Voltei. Na verdade, senti saudades e resolvi antecipar minha volta das férias. Carnaval é semana que vem. Estamos arrumando as malas. Mudando de assunto, 2008 começou bem, muitos projetos e muitos planos e coisas novas. Mas como isso aqui não é coluna social, vamos ao que realmente interessa.
Começando pela política. Política americana. Hoje o maior jornal impresso do mundo, The New York Times, declarou com todas as letras que apoiava a candidata a presidente, Hillary Clinton entre os democratas. Conduta normal entre os jornais e jornalistas daquele país. A contraponto do jornal de Adolph Ochs, eu declaro que apoio, entre os democratas, Barack Obama. O afro-descendente, que tenta chegar a Casa Branca, tenta mudar aquele país, de certa forma, consevador. Creio que o jovem, que é senador, não está relacionado com os grandes barões da política americana, como Hillary. Além de ser um cara altamente preparado.
Indo da política para o futebol. Começou os campeonatos estaduais, logo, terminou o tédio das noites de quarta-feira e das tardes de domingo. No paulista, a disputa está boa, e de ante mão, aposto no Palmeiras. O São Paulo manteve a base, porém a defesa ficou mais fraca e isso me preocupa. Aposto no São Paulo para Libertadores e Brasileiro, não para o paulista. No Rio, Flamengo venceu seus dois jogos, isso não indica nada, porém os rubro-negros são os bichos ‘papãos’ desse campeonato. Mas o Fluminense, o único tricolor do mundo segundo Nelson Rodrigues, fez grandes contratações e aposto nele. Vou me resumir a o eixo Rio-São Paulo.
Volto a alimentar meu ego, ando mudando. A cada dia que passo mudo. Mudo meus pontos de vista, minhas visões de mundo. Mudo a cada livro que leio, e mudo mais quando releio o mesmo livro. Mudo todo dia quando acordo e volto a ser eu mesmo quando durmo; Mudo quando discuto com meus amigos e quando eles me falam que eu sou ‘o cara’; Quando me criticam, eu mudo também, pouco mais mudo. Mudo quando ligo para Santos e falo com minha tia; Mudo quando ligo e as pessoas não atendem; mudo quando o São Paulo vence, mudo, muito mais, quando ele perde. Mudo quando atualizo meu blog, e quando recebo um comentário no orkut. Mudo por que dizem que eu não posso ser sempre o mesmo; mudo, hoje, por mim. Mudo para melhor a cada dia; ou não, sei lá. Mudo, mas não perco a personalidade; mudo concepções, estilos talvez; forma de tratamento. Mudo porque trabalho, e mudaria se não trabalhasse; mudo porque estudo, se não estudasse mudaria também, para pior é verdade.
Amo e odeio com a mesma intensidade, estou mudando isso também. Odiar e amar menos é o meu ideal. Mudo quando cai uma árvore, e quando cai um avião; mudo mais quando as árvores caem, pois elas valem mais que as pessoas; insensível? Sou. Estou mudando. Ficando mais insensível, pois assim, serei sempre mais racional. O coração só atrapalha. Aliás o coração, é importante, bomba sangue e enquanto ele funcionar estarei vivo.
Mudo com os amigos, trato eles com mais carinho; não para preservá-los para sempre, e sim para demonstrar em gestos o que sinto por eles; sou péssimo com declarações, estou mudando isso. Me declaro quando amo e quando gosto, demonstro nada mais; Mudo a cada sim que recebo, pois sei reconhecer a bondade dos outros; mudo a cada não, pois eles demonstram quem realmente são as pessoas. Mudo com as pessoas também. Mudar é bom. Mudar é ruim também. As vezes gosto de mudar, as vezes odeio. Porque no fundo mudamos por um propósito, ou por um objetivo; seja ele para sermos melhores pessoas, ou para conquistar algo ou alguém; seja para mudar por mudar. No meu caso são todos os motivos citados e imagináveis; Mudo sim.
Mudo se quiser também. Mudo sem querer mudar. Mudo, mas continuo o mesmo. Não se empolguem, mudei e mudo, mas a fragância continua: o pessimismo-realismo, o humor sarcástico e a soberba. Além da bondade e o coração mole, que tento mudar. Mudo quando penso em Maquiável, ‘melhor ser temido que amado’; mudo e penso que o amor só atrapalha. Se não atrapalha, engana. Pois mudei e acho que a gente ama alguém, até o dia que nos convém amar. Depois a pessoa ‘amada’, torna-se apenas mais uma no mundo. Continuo mudando…
Ps. Quando eu sentir saudades, eu volto. Até lá!