Fidel e Cuba, sempre.

Fevereiro 29, 2008
Por: Bruno H.B. Rebouças 

Antes que alguém possa me chamar de comunista, afirmo que não o sou. Não por preconceito, nem por medo, nem por ser um sistema utópico que comprovadamente deu errado. Não sou comunista, pois ignoro a primeira regra dos comunas: ‘supressão da propriedade privada’. Ignoro também, que todos os meios de produção estejam nas mãos do Estado. Mas, vamos ao que interessa.

Fidel renunciou a mais um mandato que lhe seria conferido no dia 24 de fevereiro. Foram 49 anos de governo, de desafios e de muitas conquistas. Segundo um documento da CIA, apresentado pelo canal 4 inglês, em 2006, foram 638 vezes o número de tentativas de assassinato a Fidel. Resistir à força econômica e bélica americana não é para qualquer um. Sou um fã de Fidel, por tudo que ele fez. Lógico que sei que ele matou todos os seus inimigos, os ditos ‘inimigos da revolução’, mas creio que entre matar e morrer, ninguém ficaria com a segunda opção. A maioria das pessoas idolatram Che. Eu prefiro o líder máximo, Castro. Pelo simples fato dele ter comandado o argentino estudante de medicina que virou revolucionário. por ter idealizado a revolução que libertou o povo cubana da Ditadura (verdadeira) de Fulgêncio Batista. Castro queria libertar a ilha, há 200 quilômetros dos EUA, do poderio da nação do tio San; e quando a revolução saiu vencedora, Cuba deixou de ser anexo e parque de diversão dos americanos. Lógico que essa atitude não deixou o, ‘bonitão’, presidente Kennedy feliz.

Muitos criticam o regime de racionamento de Cuba, mas todos esquecem do embargo econômico imposto pelos EUA desde 1960. Só aí que a ilha de Fidel se aliou a União Soviética. Não precisamos estudar muito sobre Cuba, para descobrirmos que o presidente e o 1º ministro cubano, Fidel e Che, respectivamente, tentaram negociar com o presidente Eisenhower (1952-1960) que não deu trela aos revolucionários.

Quarenta e nove anos depois da revolução de 1º de janeiro de 1959, Cuba atingiu aspectos sociais invejáveis a muitos países desenvolvidos, imagine aos subdesenvolvidos. Um país que todos têm onde morar, independente da qualidade das residências. Segundo a Unesco, 98% das casas cubanas possuem instalações sanitárias adequadas, enquanto que na democracia e na liberdade de imprensa (dizem) brasileira, apenas 75% das casas possuem as mesmas instalações. Em Cuba há o racionamento de comida, infelizmente, isso é necessário; tratando de um país pobre, onde sem o racionamento nem todos comeriam como acontece aqui. “Você não encontrará aqui crianças pedindo esmolas, dormindo na rua, descalças ou desnutridas” (Fidel Castro).

Segundo a CIA o desemprego em Cuba, em 2007, era de 1,9%, enquanto que no Brasil era de 9,6. E o que mais me surpreende é que um país que mata seus adversários, raciona comida e vive uma ditadura, tenha apenas 0,02% de analfabetos. Enquanto o país do futebol, em 2006, tinha 13,9%.

Não quero convencer você, leitor, que Cuba é melhor que o Brasil. Apenas quero lhe mostrar que Cuba não é o inferno que os meios de comunicação do Brasil pregam. Logicamente que você não apóia o racionamento de comida, não é? Mas isso acontece porque você, meu caro, tem o que comer todos os dias. Você tem o conforto da sua casa. Agora indague a qualquer mendigo se ele não preferia ter uma casa, mesmo que bem humilde.

É muito fácil falar, julgar. Defender interesses capitalistas, das quais eu apoio. Mas nunca é demais olhar para as coisas com olhos abertos. Prefiro a ditadura de Cuba à democracia brasileira, pelo simples fato de não agüentar mais comprar jujuba de meninos nos coletivos da cidade; porque não agüento mais ver crianças que poderiam está nas escolas, perdendo a inocência trabalhando nos sinais. Porque cansei de ver nos jornais que pessoas morrem nos corredores dos hospitais por falta de médico. Prefiro Cuba, pois “hoje, 500 mil crianças vão dormir na rua. Nenhuma delas é cubana” (Fidel).

Até mais.

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Texto publicado no jornal, mensal, Litoral Notícias. Mês de Fevereiro. Ainda não recebi nenhum email ofensivo.


Passamos dos 1000 acessos

Fevereiro 26, 2008

Caros leitores, venho através dessa curta nota agradecer a todos os acessos. Passamos dos 1000 e isso me deixa muito feliz. Vou tentar ser mais assíduo nas publicações. Peço mais uma vez desculpas, pois estou organizando minhas muitas tarefas. Creio que depois de março estará tudo regularizado.

Um abraço, Bruno Rebouças.


O Pasquim e o Litoral – uma resposta a alguém desinformado*

Fevereiro 26, 2008
Por: Bruno Rebouças 

Andaram acusando o Litoral Notícias de pasquim. Palavra de origem italiana, significa entre tantas outras coisas, difamador. O autor de infâmia é nada mais, nada menos, que o ex-governador e senador, politicamente falido, Geraldo Melo. Mal sabe o ‘governador do leite’, que o Pasquim foi o maior fenômeno editorial do nosso triste e inculto país. Digo isso, pois somos uma das nações que lêem menos no mundo. Voltemos ao Pasquim. Esse ‘jornaleco’ dos anos de 1970 e 1980 fez sucesso que até hoje é exemplo para a fundação de outros meios impressos. O Pasquim, por exemplo, foi o espelho das famosas páginas amarelas, da Veja. As charges e os cartúns eram uma força, tirando do sério a Ditadura instalada em nosso país em 1964. A patota de Ipanema desafiava a censura e o regime militar. Provavelmente, muitos, não sabem disso, ou porque nessa época se escondia dos militares, ou porque politicamente não existiam.

O Pasquim tem mais  em comum com o Litoral do que vocês imaginam. Na verdade, somos nós que parecemos com o jornal já extinto. Não por imitação e sim por vocação. O jornaleco dos anos de 1970 foi o último jornal feito por jornalistas. O que vemos na mídia e na imprensa são os empresários que fazem os jornais, e isso, sinceramente me envergonha. Está certo, que nós do Litoral não somos, ainda, um sucesso editorial; mas isso se deve, pelo seguinte fato: diferente de alguns políticos, não nos vendemos a patrocinador nenhum. Somos sim, um jornal feito por jornalistas. Responsáveis e compromissados com a ética e o interesse público, assim como o Pasquim. Diferente dos políticos como Geraldo, e a tucanada pelo Brasil a fora.

Se pasquim for ser o que somos, verdadeiros, éticos, descompromissados com o poder público, afirmo que somos pasquim. Encaramos com elogio, pois ser comparado com o maior fenômeno editorial da história da imprensa, mais que todas as publicações da Abril e dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, nos engrandece. Além do mais, a crítica vem de um político, ou seja, de ninguém. Os políticos se acham importantes, e na verdade, não são absolutamente nada. Quando ganham o poder eles se tornam gente, mas antes humilham-se em palanques para ganhar o voto do trabalhador que logo depois eles ignoram. Tudo bem. Mas a vida é assim, um dia estamos no poder e somos reconhecidos, no outro, estamos sem aliados e precisamos recorrer ao baixo nível para chamarmos a atenção.

Saiba que sempre estaremos dos dois lados da notícia. Qualquer deslize estaremos encima cobrindo e noticiando, como um pasquim. O Litoral, dentro de anos se tornará uma máquina de fazer notícias e gerar repercussão. Isso não aconteceu ainda, pois estamos juntando forças e recursos com nosso suor e não financiado por político nenhum. Somos um jornal independente. Somos alternativos, pois, por trás da nossa equipe não existe nenhum político dando ordem e por trás de cada repórter, colunista e colaborador está à ideologia do mesmo, sem o dedo do próprio fundador e diretor do jornal, Iran Costa.

O Pasquim prezava, assim como o Litoral preza, pela liberdade de expressão e de imprensa, logo pela democracia, e caso o senador Geraldo Melo, queira nos responder, envie um email para a redação e nós publicaremos aqui. Porque em nosso jornal não censuramos ninguém, nem aqueles que nos remetem, ou tentam, ao ridículo.

O Litoral ganha notoriedade a cada dia, semana e mês. Devagar e sempre não é nossa meta, mas se é isso que precisamos fazer para continuar com nossa alma, faremos. Assim com os gênios do Pasquim, Millôr, Paulo Francis, Jaguar, Luiz Carlos Maciel e outros, não tememos a força de ninguém. Não tememos assim, como a galera de Ipanema, nenhum político, nenhum governo e nenhum empresário. Tememos diferente de vocês políticos, o julgamento do nosso leitor, único e exclusivamente detentor do nosso mais profundo e admirável respeito.

Antes de tentar ofender alguém procure o significado das palavras, o que elas representam na história do nosso país. Ser comparado com o Pasquim é uma honra. Mas, não podemos comparar vossa excelência com Juscelino Kubitscheck, já que o senhor, diferente do fundador de Brasília, não venceu todos os pleitos que disputou.

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*Texto publicado no Jornal, mensal, Litoral Notícias de Ceará-Mirim, interior do estado do Rio Grande do Norte. Edição de Janeiro. Devido a esse texto, o estudante futuro jornalista, Bruno Rebouças, sofreu diversas ofensas pessoais, por parte de pessoas ligadas, claramente, ao senador.

Música para recém-nascido

Fevereiro 10, 2008

Por: Roberta Maia 

Tudo começa no dia 24. A dona de casa passa o dia cozinhando para levar o prato para a casa da avó, afinal a família toda se reúne na casa da matriarca. Cada membro leva um prato.

A noite, morta de cansada, as unhas pintadas no dia anterior já começam a descascar por causa dos afazeres domésticos. Ela se veste, com a roupa comprada a prestação, numa loja que vende a preços que não cabem no orçamento, mas era um presente para ela mesma.

Enfim, pronta, com uma maquiagem pesada para cobrir as marcas do tempo e as olheiras, empurra o marido para se arrumar, leva toalha no banheiro, um pouco de adulação, agora só falta o Toninho, filho mais novo, pois a Aninha resolveu sair com amigos. Vamos a festa!

Chegando lá, na casa da avó,todos estão sentados numa grande roda procurando um assunto intimo. Na falta de assunto sempre tem uma tia que faz aquela indagação impertinente: Você está mais gorda?! Meio sem graça, solta um sorriso amarelo e por dentro se corrói de raiva querendo pular no pescoço da tia velha.

Hora do jantar,a mesa está tão farta que as pessoas não conseguem finalizar toda a comida, o peru ressecado sempre sobra, mas já que é tradição. . . Acabada a ceia, de volta para casa com um marido bêbado e um filho sonolento.

Dia 25, o marido acorda com aquela ressaca, tem o resto de ontem, vulgo R.O,com aquele peru que ninguém quis na noite anterior e  os comentários das tias despeitadas a respeito do figurino dos outros.

Depois do almoço, a volta para casa e aquele cochilo de quem exagerou na comida. Mas o pesadelo de natal ainda não acabou, a tortura termina com o inédito show de Roberto Carlos, 30 anos de músicas inéditas para os recém-nascidos.