Por: Bruno Rebouças
Andaram acusando o Litoral Notícias de pasquim. Palavra de origem italiana, significa entre tantas outras coisas, difamador. O autor de infâmia é nada mais, nada menos, que o ex-governador e senador, politicamente falido, Geraldo Melo. Mal sabe o ‘governador do leite’, que o Pasquim foi o maior fenômeno editorial do nosso triste e inculto país. Digo isso, pois somos uma das nações que lêem menos no mundo. Voltemos ao Pasquim. Esse ‘jornaleco’ dos anos de 1970 e 1980 fez sucesso que até hoje é exemplo para a fundação de outros meios impressos. O Pasquim, por exemplo, foi o espelho das famosas páginas amarelas, da Veja. As charges e os cartúns eram uma força, tirando do sério a Ditadura instalada em nosso país em 1964. A patota de Ipanema desafiava a censura e o regime militar. Provavelmente, muitos, não sabem disso, ou porque nessa época se escondia dos militares, ou porque politicamente não existiam.
O Pasquim tem mais em comum com o Litoral do que vocês imaginam. Na verdade, somos nós que parecemos com o jornal já extinto. Não por imitação e sim por vocação. O jornaleco dos anos de 1970 foi o último jornal feito por jornalistas. O que vemos na mídia e na imprensa são os empresários que fazem os jornais, e isso, sinceramente me envergonha. Está certo, que nós do Litoral não somos, ainda, um sucesso editorial; mas isso se deve, pelo seguinte fato: diferente de alguns políticos, não nos vendemos a patrocinador nenhum. Somos sim, um jornal feito por jornalistas. Responsáveis e compromissados com a ética e o interesse público, assim como o Pasquim. Diferente dos políticos como Geraldo, e a tucanada pelo Brasil a fora.
Se pasquim for ser o que somos, verdadeiros, éticos, descompromissados com o poder público, afirmo que somos pasquim. Encaramos com elogio, pois ser comparado com o maior fenômeno editorial da história da imprensa, mais que todas as publicações da Abril e dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, nos engrandece. Além do mais, a crítica vem de um político, ou seja, de ninguém. Os políticos se acham importantes, e na verdade, não são absolutamente nada. Quando ganham o poder eles se tornam gente, mas antes humilham-se em palanques para ganhar o voto do trabalhador que logo depois eles ignoram. Tudo bem. Mas a vida é assim, um dia estamos no poder e somos reconhecidos, no outro, estamos sem aliados e precisamos recorrer ao baixo nível para chamarmos a atenção.
Saiba que sempre estaremos dos dois lados da notícia. Qualquer deslize estaremos encima cobrindo e noticiando, como um pasquim. O Litoral, dentro de anos se tornará uma máquina de fazer notícias e gerar repercussão. Isso não aconteceu ainda, pois estamos juntando forças e recursos com nosso suor e não financiado por político nenhum. Somos um jornal independente. Somos alternativos, pois, por trás da nossa equipe não existe nenhum político dando ordem e por trás de cada repórter, colunista e colaborador está à ideologia do mesmo, sem o dedo do próprio fundador e diretor do jornal, Iran Costa.
O Pasquim prezava, assim como o Litoral preza, pela liberdade de expressão e de imprensa, logo pela democracia, e caso o senador Geraldo Melo, queira nos responder, envie um email para a redação e nós publicaremos aqui. Porque em nosso jornal não censuramos ninguém, nem aqueles que nos remetem, ou tentam, ao ridículo.
O Litoral ganha notoriedade a cada dia, semana e mês. Devagar e sempre não é nossa meta, mas se é isso que precisamos fazer para continuar com nossa alma, faremos. Assim com os gênios do Pasquim, Millôr, Paulo Francis, Jaguar, Luiz Carlos Maciel e outros, não tememos a força de ninguém. Não tememos assim, como a galera de Ipanema, nenhum político, nenhum governo e nenhum empresário. Tememos diferente de vocês políticos, o julgamento do nosso leitor, único e exclusivamente detentor do nosso mais profundo e admirável respeito.
Antes de tentar ofender alguém procure o significado das palavras, o que elas representam na história do nosso país. Ser comparado com o Pasquim é uma honra. Mas, não podemos comparar vossa excelência com Juscelino Kubitscheck, já que o senhor, diferente do fundador de Brasília, não venceu todos os pleitos que disputou.
__________
Agosto 9, 2008 às 8:26 am |
Bom dia! Ontem eu lendo o Jornal Litoral Noticias(Julho de 2008) eu achei enteressante vocês ter falado dos 150 anos de Ceará-Mirim,porém nas legendas das figuras eu achei um erro gravissimo,que foi quando fala do trem.Botaram abaixo da foto “Estação Rodoviária de Ceará-Mirim” que deveria ser “Estação Ferroviária de Ceará-Mirim”
Agradecemos a sua compreensão.
Agosto 21, 2008 às 4:51 pm |
Beleza Igor, obrigado pelo comentário. Faremos a retificação assim que pudermos.
abraço.