Por: Bruno Rebouças
Mais uma vez deixo com que um fato passe pela opinião pública, para poder me manifestar. O melhor dessa atitude, é que os dados, os motivos e as razões estão mais visíveis que no calor da hora. O fato abordado neste artigo, será a vitória dos wilmistas, sobre os, revolucionários, rogeristas. A princípio creio que essas nomenclaturas firmam dinastias. Coisas imperiosas, que não somem nunca. Assim como as correntes político-filosóficas, como o leninismo, stalinismo, marxismo, maoísmo, trotskismo entre outros.
Esse último foi um dos maiores idealizadores da extinta URSS, e um dos maiores pensadores do século XX. Bem como, era comum para o regime revolucionário, Trotski virou inimigo da revolução que ele ajudou a implantar. Perseguido incessantemente, ele foi morto em 1955, por ordens de Stálin, que ordenou milhares de mortes de inimigos e ex-amigos da União Soviética. Aquele que ia virar padre, e resolveu ser ditador. Todos, sem exceção, que cruzassem o caminho do bigodudo russo (Stálin), tinha sua vida política e social, necessariamente, extinta.
Após essa metáfora, volto a Natal. Rogério Marinho e todos os seus seguidores desafiaram o poder elitizado, dentro do PSB (Partido Socialista Brasileiro), ou seja, Wilma. O que considero uma atitude muito válida, dentro das perspectivas que não aceitavam o, inútil, ‘acordão’ entre todos os caciques da nossa política. Todos não, quase. Porém a atitude de Rogério, que seria Trotski, foi repudiada por muitos que o chamaram de traidor, ingrato e tudo mais. No fim, prevaleceu a força da cacique-mor, Wilma de Faria, que seria Stálin.
O desafio que Rogério fez a mandatária norte-rio-grandense, foi de extremo valor para a população, e demais partidos enxergarem que a democracia reside no instante em que há uma pluralidade de opiniões. Como dizia Nelson Rodrigues, “toda maioria é burra”. Logo, quando tudo é unânime, talvez exista um grande silêncio por parte de muitos, ou todo mundo é burro mesmo. Acredito na primeira hipótese.
Partindo para outra esfera, sempre acreditei que os filiados de um partido são, ou deveriam ser, adeptos de suas ideologias. Crendo nisso, Wilma é socialista? Rogério Marinho, Carlos Eduardo e Salatiel também o são? Logicamente que eles, talvez, não saibam que o socialismo é um estado preparatório para o Comunismo. E respondendo as duas perguntas anteriores, indago que não. Não são socialistas.
Se o socialismo é um estado de preparação para o Comunismo utópico, de Marx e Engels, logo existe, ou deveria existir, para os socialistas, o 1º preceito dos comunas: “supressão, da propriedade privada”. Marx e Engles intitulam dez preceitos iniciais, no livro-bíblia dos comunistas, O Manifesto do Partido Comunista, 1848 (eu tenho e posso emprestar). Isso nos leva a concluir que as ideologias partidárias na servem para absolutamente nada. A não ser confundir e enganar o povo. Logo penso em fundar um partido também, podia ser o Partido da P.q.P.
Levando para o parâmetro midiático, ninguém ousou apoiar Rogério. E houve sim, uma comemoração por parte da imprensa pela vitória da ‘guerreira socialista’. Muitas manchetes, fotos, opiniões medianas que, quase sempre, não passam da mesmice. Inclusive essa palavra (mesmice), nesse estado belíssimo é muito comum. Bem como em um império, somos reféns de grupos políticos oligárquicos que passam o poder a seus herdeiros políticos. A política em forma de ciência, não existe. Ela é encarada como profissão. No livro de Max Weber, Política e Ciência – duas vocações, o Karl Marx do capitalismo, declara que ser político é representar o cidadão, e as coisas que eles necessitam, fazendo disso um cargo público, com expiração, no nosso caso quatro anos. Mais o que vemos é um ciclo vicioso, que começa no berço e vai entrando eternidade a dentro. Alves, Maia, Faria entre outros casos pelo país.
O fato é que, não podemos aceitar que grupos interessados a manter o monopólio do poder nos façam engolir parcerias pífias, como o PMDB, junto com PT e com PSB. Nesse conjunto para fecharmos como chave de ‘ouro’ faltava só os social-democratas de meia tigela, do PSDB. Não estou fazendo política para senhor ninguém, mas viso como um homem de princípios, o melhor para a população como um todo e não apenas para mim ou para meus entes e amigos queridos.
Por fim, declaro: talvez Wilma seja mais piedosa que Stálin e não sepulte os rogeristas. Rogério, talvez, tenha mais sorte que Trotski e continue com suas atribuições políticas. Talvez essa afronta de Rogério, tenha sido mais um golpe de Wilma, na sua brilhante carreira política. Para depois estender a mão ao filho pródigo e protegê-lo mais uma vez no seu seio, ou curral, eleitoral, como uma mãe que perdoa os erros do filho.
Só o tempo nos dirá, mas desses ‘socialistas’ eu não espero nada. E ninguém me garantiu que isso tudo não foi mais um pão e circo da Natal moderna. Onde Garibaldi, dois anos antes (2006), ataca Wilma em rede estadual e vice-versa, e depois, ambos, apertam as mãos e sorriem para a mesma foto. O que é aplaudido hoje; é repugnável amanhã. Até mais.
Escrito por mediaalternativa
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