No fim de tarde do dia 19 de outubro, encerramento do IX Congresso Científico, depois de três dias de eventos simultâneos, diversos mini cursos, trabalhos apresentados e expostos, chegava ao fim mais um congresso realizado pela Universidade Potiguar. Longe da unidade Floriano Peixoto, no centro de convenções, às 17 horas iria acontecer uma palestra com Gabriel Chalita, que despensa apresentação. Figura simpaticíssima que entre outras qualidades é um educador nato, e acredita na evolução educacional brasileira para a superação dos problemas sociais. Para os navegantes de primeira viagem, Gabriel Chalita é Bacharel em Direito e Filosofia, Mestre em Direito e Ciências Sociais, e Doutor em Filosofia do Direito e Comunicação e Semiótica; foi secretário de Educação do estado de São Paulo por 4 anos e implantou o projeto da Escola Integral. Em sua gestão não houve greve de professores. Antes de iniciar sua palestra, nos concedeu essa entrevista, produzida pelo estudante do 6° período de Jornalismo, Bruno Rebouças.

O vídeo ganhou algumas fotos apenas para ilustração, já que, para ser publicada neste servidor, o aúdio ou vídeo deve estar com o link no youtube.


O maior campeonato estudantil do Brasil

Outubro 23, 2007

O Jerns começou. Com ele vêm as competições, a superação, as rivalidades. Com as rivalidades vêm às brigas, tão tradicionais dos jogos. Porém esse fato é minimizado com as proporções dos jogos, da socialização que o esporte permite. O Jerns é uma grande oportunidade para atletas do estado inteiro demonstrar suas habilidades e com isso, quem sabe, ganhar uma bolsa de estudos e ter uma perspectiva de vida melhor. O Jerns mexe com o brio de todas as escolas do Rio Grande do Norte. É muito empolgante ver os alunos-atletas, principalmente do interior, desfiarem seus uniformes modernos ou não. Novos ou não.

Sabemos que as escolas privadas têm uma estrutura melhor, um planejamento educacional que permite, desde o primeiro mês do ano, condições favoráveis para que os atletas possam desenvolver suas atividades. Longe dessa realidade estão as escolas públicas, que sofrem com o descaso educacional do governo, sem um planejamento que vise à melhoria da vida desses alunos, através dos esportes. As vitórias das escolas públicas perante as instituições privadas são dadas como superação, e realmente são. Superar os adversários é fácil perto do desafio de sair da sua cidade, viajar quilômetros desconfortavelmente, e ficar alojado em ginásios cobertos de infiltração. Mas, o prazer da competição e a essência da vitória faz com que, esses alunos venham a Natal disputar esses jogos tão tradicionais.

Tradicional mesmo no Jerns são as torcidas. Em 2005 essa tradição foi quebrada, graças a alguns marginais que compareciam ao Machadão para aterrorizar as pessoas de bem. Em 2005 e 2006 a cerimônia de abertura foi restrita a 15 alunos de cada instituição e foi realizada no Centro de Convenções. Este ano de 2007, a abertura foi realizada no machadinho, onde o Colégio das Neves, como sempre, deu um verdadeiro espetáculo com sua torcida organizada. Porém, os marginais compareceram mais uma vez, e as brigas aconteceram, mas a polícia militar prendeu metade e expulsou a outra. O fato é que, apesar do show da torcida do Neves, mais uma vez a politicagem e a falta de organização marcaram mais uma vez a abertura dos jogos. Fatos lamentáveis aconteceram, entre eles, a injustiça de não premiar a melhor escola, e sim, favorecer uma escola pública apenas para dar incentivo. Está bem que incentivar as escolas públicas é uma ação correta. Porém, o incentivo não dever ser esse. Pois diz a lenda que, quem vence é o melhor, e não o menos favorecido. Mas são coisas da organização do Jerns.

As competições iniciaram-se dia 20 e vão até o dia trinta e um de outubro. Nesse período colégios tradicionais como Neves, Marista, Henrique Castriciano, Auxiliadora entre outros, mediarão forças para vencer suas competições e acabar com a seqüência de títulos gerais do Contemporâneo que venceu as últimas três edições. Esse ano, o Neves tenta um fato histórico: conquistar seu 15° título de Jerns. Sendo o maior vencedor da competição o Neves venceu, desses quatorzes títulos, oito consecutivas. Outro grande vencedor é o Marista que subiu no lugar mais alto do pódio oito vezes. Juntos Neves e Marista somam 22 títulos, sendo que os jogos chegam a sua 37ª edição.

Apesar dessas qualidades, desse brilho e dessa coisa da unificação dos atletas, o Jerns é mal organizado. Os jogos de interesse dentro da organização do evento são claros a qualquer pessoa que conviva os jogos diretamente. Os ginásios municipais e estaduais são precários. Os privados, alguns, deixam a desejar. Os alunos do interior não têm o incentivo que precisam como alimentação e dormitórios de vergonha. Mas apesar de tudo isso, o Jerns é a maior competição estudantil do Brasil. Boa sorte aos atletas, e que vocês façam dessa edição a melhor da história, onde tudo será decidido nas quadras, nos campos, nas pistas e etc; e que nada seja resolvido nas delegacias e tribunais.


Comentários sobre o dia 09/10

Outubro 10, 2007

Cansei de pedir desculpas. Mas para você, leitor, que perde seu tempo lendo esse blog, tenho que dizer, desculpas. Infelizmente o tempo está muito curto e além do mais estou sem internet e isso dificulta as coisas, pois o acesso a internet na Universidade é restrito e no trabalho, eu costumo trabalhar.

Ontem estava vendo (desocupado em alguns instantes), a TV Câmara, e um determinado Deputado baiano estava falando dos problemas do horário de verão. Ah, lembrei o nome dele, é alguma coisa Hamm, não importa. Os malefícios desse horário de verão são constantes, pois trabalhadores e estudantes deixam suas moradias ainda no escuro e tem que se acostumar a uma horário fisiológico que não é o seu, pois 7 horas da manhã, na verdade, é 6.

Esse comentário é superficial. O destaque de ontem, para mim, foi a concessão de algumas estradas públicas. Achei legal que a mente de parte da população está mudando. Sempre defendi a privatização, pois creio que é justo todo cidadão pagar por um serviço que preste. A maioria fica triste, inesplicavelmente, pelo governo vender coisas ‘nacionais’, que não funcionam. Privatizando essas estradas, as empresas que conseguiram as concessões, serão responsáveis pelas estradas, da sinalização a segurança, por 18 anos. Sendo que o cidadão terá que pagar pedágio. Notícia boa para os motoristas, o governo abrio mão da sua parte do pedágio, ou seja, o valor vai ficar pela metade do preço.

Espero que com essa medida, o povo brasileiro deixe de ser cabeça dura, e veja que privatizar determinadas empresas ou orgãos é necessário para o desenvolvimento do país. Com isso, as contas do estado diminuem, e assim os estado tem a possibilidade e as condições de prestar serviços melhores para a população.

Então foi isso. Estou organizando minha vida nova e espero que você, leitor, amigo, tenha paciência que aos poucos vou voltar a atualizar esse site diariamente.