Você subiu BecÊÊÊÊÊÊÊÊÊ…

Novembro 30, 2007

Vinte oito de novembro de 2007. Dezoito horas e quinze minutos da noite. Vinte e seis graus. Uma noite que começava a entrar para a história. A torcida do ABC chegava ao estádio de todas as direções. Em proporções gigantescas. Carros, motos, onibus, bicicletas e etc. Os torcedores saiam de todas as partes da cidade. O congestionamento ia do estádio Frasqueirão a avenida Roberto Freire. As cores de Natal, era o preto e branco. O traje, uma camisa ou algum acessório que fizesse menção ao time do povo. Nesse clima de indecisão, tensão, expectativa e esperança, chego ao arredores do estádio. Um cambista me oferece um ingresso, chega outra e dimunui a oferta; mais um chega e diz que cobre a oferta do outro. Eu respondo: já comprei o ingresso, obrigado! Sigo meu caminho e vejo um senhor ouvindo rádio e tomando uma cerveja. Em sua face o sonho e aquela que morre por último, a esperança. Ao mesmo tempo sinto a desilusão em seus olhos, o jogo não começou.

Encontro meus amigos, e com eles abro uma cerveja. Começa a análise do jogo. Uns confiantes demais, dizem que irá da tudo certo. Outros dizem que estão mais preocupados com os resultados que precisamos, do que com o jogo desta noite. Outra cerveja, e chega a hora de pagarmos a conta e se encaminhar para o portal ‘C’. Entramos juntos com a bateria da torcida. A áurea não é tão boa quanto a do último jogo em casa, contra o Nacional de Patos. O estádio começa a ficar cheio. Torcedores distribuem rolos de papéis, aqueles que são atirados em campo quando as equipes entram.

São dezenove horas e trinta minutos. Antes, vamos a situação do jogo. O ABC precisava ganhar o jogo contra o Bragantino. E o Vila Nova de Goiás, ou o Atlético, também, de Goiáis não podiam vencer. Porém isso, era meio, digamos que, improvável. Pois o Vila Nova jogava em casa contra o Nacional de Patos, último colocado. E o Atlético jogava com o Barras no Piauí, penúltimo na classifação.

Começa o jogo em Goiás, e no Piauí também. O Bragantino entra em campo debaixo de vaias. Expectativa. As crianças cercam o túnel de acesso ao campo. Tinha tanta criança dentro do gramado que parecia uma crechê. Algumas vozes se manifestam, ainda não é o mais querido. O estádio explode, os rolos de papel voam pelo céu e caem no gramado. As crianças correm, a imprensa faz o mesmo. Fogos. Desce o bandeirão alvi-negro. Canta-se: ‘vamos subir becÊÊÊÊ’. Mais uma vez, todos no Maria Lamas Farache, ficam emocionados. Sobe o bandeirão. Fumaça e muito, muito papel no campo. O time alvi-negro volta-se para todos os lados da torcida. Wallison aparece junto a grade, a torcida grita seu nome. Ben-Hur vem a grade, bate nas veias do braço e agita a torcida. Vai começar.

Começa. O jogo segue sem muita pressão. O ABC está impaciente, fruto da impaciência da torcida. O Bragantino faz faltas sucessivas e começa a gostar do jogo. O time paulista perde algumas chances, essas apavoram a torcida. O ABC começa a crescer no jogo. Mais falta. Algumas chances de gol. Os torcedores das cadeiras começam a pular. Do lado direito as pessoas se agitam. Não entendo, o jogo está normal. Todos se voltam para o lado esquerdo, onde está o placar eletrônico. Gol do Barras. Explode, pela primeira vez na noite, o Frasqueirão. A torcida inflama. O time também. Falta para o ABC, é distante, mas é uma boa oportunidade. Viro para o lado e digo: se passar da barreira é gol. O juiz apita, a bola passa da barreira… Gol. Explode o estádio. Treme. Pessoas se abraçam. Outras fazem o mesmo e caem. Fogos. Vamos subir becê… Termina o primeiro tempo.

O tempo passa, o intervalo termina. O ABC volta a campo. Começa o segundo tempo, e tudo até então garante a classificação. O tempo passa, a torcida comemora. Uns, como eu, estão preocupados. O ABC não pressiona o Bragantino. O jogo fica perigoso. Escanteio. A torcida vibra minutos antes. Gol do Barras. Agora é segurar o jogo e subir para série ‘B’, depois de tão longos e sofridos seis anos. Escanteio. O time de Bragança corre todo para a área. A bola viaja da lateral direita para grande área. Silêncio, Gol. Na verdade foi gol e, logo em seguida, silêncio. Alguns mais confiantes tentam agitar a torcida. O silêncio permanece. Estamos fora. O tempo passa, faltam 15 minutos, parece que a noite alvi-negra irá se tornar um inferno; o sonho começa a virar pesadelo. O time não consegue furar a retranca paulista.

Bola dividida no meio campo. Juninho Petrolina vence a dividida e dispara. Para, e lança o garoto, já vendido para o Atlético do Paraná, Wallisson. O garoto corre. Suas canelas são velozes, ele domina. O zagueiro adversário se aproxima perigosamente, tentando no mínimo ser herói. Todos gritam: ‘chuuuuttaaaaaa’. Wallison não chuta. Faz melhor, corta o zagueiro que passa em um carinho, que seria salvador se um dos 13.209 torcedores estivessem em seu lugar. Wallison corta. Um corte desconcertante; Um corte avaçalador, histórico. Wallison corta para a direita e chuta. O goleiro atento pula. A bola, atravessa, passa pelo goleiro, passa rente a trave… Gol. O gol da classificação. O gol salvador. O Frasqueirão explode, quase literalmente. Treme. Pessoas caem, choram e se abraçam. Batem no peito e gritam, o grito mais longo de uma torcida, gol. Passam sessenta segundos, e a torcida grita, ainda, gol. O bandeirão desce e sobe.

O jogo se aproxima do fim. Desço as arquibancadas quando o quarto árbitro sobe a placa, mostrando dois minutos de acréscimo. Desço e comprimento todos por onde eu passo, homens feitos, de 50, 45, 26, 18 anos de idade choram e se abraçam. Vai acabar. A torcida canta, chego enfim a chão. Corro para trás do gol. Abraço um amigo que diz que merecia aquela classificação. Sensível e solidário, choro junto. Acabou. A torcida pula a grade. Invade o campo. O portão de acesso ao gramado é aberto. Pessoas bolam no gramado. Subo na grade. Outras pessoas andam de joelho, outras sobem na trave. Um casal se beija, ambos chorando e com a camisa do mais querido. Os jogares saem do gramado. Wallison, sobe na grade, e é posto nos braços da torcida. Ao som do hino do ABC todos comemoram, eu saio do estádio.

Lá fora um trio elétrico nos espera. Banda. Gente. Muita gente. O trio sai. A banda toca. Os carros buzinam. As pessoas correm. A banda toca. São dez e quarenta e três minutos. Eu continuo a acompanhar o cortejo. Mais carros, e a cada metro mais gente. A festa promete ir até de manhã. A cidade, sem dúvida é alvi-negra. Dali a poucas horas começaria o carnatal, o maios carnaval fora de época do mundo. São vinte e três horas e cinquenta e dois minutos de uma noite histórica. A maior torcida do Rio Grande do Norte, antecipa o carnatal e comemora ao som do Araketu. Eu, como um homem responsável, vou para minha residência. Antes, passo em um bar e tomo algumas cervejas com meu irmão. Juntos, baixamos a adrenalina e seguimos em nossa direção. O dia acabou quando deitei na cama.

No dia seguinte, os jornais mostravam como tinha sido a festa. A televisão revivia aqueles momentos e eu no trabalho, estava feliz. Com ressaca de vitória. Com a ressaca da classificação. Aliviado e muito feliz por ter presenciado uma noite épica, uma noite que entra para história. A classificação para a série B é de tamanha importância, mas a forma é que dá importância para as coisas. Quinze jogos em casa, quatorze vitórias. Você subiu BecÊÊÊÊÊÊ…


A patota em Natal

Novembro 25, 2007

Caros leitores, hoje tenho a satisfação de dizer que conheci, pessoalmente, alguns integrantes do Pasquim. é, aquele jornal que falava mal do governo em plena a ditadura militar. Aquele jornaleco que tinha os melhores jornalistas e intelectuais da época juntos no mesmo ambiente. Pois é, eu os conheci. Aquele jornal, onde dava-se cachaça a uma das censores que deixava passar tudo que a patota criava. Então, eu os conheci.

Isso tudo aconteceu na noite de 24 de novembro de 2007. Há uns três dias atrás li no jornal que, Jaguar, Sérgio Cabral e Luís Carlos Maciel estariam em Natal para falar sobre o Pasquim. Me preparei a semana toda, e quando chegou o sábado, não exitei e fui até, a rua Chile, no bairro da Ribeira. Caminhando pelas ruas desertas de tal bairro, estava ansioso. Os caras que tanto admiro, do jornal que tanto falo e me inspiro estariam aqui na cidade do sol. Cheguei a rua Chile, depois de uma pequena caminhada, por becos e ruas esquisitas. Chegando la, estava montada uma tenda, entrei. Olhei para a esquerda, a direita e vi um homem, grisalho, alto e sorridente. Reconheci a cabeleira, era o Maciel. Me animei. Vi um outro homem. Grisalho, estatura média, gordinho. Era Sérgio Cabral. Fiquei dando voltas e voltas e resolvi bater no vidro da sala vip.

Entrei. Tirei a Antologia do Pasquim da mochila e disse: autografa para mim? Eles disseram lógico. Depois sorriram e eu disse tudo que queria dizer, dei parabéns e agradeci o autográfo. Sai e sentei. Quando derrepente, passa, praticamente ao meu lado, um senhor, de colete, aqueles de jornalistas tradicionais, sabem qual é? Então, pele vermelha e cabelo branco. Jaguar. O pai do Sig, o ratinho que era o símbolo do jornal…símbolo não, ícone= criado pelo homem para criar comunicação. Apesar que ele (o rato) carrega ideologia, logo é símbolo também (viajando as 03:43 da manhã na semiótica). Pois bem…quando vi Jaguar passando, corri atrás dele e pedi seu autográfo, ele muito simpático perguntou meu nome e nós ficamos conversando até começar a palestra. Me senti o melhor amigo dele.

A palestra começou e o riso chegou. As diversas histórias surgindo, perguntas e mais perguntas. A minha é lógico que apareceu também. Não gostei muito, porque, um colaborador do Pasquim que é residente em Natal, estava lá. O autor das ‘pelejas de ojuara’, acho que é Ney de Castro o nome dele. Muitas pessoas perguntavam coisas sobre esse livro e sobre o autor, e esqueciam que o tema da palestra era o Pasquim. Outra coisa, a mediadora, Margot, aquela que apresenta o Cabugi primeira edição, se meteu muito no debate, e as fontes dela era apenas a internet.

Salvo essas coisas, foi tudo maravilhoso. Esse texto não vai mudar sua vida, mas eu tinha que escreve-lo, para, pelo menos, demonstrar minha satisfação e realização de ter conhecido grandes gênios. Além da minha felicidade. Estou muito feliz. Acho que de certa maneira, realizei um sonho.


ABC perde em Salvador

Novembro 23, 2007

Após a vitória suada contra o Nacional de Patos-PB, o ABC viajou para Salvador com a esperança e a desconfiança da torcida, pelo menos dos mais realistas. O fato que, todos nós, norte-rio-grandenses, abcedistas ou não, sabiamos das dificuldades de jogar em Salvador. Considerando, primeiro, que o ABC não venceu nem o Barras jogando fora, e segundo, porque a torcida baiana esgostou os 60 mil ingressos postos a venda.

Ouvindo o jogo pela rádio 98 fm, onde meu amigo, Ítalo Anderson é comentarista, podemos ver, ou ouvir, um ABC diferente. Começou o jogo de forma assustada e depois equilibriou. Quando equilibrou levou um gol. O Bahia, segundo Ítalo, respeitou demais o mais querido e por isso não estava jogando e vencendo por mais gols. No primeiro tempo o time do povo conseguiu equilibrar o jogo e até ter chances de gol, com Ivan e Walisson. O primeiro tempo acabou e os americanos comemoravam, pelo menos meus conhecidos.

No segundo tempo o ABC começou fulminante, bola na trave, ataque; gols desperdiçados e etc. Mais uma vez, quando menos esperavamos… gol do Bahia. E paro agora e lembro: futebol é imprevisível, pois, por mais que seja clichê, quem não faz leva. A partir daí o time potiguar foi para cima, podendo até diminuir o placar, mas mais uma vez os bainos gritaram gol.

Terminou o jogo, o Bahia foi a 23 pontos, assumiu a ponta da tabela. Longe do Nordeste, estavam jogando Bragantino e Crac-GO, em um jogo supostamente equilibrado o time paulista venceu por um gol a zero, e está com o mesmo número de pontos do Bahia. Em provavelmente um jogão, o Atlético de Goiás virou para cima do Vila Nova, também de Goiás, e venceu o clássico por 3 a 2. No outro jogo, Barras e Nacional, roubaram os cabos que alimentam a energia, e os clubes não jogaram.

A classificação mais uma vez ficou embolada. Na próxima rodada, o ABC pega o Atlético em Goiás. O time goiano está em sexto colocado com 18 pontos, dois a menos que o time potiguar. Agora, o ABC tem a difícil tarefa de, tentar, segurar o Atlético dentro de casa, pois caso este venha a conquistar a vitória, o clube do povo fica com os seus 20 pontos e o time goiano vai a 21. O Bragantino joga em casa com o Barras, e praticamente assegura a classificação para a série B; O Bahia decidi na Fonte Nova com o Vila Nova que tem 19 pontos. Uma vitória baiana assegura a classificação, além de ajudar o ABC. O Crac pega o Nacional em Patos e provavelmente vença o útlimo colocado. Caso isso aconteça, o Crac chega a 21 pontos. Ou seja, o ABC pode cair para sexto colocado e não depender mais das suas forças na última rodada, contra o Bragantino no frasqueirão. Caso, tudo dê errado, e o ABC caia para a sexta colocação, provalvemente na se classifique. Pois na última rodada, teria que vencer o Bragantino, torcer para o Bahia vencer o Crac, e o Nacional vencer o Atlético, coisa, praticamente improvável de acontecer. Pois Bahia vai está classificado (se vencer o Vila na próxima rodada); e o Nacional não tem mais interesse na competição. Então, se o time do povo, o mais querido quiser subir, terá que jogar, realmente um futebol objetivo e eficiente para no mínimo empatar com o Atlético e depender, apenas de uma vitória simples contra o time de Bragança, na quarta que vem, 28.

Logicamente que estamos trabalhando com o ’si’. Talvez de tudo ao contrário. O Vila Nova vença o Bahia. O ABC vença o Atlético. O Crac perca do Nacional. Se isso acontecer, eu terei um enorme prazer de dizer: “eu quebrei a cara, eu errei”.


L. Fabiano 2 x Uruguai injustiçado 1

Novembro 21, 2007

Boa noite, acabou de terminar o jogo fraquíssimo do Brasil. É incrível como o time canarinho é ruim. E é ruim mesmo. Temos alguns destaques individuais que, sinceramente, hoje não jogaram nada. Tenho uma tese, que chateia muito meu irmão. A tese diz: quando o Robinho ver o Lugano não joga nada, isso desde os tempos de Santos e São Paulo.

O Uruguai mereceu vencer, indiscutivelmente. Júlio César não deixou. Inclusive foi o melhor em campo. Luís ‘fabigol’ até que foi razoável, fez o primeiro gol, depois de um passe errado de Maicon, que tocou na verdade, para Kaká que não jogou nada. No segundo tempo, a mesma história, a Celeste estava muito melhor, e com puro oportunismo Luís Fabiano fez o gol.

Essa notícia vai está nos jornais amanhã, mas parei meus estudos para escrever sobre esse tema, porque estou com raiva. Sim. Sempre admirei o Dunga, mas como técnico ele é fraco. Em uma coisa o Dunga acertou. Colocar o Luís Fabibao no lugar do Vágner Love, que não joga nada.

O Brasil vai a Copa de 2010? concerteza. Mas eu durmo com raiva. A Celeste merecia vencer, atacou mais. Defendeu melhor. Teve volume de jogo. Teve consistência no jogo. Mas perdeu…e futebol, amigo, é isso. Quem faz mais gol, jogando bem ou não, é quem vence.

Agora estamos em segundo colocado nas eliminatórias, atrás um ponto da Argentina que tem 9. Porém, caso o Chile vença o Paraguai o Brasil vai para terceiro, mas mesmo que isso aconteça, que eu acho difícil, o Brasil, Dunga conseguiram o objetivo: ficar sem a pressão da torcida e da imprensa, pois uma derrota, no Morumbi (Morumtri) levaria a seleção do Dunga para a sétima colocação.

Apesar de não valer nada, fica minha indignação e meu aviso. A preocupação: vamos sofrer muito até chegar a classificação para Copa da África; meu aviso: se jogarmos assim, em Bueno Aires e Montevideo, perderemos de 10 a 0.


Vamos subir Becê…

Novembro 18, 2007

Mais uma vez fui ao Frasqueirão, estádio fabuloso, de uma aurea fantástica. Uma programação bem família e coisas do tipo. Chego ao estádio as 18 horas, o jogo começava as 20:30. Fui tentar comprar o ingresso para assistir o mais querido jogar. Por mais que eu, jovem torcedor, tenha sido irresponsável que não comprou o ingresso com antecedência, nada justifica a quantidade absurda de ingressos nas mãos dos cambistas. Um torcedor de bem, não consegue comprar mais de dois ingressos com a mesma carteira de estudante. Fica a minha indignação e a pergunta, como os cambistas compram tanto ingressos estudantis? Por fim, com a ajuda dos amigos, paguei 15 reais em um ingresso que geralmente seria 7.

Mudando de assunto. A confiança da torcida era tamanha, afinal um adversário que está em último colocado não merece respeito, mas não foi bem assim. A festa começou do lado de fora do estádio. Quem passava gritava, ‘vamos subir becê’, repetindo essa frase 33 vezes. Homens, mulheres, adolescentes, crianças, idosos, gente de toda estirpe, classe social, raça e formas físicas. O jogo do ABC move multidões. O público começa a entrar no estádio Maria Farache, são 19 horas e 30 minutos. Eu começo a me encaminhar para o portão ‘C’. Entro exatamente as 20 horas. As cadeiras e as arquibancadas estão completamente tomadas. Um clima de festa e, acima de tudo, tranquilidade toma conta de mim e de todos os presentes. Alguns Abcedistas, estão preocupados, mas nada demais.

Os times entram em campo, desce o bandeirão, a trilha sonora do estádio é baseada no, tão conhecido, ‘vamos subir becÊÊÊÊ’. Sobe o bandeirão, e começa o hino do anfitrião, “Abc clube do povo, campeão das multidões, serás sempre o mais querido entre os nossos corações (…)”. Não a um único ser vivo dentro do frasqueirão que não esteja arrepiado, emocionado, esperançoso. Começa o jogo.

Logo já vimos que o time, ah, me desculpem! O adversário do ABC é o Nacional de Patos-Paraíba. Com seu uniforme verde, o time paraibano não tem mais grandes pretensões na série C, então atrapalhar os demais clubes é o grande objetivo. O ABC tenta impôr o ritmo do jogo. Logo a primeira chance, tumulto na área, a bola vai caprichosamente em direção ao gol, para azar abcedista e sorte dos paraibanos, aparece uma perna e evita o primeiro gol do jogo. O jogo começa a ficar morno, quando Nêgo, o lateral direito, acerta uma cabeçada das mais bem dadas que eu já vi. A bola pega na trave esquerda, passa em cima da linha e… sai. Continua zero a zero. O Nacional fica mais fechado a cada instante, a lá Once Caldas. A torcida começa a ficar apreensiva e impaciente, o pior defeito. Do mais, o primeiro tempo termina e a torcida senta nas arquibancas meio que frustada com esperança? É. Muitos sabem que no segundo tempo as coisas irão piorar, ao mesmo tempo acham que o técnico Ferdinando Teixeira irá dá um jeito.

Começa o segundo tempo. A impaciência da torcida entra em campo, os jogadores erram passes simples. A torcida não canta; O frasqueirão não é aquele caldeirão. Bola na área, penalty, só o juiz não viu. Vinte cinco minutos de jogo, nada de pressão e nada de gol. O Nacional se empolga e vai ao ataque levando, certo, perigo ao gol do ABC. Bola na área, velocidade, penalty. A torcida explode de felicidade, alguns já comemoram, outros ficam apreensivos, pois lembram que o penalty ainda será cobrado. Wallyson põe a bola na marca fatal (como dizia Osmar Santos), expectativa; alguns fecham os olhos, outros rezam, poucos olham friamente. Wallyson bate, o goleiro vai nela, mas não suficiente para defendê-la… gol. Gritos, emoção, pessoas que nunca se encontraram, se abraçam. A partir daí a aflição tomou conta. A torcida cantavam e parava a cada perigo de gol, de ambos os lados.

O jogo entra na fase perigosa, de trinta e cinco minutos em diante. O Nacional ataca cada vez mais. A torcida começa a cantar com mais empolgação, mas a timidez ainda toma de conta. O juiz apita, explode o Frasqueirão de felicidade, aquela angústia acabou. A maioria comemora, a minoria respira aliviada, já pensando nos próximos dois jogos fora de casa, Bahia e Atlético de Goiás, respectivamente. Jogos perigosos. O ABC assume a ponta da série C com 20 pontos empatado com Bahia e Bragantino, com uma vitória a mais o time alvinegro está em primeiro. O próximo jogo em Natal será, dia 28 de novembro. Antes o ABC terá que se superar fora de casa para, pelo menos, conseguir dois empates para decidir em casa contra o Bragantino. Se o ABC vai subir, eu acredito que sim, mas terá que evoluir nos jogos longe de sua torcida. A torcida começa a ir embora, todos cantando, sorrindo. Nas ruas os carros buzinam, bandeiras são agitadas. Eu me encaminho e saio pelo perto ‘A’, preocupado com os próximos jogos; mas aliviado pela vitória suada. Agora, escrevo esse texto e espero o dia 28 chegar, para mais uma vez, ir ao Frasqueirão, e quem sabe ver o ABC se classificar para a série ‘B’ (rimou)…


São Paulo vs. Flamengo e R. Ceni vs. Felipe

Novembro 16, 2007

Olá, tudo bem? espero que sim. Amigo leitor, estava eu deitado no meu sofá, com a pernas para cima vendo o telejornal e acompanhei com indignação uma reportagem. Era sobre essa briga rídicula sobre a taça das ‘bolinhas’. O Flamengo contesta que são os primeiros pentas campeões e como já sabemos não é. Pelo milésima vez, o Sport é o campeão de 1987. O flamengo teve 20 anos para entrar com a petição na justiça e inventa de fazer, quando um time vai e vencer de forma legitima. Para me deixar mais perplexo, o Clube dos 13, que se dependece de mim, viraria dos 12 (sem o São Paulo). O futuro clube dos 12, envio a CBF uma ata pedindo a declaração que Flamengo e Sport sejam os campeões de 87. Injusto. O Flamengo se recusou a jogar com o Sport, não tem que ganhar nada. Nada.

A prefeitura do Rio vai dar um troféu debolinhas ao Flamengo. Tudo bem, fiquem a vontade, mas aquele que está nos cofres da Caixa, vai para o Morumbi, ou MorumTRI? MorumPenta?

Mudando de assunto, estou muito preocupado com os colunistas esportivos do Brasil. O motivo: a comparação pavorosa entre Felipe-goleiro do Corinthians e Rogério Ceni-goleiro do São Paulo. Tenham dó. Tudo bem, Felipe é uma jovem revelação, um ótimo goleiro e tudo mais, mas dizer que embaixo dos três mastros ele é melhor que Ceni, só pode ser brincadeira. R. Ceni é incomparável. Jogador de uma inteligência marcante, um líder dentro do gramado. Felipe é demais. Joga muito, mas não dá. Tem que crescer muito, além de ter que vencer jogos e títulos e não só pegar penaltis e fazer algumas defesas, que eu nos meus tempos de goleiro também defenderia. Além do mais, é preciso ter calma para não se ‘queimar’ um talento. A imprensa e sua língua ainda não aprendeu. A úncia semelhança entre Rogério e Felipe é o branco dos olhos, pois se Felipe evita derrota, Rogério faz o mesmo além, de muitas vezes, garantir as vitórias.


Pizzaria Brasil- da abertura a reeleição de Lula

Novembro 7, 2007

pizzariabrasil1.jpgpizzariabrasil.jpgpizzariabrasil.jpgNão sou publicitário, nem propagandista, mas venho, de certa maneira, fazer uma ‘propaganda’ de um livro que será lançado sexta-feira na Universidade Potiguar. Propaganda não, a palavra seria divulgação. Então, na sexta dia 9, o chargista Claúdio Oliveira lança o livro que da título a essa matéria. Cláudio Oliveira tem uma carreira promissora como chargista, que inclui trabalhos em vários jornais e revistas do país, como Pasquim, Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário de Natal, Tribuna do Norte, Careta, Em Tempo, Voz da Unidade, Bundas e Pasquim21. Em comemoração aos seus 30 anos de vida profissional, Claúdio lançará seu livro na X feira de Sebos, dia 8, em Natal, na praça André de Albuquerque, das 15 as 22 horas. 

Aproveitando o embalo a UnP o convidou para dar uma palestra sobre a charge no jornalismo (se não me engano). Vale a pena conferir, a palestra é aberta ao público no auditório da Nascimento de Castro as 19 horas. Se você quiser o livro vai ter que comprar, rs.


Penta único

Novembro 5, 2007

Bem amigos, estou tentando voltar ao ritmo normal de atualizações, mas meu computador insiste em quebrar toda semana. Mas agente se ajeita aos poucos. Pois bem, estou aqui para falar de uma ‘polêmica’ que ronda o futebol, principalmente, desde que o São Paulo FC conquistou seu 5º título do campeonato brasileiro.

Andei ouvindo, lendo e vendo diversos protestos de flamenguistas que dizem ser os primeiros pentacampeões do futebol brasileiro. O fato é que, todo mundo sabe que o Flamengo é tetra, 80, 82, 83 e 92. Em 1987, o Flamengo venceu a Copa União, campeonato disputado por clubes pertencentes ao clube dos treze. A CBF pediu um cruzamento entre o vencedor do clube dos treze e o vencedor de outro módulo, os clubes que não são da entidade dos treze. Venceu o Flamengo e o Sport de Recife. Como o time carioca recusou-se a jogar com o time de Recife, a CBF declarou o Sport Clube do Recife campeão brasileiro de 1987, sendo vice o Guarani de Campinas.

Então, o Flamengo só é tetra campeão e não penta. O único penta, até então, é o São Paulo que venceu em 77, 86, 91, 06 e 07, sendo assim o único legitimado pentacampeão. Caso a CBF venha a legitimar o título brasileiro de 87 para o Flamengo, a maior entidade do futebol brasileiro, terá que congratular os títulos de Bahia, Palmeiras e Santos, que venceram a Taça Brasil que correspondia ao campeonato brasileiro (de 1959 a 1970). Caso isso aconteça, Santos e Palmeiras teriam 8 títulos nacionais cada. Creio que o mengão deva desistir da idéia de ser penta em 87, e lutar quem sabe, para ano que vem tentar vencer o campeonato brasileiro nos gramados e não no tapetão.

Por fim, não poderíamos deixar de parabenizar o tricolor do morumbi, que com sua organização e planejamento venceu mais um título, caminhando, quem sabe, para mais conquistas em 2008.