Palpites Incertos (16ª Rodada)

Julho 29, 2008

Bruno Rebouças

Vamos aos palpites desta rodada. Reiterando: na rodada do meio de semana eu não tive tempo suficiente para analisar os jogos.

 

Voltando. Esta rodada promete. Alguns jogos diretos e outros que podem mudar os rumos do campeonato. Começando por Vitória-BA e Atlético-PR. O jogo é na Bahia, no Barradão. O furacão tem um bom time, sempre dá muito trabalho, mas na Bahia de todos os santos, vence o Vitória que faz uma campanha belíssima, e creio que vá assim até o fim do campeonato.

 

Cruzeiro e Náutico, no Mineirão, fazem o jogo da afirmação cruzeirense. Tentando manter uma seqüência de vitória que não acontece há muito tempo. Na última rodada, o Cruzeiro venceu o Fluminense no Maraca. O Náutico estava dentre os primeiros da tabela, está atualmente em 12º com 18 pontos, na parte intermediária da tabela. Jogo difícil para o Cruzeiro. Creio em um empate entre os dois. Arrisco um 2 a 2.

 

Portuguesa e Fluminense fazem o jogo dos que estão na Zona de Rebaixamento. O jogo no Canindé será muito disputado, assim como foi o jogo da Lusa contra o Flamengo, semana passada. Diogo, o craque da Lusa volta, e dará um toque mais refinado. Apesar da ascensão do tricolor carioca, que vem apresentando um futebol semelhante ao da Libertadores, aposto na Portuguesa. Vence a Lusa.

 

Botafogo e Goiás fazem um jogo meia boca, e o Fogão jogando no Engenhão, vence. Internacional e Santos jogam no Beira-Rio, já sabe né? Vence o Inter, que em 7 jogos em casa, venceu seis e empatou um, contra o Sport, vice-campeão da Copa do Brasil.

 

Figueirense e São Paulo jogam em Santa Catarina. Jogo difícil para o time catarinense que faz uma campanha, dentro de suas possibilidades, muito boa e está com 20 pontos. Relativamente perto dos líderes, mas não podemos dizer que o Figueira vá lutar pelo título, mas creio que não irá cair. O São Paulo luta entrar no G4 e levando em consideração os resultados dos demais jogos, pode chegar a segunda colocação, ou até mesmo a liderança. Coisa que é bem difícil, mas… Vence o mais indigesto dos visitantes; O São Paulo.

 

Na quinta-feira (31), Vasco e Atlético-MG, jogam em São Januário e ambos tentam fugir da degola. Com 18 pontos o galo mineiro está a dois pontos da ZR. E o Vasco está escapando devido ao saldo de gols, com 16 pontos. Vence o Vasco com a volta de Edmundo.

 

Coritiba e Grêmio jogam no Couto Pereira. Na sétima colocação, com 23 pontos, o Coritiba faz uma boa campanha e pode muito bem atrapalhar as pretensões do Grêmio, assim como fez com o Flamengo, a rodadas atrás. Vence o Grêmio.

 

Sport e Ipatinga jogam em Recife, na Ilha do Retiro. Obvio que vence o Sport.

 

Voltando para quarta-feira, destaque para Palmeiras e Flamengo. Jogo que define os rumos do campeonato. O Palmeiras se vencer se firma e entra de vez na briga pelo título. O Fla se perder, sai da 2ª colocação e pode parar em quinto lugar. O Flamengo tenta vencer depois de quatro rodadas. O último resultado positivo dos rubro-negros, foi dia 12 de julho, no clássico contra o Vasco. Aposto no empate entre ambas as equipes, considerando a tradição e a busca de um bom resultado por parte do time da gávea que está caindo no rendimento a cada rodada.

 

Façam suas apostas. As minhas, mais uma vez, estão aqui.

 

Até mais.


Breves comentários

Julho 28, 2008

Bruno Rebouças

Na rodada passada, estreei, os Palpites Incertos, coluna que chuto, arrisco os resultados da rodada. De certa forma, eu fui muito bem na estréia. Errei dois jogos da quinta, quando disse que o Santos venceria o Palmeiras, coisa que não aconteceu; q E que o Grêmio empataria com o Figueirense, o tricolor venceu e assumiu a liderança, coisa que não durará muito. Acertei que o Sport venceria o Atlético-MG, e venceu.

 

Na quarta, errei os resultados dos jogos do São Paulo, que segundo eu mesmo venceria o Inter; e o jogo do Rio entre Vasco e Fluminense, na qual disse que o Flu venceria; deu empate. Do mais acertei tudo, inclusive a improvável vitória do Goiás em Minas, contra o Cruzeiro.

 

A 15ª Rodada

 

Neste fim de semana, infelizmente não tive tempo suficiente para publicar os Palpites Incertos. Mas ficamos para próxima rodada. Mais uma vez a rodada favoreceu o São Paulo, que seria líder, caso vencesse o Inter na quarta. O Grêmio empatou com o Palmeiras no Sul. O Flamengo ficou no zero a zero com o Botafogo. O Vitória perdeu do Atlético em Minas; O Inter perdeu do Ipatinga. Se o Inter conseguisse vencer fora de casa, estaria entre os líderes. O campeonato está ótimo, e muito acirrado. Até fechar a janela de contratações européias não podemos arriscar nada. Do sexto ao primeiro lugar a diferença é, apenas, de três pontos.

 

O São Paulo venceu a Portuguesa. Assim como na rodada do meio de semana, apesar da derrota, o São Paulo não se deu tão mal, pois seus concorrentes diretos perderam ou empataram. Cruzeiro venceu o Fluminense e parece que vai engrenar. Parece.

 

Na Zona de Rebaixamento, o Santos goleiou o Vasco. E a disputa está muito interessante também. Do último colocado, Ipatinga, para o 16º, Vasco, são três pontos o que nos deixa claro que, pelo menos dois times grandes irão cair para a série B.

 

Esse sem dúvida, é o melhor campeonato de pontos corridas da história. Creio que no fim dessa semana, antes de entrarmos em agosto, poderemos visualizar melhor o campeonato. Eu já fiz minhas apostas, e sei que tenho muita probabilidade de errar. Mas assim, é que funcionam as apostas. O Flamengo perdeu mais um jogador, Souza. Aos poucos os rubro-negros vão caindo, e eu, possivelmente errando o vice-campeonato dos mesmos.

 

Por fim, a cada rodada que passa, eu me interesso mais e mais por esse campeonato de pontos corridos que tanto critiquei. Só falta a presença da torcida, pois emoções, grandes jogos e muitos gols, estão acontecendo.

 

Na terça eu volto com os Palpites Incertos.

 

Até mais.


Palpites Incertos

Julho 23, 2008

Bruno Rebouças

Estréia hoje, essa sessão que há muito penso em escrever. Mas, como nenhum jornal quis bancá-la ela será publicado aqui mesmo.

Vamos aos palpites que neste instante será apenas sobre os resultados dos jogos, nada de placares, por enquanto.

 

Começando pelos extremos. Palmeiras e Santos, que jogam, quinta 24, no Palestra Itália. Por mais que o jogo seja no mando do Palmeiras, eu aposto no Santos. Vitória do time santista.

 

Continuando na quinta, no Alfredo Jaconi, teremos Figueirense e Grêmio. Creio que o time gaúcho perca jogando fora de casa, mas já que isso é aposta, vou no empate entre os catarinenses e os gremistas. Sport e Atlético-PR, em Recife, na Ilha. Sport vence.

 

 

Entrando nos jogos da quarta-feira, Portuguesa e Flamengo se enfrentam, em São Paulo no Canindé. O Flamengo tenta não entrar na crise. E a Portuguesa mudou de técnico, após a última rodada. Empate entre a Lusa e o Fla.

 

Botafogo e Atlético-MG, no Rio de Janeiro. Vence o Atlético. Vasco e Fluminense fazem um jogo bem parecido, ambos tentando se firmar. O Flu se vencer sai da Zona de Rebaixamento e alcança o Vasco em pontos; e o time de São Januário se liberta da ZR e afunda o Fluminense. Aposto no vice-campeão da Libertadores, pois o Vasco é freguês dos tricolores. Vence o Flu.

 

Vitória e Náutico fazem o clássico nordestino em Salvador. Jogo disputado, equilibrado. Gostaria de um empate muito emocionante, porém vou apostar no time da casa, o Vitória vence.

 

Cruzeiro e Goiás, se enfrentam no Mineirão. O Cruzeiro tenta a liderança, em uma combinação de resultados que não será muito difícil de acontecer. O Goiás tenta se firmar e alcançar o bloco intermediário. O Mineirão vai receber um bom público; o jogo vai ser bom. Vence o Goiás.

 

Coritiba e Ipatinga fazem um jogo frio, a meu ver, e o Coritiba, jogando no Couto Pereira, vence o lanterna do campeonato.

 

Por último deixei Internacional e São Paulo, já que é o melhor jogo da rodada. As duas equipes têm um retrospecto muito equilibrado. Oito vitórias para cada lado, e oito empates. O time do Morumbi vem em ascensão, e venceu a maioria de seus jogos fora de casa. Um visitante muito indigesto. O Inter tem a volta de três jogadores, entre tais Alex, o principal jogador da equipe. O jogo do Beira-Rio promete muito e será demais de equilibrado, sendo emocionante também. O Inter vem em ascensão; Chegou a está na ZR e já se encontra em 7º colocado com 19 pontos. Se vencer cola no São Paulo que tem 23 e começa almejar o título. O São Paulo joga sem Hernanes e Alex Silva na seleção, e Miranda e Borges contundidos. O Inter atua sem Magrão e Marcão, além do goleiro Renan que está com a seleção pré-olímpica.

 

Com tudo isso, aposto na vitória do São Paulo. Porém um empate lá no Sul é de bom tamanho ao clube do Morumbi. Ressaltando. São Paulo vence.

 

Até mais.


Quem é o novo ‘cavalo paraguaio’?

Julho 20, 2008

Bruno Rebouças

O Flamengo perdeu mais uma. Assim como no meio da semana passada, quando perdeu para o Coritiba. Hoje, teve muitas chances de gol e não aproveitou. O que acontece é que o Flamengo perdeu seu homem gol, Marcinho. O time continua apresentando um bom futebol, isso até o meio-campo, mas não consegue concluir suas jogadas. Obina é sortudo e não talentoso. Renato Augusto, volante, foi embora também e o Flamengo perdeu um grande jogador. Como adiantei semanas antes, o Flamengo não era ‘cavalo paraguaio’, mas começo a mudar de opinião. O time rubro-negro perdeu duas vezes consecutivas, acumulando três derrotas no campeonato, e isso de certa forma gera crise. Os cinco pontos de vantagem se transformaram em apenas um.

 

No sábado, o Grêmio que apontei como ‘cavalo paraguaio’, venceu o Cruzeiro no estádio Olímpico. O time gaúcho tem 25 pontos, contra 24 do Cruzeiro, e 26 do Flamengo. Creio, como disse em outras oportunidades, que ambos os clubes são cavalos paraguaios e logo mais ficarão pelo caminho. Destaque nas duas rodadas anteriores, para o São Paulo. O clube do Morumbi estava nove pontos atrás do líder Flamengo, após essa rodada, está apenas três, sendo que no confronto direto o tricolor do Morumbi venceu. Como, também, já havia adiantado, o São Paulo vai chegando nos líderes. Dos confrontos diretos o São Paulo só perdeu um. Contra o Grêmio, na primeira partida do campeonato, quando estava disputando a Libertadores. Do mais, venceu o Flamengo, empatou com o Cruzeiro, venceu Palmeiras e Vitória.

 

O time da Bahia, que é uma ótima equipe e vem provando isso, está no G4, mas logo mais perderá o fôlego. Decepção é o Palmeiras. Que perdeu a zaga titular e agora agoniza entre jogos bons e más atuações. Valdívia está quase na Alemanha, e o restante do time não corresponde quando joga fora de seus domínios. Porém continuo apostando no São Paulo, campeão, Flamengo vice, e o Palmeiras terceiro lugar.

 

Na Zona de Rebaixamento, a situação está complicada para o Santos, que venceu o Sport por uma a zero na Vila Belmiro. O time de Santos está muito fraco e com um péssimo desempenho. O Ipatinga, provavelmente vai cair, e o Fluminense, já já está fora da área perigosa. O campeonato brasileiro está muito bom. Disputa nos dois extremos da tabela. O campeão será o time mais contacto, mais equilibrado. E essa disputa vai afunilar e só ficarão os clubes que tem um bom plantel.

 

Não podendo esquecer, do Náutico que faz mais uma bela campanha. Do Internacional que não é tão badalado, mas pode chegar entre os líderes. O que atrapalha é a falta de consistência do time colorado, que realiza bons e péssimos jogos.

 

Do mais, o Ipatinga goleiou a Portuguesa, por 4 gols a um. O Fluminense venceu o Figueirense pelo placar mínimo (1 a 0); O Atlético-PR venceu o Vasco; Náutico e Inter empataram nos Aflitos, um ótimo resultado para o time gaúcho; O Goiás venceu o Palmeiras, por 3 gols a 2; e o Atlético de Minas venceu o Coritiba também por 3 a 2 no Mineirão.

 

Por fim, a pergunta que não quer calar, depois dessa rodada, é quem é novo ‘cavalo paraguaio’? A minha aposta no momento é no Palmeiras e no Flamengo. Na próxima rodada veremos se essas palavras se confirmarão. Até lá. Mas, antes eu volto para estrear os ‘Palpites Incertos’, coluna na qual faço as apostas para a rodada, dizendo os resultados e/ou os placares.

 

Até mais.


Superior Hamilton vence na Alemanha

Julho 20, 2008

Bruno Rebouças

Em um fim de semana perfeito, Louis Hamilton venceu com folga e certa tranqüilidade o GP de Hockenheim (Alemanha), tendo tomado um pequeno susto no momento em que sua equipe, Mclaren, de forma errônea não o chamou para os boxes quando o Safety Car entrou na pista, comprometendo sua corrida; já que Massa tinha feito a segunda parada e iria completar a corrida sem parar mais nos boxes. Do mais, Hamilton sobrou, voou e apesar do erro da equipe venceu a corrida com sobra.

 

Massa ficou dentro das expectativas, chegou em terceiro perdendo a posição para Nelsinho Piquet, que contou com a sorte e demonstrou maturidade em permanecer entre os líderes do campeonato sem vacilar. Nelsinho largou em 17º lugar, fez uma única parada, e no instante que Tino Glock, sofreu o acidente na reta dos boxes, Piquet acabara de sair do pit spot, sendo muito beneficiado pelo Safety Car. O Piquete júnior, de certa forma calou a boca de muitos críticos, entre tais a minha, que nunca o achei lá essas coisas. Tudo bem, que a sorte esteve ao seu lado, mas não podemos ser tão céticos de não acreditar em seus méritos e no seu talento ascendente. Piquet é um tanto quanto arrogante, acha que já conquistou alguma coisa, mas esse ‘baque’ no começo da temporada, a pressão em correr na equipe do bi-campeão Alonso, amadurece o piloto que ainda está ‘verde’.

 

Preocupação com o Rendimento

 

As expectativas para corrida eram as melhores possíveis. Achava que Massa venceria no decorrer da prova, pois acreditava, que Louis estava mais leve. Porém o rendimento da Ferrari não foi bom, e Felipe andou cinco décimos, no mínimo, atrás de Hamilton permitindo, que o inglês parasse nos boxes, ficasse por lá nove segundos, voltando atrás de Trulli, dando tempo de voltar a frente de Felipe com os mesmo 11 segundos de antes da parada, isso tudo, tendo em vista, que Massa parou duas voltas depois de Louis e ficou 7.9 nos boxes. Muita superioridade no rendimento da Mclaren.

 

Foi aí que a preocupação bateu. Já estava conformado com a segunda colocação, quando o safety car, entrou na pista e Massa com vantagem de ter abastecido estava em 4º. Porém, demorou muito para passar Nelsinho, coisa que não aconteceu, e Louis chegou e passou. Massa mostra que está ficando mais experiente e lutando pelo campeonato, não fez nenhum esforço que custasse sua posição na corrida.

 

Dentro das circunstâncias o resultado foi muito válido. Hamilton abre 4 pontos de vantagem para Massa (58 a 54), e Raikonnen aparece com 51, na terceira colocação. A partir de agora, é de extrema valia que o brasileiro permaneça a frente do finlandês, para a Ferrari optar por ele, como fez com o finlandês em 2007.

 

O campeonato está aberto. Não podemos fazer previsão, porque sabemos que em corridas de Fórmula 1 as coisas são definidas nas bandeiradas. Mas, creio que Hamilton tem vantagem para ser campeão. O que acontece é que a Ferrari já teve um carro muito superior, e não aproveitou sua, digamos, chance. Erro na Malásia, na Austrália; Em Mônaco, e todas com Felipe Massa, que já era para ter 12 pontos de vantagem para o primeiro piloto da Mclaren. Agora, podemos acompanhar uma Mclaren muito equilibrada e veloz. Torço para que isso só tenha acontecido na Alemanha, mas tudo indica que na Hungria, próximo GP, a Ferrari vá ter que agüentar, mais uma vez, Louis voando em um carro muito mais rápido que dos ferraristas. E isso preocupa para a definição do campeão.

 

À medida que passam os grandes prêmios, fico mais preocupado com o carro prateado. Mas, ressalto que ainda acredito, e reforço a minha aposta, que fiz em dezembro passado. Massa será campeão, apesar de todos os erros de sua equipe.

 

Até mais. E hoje será concluída a 13ª Rodado do Brasileirão.

 

Palavras chaves: Fórmula 1; Massa; Hamilton; campeonato


Futsal: um esporte em ascensão

Julho 13, 2008
Sendo um dos esportes mais praticados nas escolas brasileiras, o futsal vem crescendo muito desde 1982, quando foi realizado o 1° campeonato mundial de futsal. De lá para cá, o esporte cresceu tanto que já foi disputado no pan-americano, e o Comitê Olímpico já cogita o esporte para os jogos Olímpicos.

 

Bruno Rebouças

O futebol de salão começou a ser praticado nas grandes cidades, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, devido à falta de espaço para se fazer campos de futebol. Isso tudo ocorreu nas décadas de 1940 e 1950, onde a especulação imobiliária foi tamanha que os grandes centros não mais cediam espaços para o lazer dos ‘amantes’ da bola. Com isso, os adeptos do esporte bretão, começaram a buscar outros pólos para a prática do esporte. Sem muitas opções, os jogadores começaram a treinar nas quadras de basquete e de handebol. Com o passar do tempo, regras foram criadas e com elas surgiram as dimensões da quadra. Outra inovação foi à bola. Como o piso é duro, a redonda pingava muito e atrapalhava o jogo, então começaram a comercializar bolas mais vazias e pesadas.

 

O esporte começou a ganhar peso, e em 1954 é fundada, no Rio de Janeiro, a primeira entidade oficial, a Federação Metropolitana de Futebol de Salão, na sede do América Futebol Clube. Um ano mais tarde, surge a Federação Paulista de Futebol de Salão; a partir daí, o até então, futebol de salão começa a ganhar mais força. Outras entidades são fundadas e o esporte começa a se propagar pelo Brasil. As regras começam a se definir pelo país em um mesmo padrão. A quadra de jogo é definida como um retângulo com o comprimento de 40 por 20 metros de largura. O número de atletas variava entre 5 e 7, mas a Federação Paulista determina que 5 atletas em quadra devem iniciar o jogo, assim as demais federações seguem o modelo.

 

O avanço é rápido e em 1958 a Confederação Brasileira de Desportos resolve oficializar a prática do futebol de salão, uniformiza suas regras e funda o Conselho Técnico de Futebol de Salão, tendo as Federações Estaduais como filiadas. Em 1959, é realizado o primeiro Campeonato Brasileiro de Seleções. A seleção do Rio de Janeiro fica com o título e a seleção Paulista fica com o vice-campeonato.

 

Dando um pequeno salto na história desse esporte que cresceu vertiginosamente, chegamos a 1971, onde é fundada no Rio de Janeiro, a Federação Internacional de Futebol de Salão (FIFUSA), contando com a filiação de 32 países que praticavam o futebol de Salão nos moldes brasileiros. O primeiro presidente é João Havellange, que posteriormente seria presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol) por 24 anos.

 

A partir daí, as escolas, tanto públicas como privadas, adotam o Futebol de Salão como prática de Educação Física. Apesar do crescimento sem igual, o Futebol de Salão, ainda é um esporte de fim de semana e, diferente do tão badalado futebol, não tem jogadores profissionais. Os que jogavam os campeonatos oficiais representando alguma equipe, eram trabalhadores que nos momentos de folga treinavam e disputavam campeonatos.

 

Mas, as coisas começam a mudar em 1982, quando acontece o primeiro campeonato mundial de Futebol de Salão. Realizado no Brasil e vencido pelo país sede. A disputa começa a ficar interessante e jogadores profissionais começam a surgir, ou seja, começam a treinar especificamente a modalidade, ganhando o pão de cada dia com um salário de um trabalhador normal, que bate ponto e etc. Jogadores memoráveis, fizeram parte daquela seleção campeã do mundo, como Douglas,  Manuel Tobias, 5 vezes melhor do mundo; Vander Carioca, Schumacher, Lavoisier, Michel, Fininho. Jogadores que iniciaram a profissionalização do esporte e introduziram os dribles desconcertantes e a beleza do jogo.

 

A partir de 1990 a FIFA resolve cuidar do Futebol de Salão, e assim, surge o Futsal. A única diferença entre as duas denominações é extremamente política. O futebol de salão foi comandado pela FIFUSA, que fechou as portas em 1989; por esse motivo a FIFA extinguiu o futebol de salão e lançou o futsal como denominação.

 

Uma Fábrica de jogadores

 

O tempo passou e muitos campeonatos também. Até o ano 2000, o Brasil era supremo no esporte, venceu 5 vezes o campeonato mundial de Seleções, Copa América, desafios internacionais e tudo que viesse pela frente. O Brasil também é o responsável pela maior goleada da história do esporte, venceu a seleção uruguaia por 38 a 1, em 1998. Mas, com a constante exportação de jogares para outros países, como Espanha, Portugal, Itália, Rússia, entre outros, o futsal começou a ficar dinâmico e muito disputado. Um dado para se comprovar essa afirmação, está nos dois últimos mundiais, onde o Brasil foi vice e terceiro lugar. Em 2000, sem dúvidas tínhamos a melhor seleção, mas perdemos para a Espanha que dos 5 jogares titulares, quatro eram brasileiros. A derrota se repetiu em um jogo fenomenal, em 2004, onde já tínhamos o brilhante Falcão e numa partida equilibradíssimo, o Brasil foi eliminado nos pênaltis em plena semifinal.

 

Assim como a Espanha, que no total de 12 jogares, oito são brasileiros; a Itália segue o mesmo caminho. Só que, de 12 atletas dez são do Brasil. Isso acontece pelo simples motivo que, se um atleta joga na Itália, por exemplo, há cinco anos ele é considerado italiano e não mais brasileiro. Com isso, os jogadores que não são convocados para a seleção brasileira disputam os campeonatos pela seleção que vos acolhe. Esse é o caso de muitos atletas brasileiros que por falta de oportunidade naturalizam-se para defender outras nações.

 

Grandes jogadores do futebol mundial, passaram pelo futsal. Atletas como Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Edmundo, Robinho, Denílson, etc, fazem sucesso hoje, graças às pequenas medidas e a velocidade do jogo na quadra. “O fato de ter praticado futsal me ajuda imensamente, já que somos constantemente obrigados ao passe curto, enquanto num campo de futebol é totalmente diferente, há mais tempo para pensar. Quando era criança, jogávamos sempre futsal e, agora, torna-se mais fácil controlar a bola em espaços reduzidos”, disse Ronaldinho Gaúcho, ao site da UEFA-Futsal.

 

Do sonho a realidade

 

Hoje o futsal é uma realidade e os atletas não precisam mais trabalhar pela manhã e treinar a noite. Hoje eles podem se especializar como fizeram seus percussores, na década de 1980. Os jogadores têm carteira assinada, férias, décimo terceiro, tudo que um trabalhador tem. O salário aumentou, os clubes tidos como ‘grandes’ pagam em torno de 100 mil reais a cada atleta. O salário mais auto, é do melhor jogador do mundo, Falcão, 483 mil reais mensais. Falcão é considerado o homem mais habilidoso do mundo, seus elásticos e ‘chapeis’ fazem sucesso mundo afora.

 

Apesar da exportação maciça, o Brasil tem uma Liga muito forte. Os campeonatos são muito disputados, e infelizmente são transmitidos, apenas, por Televisões a cabo, não atingindo a grande parcela da população. Times, como o Jaraguá-SC, Ulbra-RS, Carlos Barbosa-PR, Pinheiros-SP, Barueri-SP, ABC-RN são times fortes, com ótimos atletas e grande estrutura física que permite o equilíbrio entre os clubes praticantes do esporte.

 

Com toda evolução do futsal é lamentável que as televisões abertas não transmitam os jogos dos times nacionais. Apesar desse fator, o futsal caminha por si só e pela paixão de seus adeptos. A seleção brasileira de futsal que disputou os jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro, da qual sagrou-se campeã, prepara-se para a disputa da Copa do Mundo, que será realizada de 30 de setembro, em nosso país. A seleção tentará seu Hexa-campeonato, e é a principal rival da Espanha que defende o título e cogita vencer seu terceiro título de forma consecutivo.

 

O sorteio das chaves foi realizado em Brasília, na quarta-feira 10 de julho. Abaixo segue todos os grupos e as datas dos jogos do Brasil na primeira fase.

 

GRUPO A

Brasil

Rússia

Japão

Cuba

Ilhas Salomão

GRUPO B

Itália

Portugal

Tailândia

Paraguai

EUA

GRUPO C

Argentina

Ucrânia

China

Guatemala

Egito

GRUPO D

Espanha

República Tcheca

Irã

Uruguai

Líbia

Os jogos do Brasil:

30/09 - (9h30) Japão
02/10 – (9h30) Ilhas Salomão
04/10 - (9h30) Rússia
08/10 – (9h30) Cuba


A astúcia política do prefeito

Julho 12, 2008

Laurence Bittencourt Leite*

 

Quem acompanhou ou leu a sabatina com o prefeito Carlos Eduardo realizada pelo site “No minuto” do jornalista Diógenes Dantas, viu uma peça insuperável, a meu ver, de contradições e incoerências. Ao final, mais uma vez, ficamos com a certeza de que o jogo político rigorosamente é uma montagem onde cabe tudo, menos ética. Claro que em um estado como o nosso, não há nenhum problema em sabermos e pior, convivermos com a política sendo ela o campo da mentira. Nenhum. E diria mais: o campo da mentira, da corrupção, da falta de moral e ética, o que inclui, óbvio, os desvios de recurso públicos.

 

Respondam uma coisa: diante do roubo constatado como foi o “Foliaduto”, a “Operação ouro negro” e todos os escândalos de corrupção passados e presentes, na esfera federal, municipal, e estadual, qual a moral que essa gente que se diz “autoridade” tem para exigir que esse país seja um país ético? Isso explica rigorosamente porque a segurança pública não funciona. Nem irá funcionar. Essa gente não tem moral para mandar prender um ladrão de galinha, porque o roubo começa e é praticado por eles ou seus familiares. E no entanto, o prefeito diz na Sabatina que o Rio Grande do Norte não deve ceder às pressões econômicas. Que o fator “dinheiro” não deve prevalecer. Meu deus!

 

Ora, ora. Mas quem está falando isso? O prefeito, exatamente ele, que está usando o partido político para seus próprios interesses, e que irá usar (leia-se recursos do pobre do contribuinte) a máquina pública municipal, com o apoio da estadual e federal nas eleições municipais deste ano. A falta de ética desta gente é simplesmente insuperável e alarmante. E já se começam a formar as torcidas organizadas para torcer que os marqueteiros consigam levar a vitória para o lado de Fátima Bezerra. Meu deus! Quanto de recursos (alguém duvida que seja do contribuinte? Mas a frase do prefeito é qualquer coisa de impar) irá se pagar para “conseguir o objetivo”, de se chegar ao poder? E tome desvios, e tome uso da máquina, defendido pelos mesmos, que, claro, se beneficiam do jogo político. É duro. É dose. Nada muda.

 

Mas a Sabatina trouxe à tona a desfaçatez com que se joga o jogo político em nosso estado, município e país. O prefeito querendo impor o acordão, e levar por imposição o deputado Rogério Marinho a aceitar “democraticamente” a imposição, usou como argumento o fato de os partidos políticos no Brasil serem siglas a serviço dos “caciques”. Estaria falando de quem, o prefeito? Dele próprio? Claro. Mas o cumulo da desfaçatez é ele dizer isso, como se fosse uma critica, mas no entanto, na hora em que pode dar um avanço para combater essa total e absurda “falta de partidos”, ele apenas joga o mesmo jogo, porque está se beneficiando.

 

Não analiso aqui o candidato Rogério Marinho, mas afirmo que o seu gesto é louvável e legitimo, e torço sinceramente para que ele saia vitorioso da convenção, embora eu saiba difícil, porque o uso do “dinheiro” (ah, a frase do prefeito), e da “máquina” (que representa também o dinheiro) vá ser usado pelo prefeito, governadora e os seus seguidores para impor o acordão. Incrível que nessa história da candidatura ou não de Rogério, os argumentos dos defensores do acordão sejam tão autoritários, antidemocráticos, e anti-partidário, sem qualquer explicação plausível, a não ser o de interesses mesquinhos, pessoais, financeiros, etc, etc.

 

A nossa política é realmente vergonhosa. E pior: um gesto tão legitimo como outro qualquer, o de Rogério em pleitear sua candidatura dentro do partido, é mostrado como “gesto de rebeldia”. E isso em partido chamado de “socialista”. Imagine! E os que acusam de “gesto de rebeldia” são os mesmos que aplaudiram (e usaram no marketing) o gesto da atual governadora quando decidiu ser candidata ao governo “contra tudo e contra todos os caciques”. Mas agora, a “guerreira” virou cacique, e usa contra um direito legitimo os mesmos argumentos que os seus opositores usaram quando ela teve que se rebelar. Nunca esteve tão presente a frase: “o revolucionário de hoje, é o reacionário de amanhã”. Essa história vergonhosa não se repete apenas uma vez, enquanto farsa, mas permanentemente aqui em nosso estado. Todos os países que foram para frente tiveram que fazer revoluções, rebeldias sistemáticas. Aqui entre nós, vivendo sempre o mesmo retrocesso, nunca aprendemos com o passado, apenas o repetimos, mudando apenas os jogadores que buscam meramente os seus interesses pessoais. E a população pagando a conta. Como isso é velho.

 

*Laurence Bittencourt Leite é jornalista, professor da Universidade Potiguar e admirado por muitos alunos, inclusive por mim. Além disso, ele me deu 8 na primeira etapa do TCC em Jornalismo. Texto publicado, inicialmente, no O Jornal de Hoje e cedido, gentilmente, a esse blogueiro.

No Vale das Sombras (Paul Haggis)

Julho 10, 2008

Reginaldo Filho*

 

Não, não é guerra. Guerra é guerra propriamente dita, quando os dois oponentes dispõem de um mesmo poder de fogo para poder fazer seus estragos, e não é isso que acontece entre EUA e Iraque. E por falar em represália ao Iraque, o cinema ao longo dos últimos 7 anos tem tratado o assunto as vezes brutal e as vezes delicadamente. Visto também que a guerra contra o terror fez com que os assuntos em terras orientais fossem ficar mais interessantes para os cidadãos do mundo ocidental e o que realmente ocorre lá. Falou-se muito sobre tropas americanas involuntárias indo defender o patriotismo ‘dumb’ ianque e na telona também se falou. Uma das mais felizes produções para o cinema no ano de 2007 se chama “No Vale das Sombras” (In the Valley of Elah) de Paul Haggis.

 

O filme, que é baseado em uma história real, é centrado em Hank Deerfield (Tommy Lee Jones), um oficial de carreira do exército americano que recebe a informação que seu filho Mike (Jonathan Tucker) recém-chegado do Iraque não retornou a base depois de ter uma licença. Preocupado com este comportamento irresponsável de seu filho e conseqüentemente atípico, Hank vai até o estado onde se encontra a base para poder procurar o seu filho desaparecido. Algum tempo depois ele descobre que o corpo do seu filho foi encontrado e que o mesmo fora assassinado de uma forma brutal. Logo em seguida somos apresentados a outros personagens, quatro combatentes e amigos de Mike que são literalmente colocados contra a parede por Hank e pela detetive Emily Sanders (Charlize Theron) que o auxilia na tarefa. Tommy e Charlize estão ótimos. Tommy indicado ao Oscar de melhor ator este ano, transformou um papel em uma cruzada. Um personagem que merecia uma atuação centrada e precisa que só Tommy Lee Jones poderia criar, fazia tempos que Jones não ganhava um presente como este e felizmente no ano de 2007 ele foi congratulado com dois, adicionado a sua carreira também o glorioso “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Charlize preenche algo que faltou no personagem de Jones, formando uma dupla mais que dinâmica e congruente no que diz respeito contradição e adição. E não devemos esquecer da incansável Susan Sarandon que trabalhou bastante este ano. Perdi a conta em quantas produções eu a vi este ano. Susan faz a personagem da esposa de Hank (Jones) que dá vida a uma mulher que não tem vida por viver num ambiente autoritário e machista. Uma mulher que ganha vida quando desaba em choro ao desabafar com o marido que negligencia o direito de uma mãe proteger o filho, privando-o de qualquer perigo que ele possa sofrer. Susan está emocionante como sempre.

 

Paul Haggis, que também dirigiu e escreveu o premiado “Crash – No Limite”, volta a mexer com a sociedade americana nesta sua película que também dirige e assina o roteiro. O filme retrata a capacidade dos americanos de se contradizerem. Mandam milhares de jovens que na lei norte-americana não podem responder por alguns atos considerados irresponsáveis, mas jogam em suas mãos a responsabilidade de carregarem uma arma e defender uma causa que é verdadeiramente pessoal do líder ianque. Jovens que vivem com medo do que pode acontecer a eles, seja à mercê de um ataque ao país mais odiado do mundo, ou jovens que tem medo de dar o próximo passo para o sucesso ou tranqüilidade pessoal.

 

Em português, “In The Valley of Elah”, No Vale de Elah. Hank, em um ponto tranqüilo do filme, conhece o filho da personagem de Theron e conta ele a história de Davi e Golias. A batalha do gigante Golias contra o pequeno Davi se deu na planície de Elah e foi aí que Davi conseguiu derrotar o gigante só com uma pedrada. E esta é a metáfora usada para carregar o filme dando nome ao sentimento de medo em que os jovens americanos estão mergulhados. Perdidos numa causa que não é deles. Jovens que são submetidos a situações impensadas e voltam perturbados e não são auxiliados pelo próprio governo que os mandou. Onde haveria de ter todo um acompanhamento psicológico, há o abandono e a alienação, alieNAÇÃO.

 

 

*Reginaldo Filho, é meu amigo, estudante de Jornalismo, Cinéfilo e crítico de Cinema do site www.foque.com.br

Diógenes Dantas declara guerra ao Diário de Natal

Julho 10, 2008

Estamos presenciando o surgimento de um novo

magnata da imprensa?

Bruno Rebouças 

Que muitos agentes da imprensa norte-rio-grandense não se entende é verdade. Por aqui rola meio que uma guerra fria entre jornais e jornalistas. Na última eleição para governador no RN, 2006, o Diário acusou a Tribuna do Norte de forjar pesquisas. A Tribuna respondeu dizendo que o Diário poderia se decidir e escancarar para o leitor em que lado estava. E outros fatos podem ser contados, mas não farei dessa notícia uma coluna de fofoca. 

Vamos ao que, realmente interessa. Diógenes Dantas é um influente e respeitado jornalista do Rio Grande do Norte. Com um currículo vasto, em 19 anos de profissão trabalhou em praticamente todos os meios de comunicação do Estado, entre tais, estão o Diário de Natal, a Tribuna do Norte, A TV Cabugi, Tropical e alguns veículos de comunicação Nacionais. Mas eu também não estou aqui para divulgar o currículo de tal jornalista.  

Na manhã de 7 de maio, como sempre faço, entrei no portal Nominuto.com, para estabelecer contato com informações da cidade do Natal e com o estado do RN. Portal atualizado, de boa qualidade pelo menos na parte das notícias. O que me chamou a atenção foi um artigo, intitulado de Jornalistas são prejudicados por trabalhar no portal Nominuto.com, escrito por Diógenes. O texto fala sobre o caso, na qual jornalistas que trabalham no Diário de Natal, como o editor de esportes Edno Sinedino*, e o repórter David Freire, ambos, segundo Diógenes, ameaçados pela Direção do Jornal, que ainda pertence aos Associados, de Assis Chateaubriand.

David Freire foi demitido do Diário, e Edno recebeu um ultimato da Direção do Jornal. Ou o DN ou Nominuto. A justificativa do DN segundo o jornalista Diógenes foi: “o Nominuto.com é concorrente do DN Online. Que bobagem!”. A partir daí o autor do texto começa a esbanjar seu ego e o sucesso do seu portal de notícias. E escracha dizendo que o DN Online não é concorrente do Nominuto.

Não é bem do DN Online. O Nominuto.com, o portal de notícias mais atualizado do Rio Grande do Norte, que tem uma redação de 30 profissionais, que já tem um impresso, O Nasemana, que faz uma cobertura de domingo a domingo, cuja redação trabalha das seis e meia da manhã até às nove horas da noite, é concorrente do Diário de Natal e de qualquer veículo de comunicação do estado (Diógenes Dantas).

Nasemana é um jornal semanal de bom papel e boa impressão, mas não pode vim a se comparar com o Diário de Natal. Que também não é lá essas coisas. Mas em termo de estrutura e espaço, influência e bons patrocinadores, os dois jornais são quase equivalentes. Diógenes no texto começa a utilizar um linguajar chulo, digamos até desrespeitoso com a equipe do Diário de Natal, que obteve direito de resposta, através da Rádio 96 FM, onde Diógenes inicialmente leu o texto para milhares de ouvintes.

Voltando aos dois portais, o diretor-geral do Nominuto.com volta a esbanjar seu ego, dessa vez baseado em dados que comprovam a superioridade do seu portal: “O DN Online não chega nem aos pés do Nominuto.com. E basta informar um dado: enquanto o site do Diário de Natal beira os 7 mil acessos/dia, o portal Nominuto.com já atingiu a média de 18 mil acessos/dia, mais de 33 mil páginas visitadas por dia, mais de 5 milhões de páginas visitadas em apenas 11 meses de atividades. O Nominuto.com não completou nem um ano”.

Além disso, joga na cara da equipe do DN Online que eles copiam as matérias do Nominuto. Coisa que não é exclusiva apenas do DN não. Eu já li diversas matérias de esporte no portal Gazetaesportiva.com.br e o mesmo texto estava no portal de Diógenes como se fosse escrito pela redação do mesmo. Assim como jornais do estado fazem à mesma coisa. Abaixo o trecho que fala de plágio.

Como eu já falei aqui neste programa, a equipe diminuta do DN Online costuma copiar o conteúdo do Nominuto.com. Cópia descarada. Chupada, como se diz no jargão das redações. Eles “chupam” e não dizem de quem “chupou”. Pura sacanagem, né?

Após a acusação que, de certa forma, é justa, o jornalista Diógenes, que se gaba de sua competência, do seu currículo vasto; De influência com políticos e jornalistas, usa uma linguagem altamente pífia para condenar a equipe do Diário. Como se não bastasse chama-los de ‘equipe diminuta’, ‘chupadores’, ele expõe todo seu veneno e indignação disfarçada de justiça e diz: “O que me preocupa nessa história é que essa gente cretina que dirige o Diário de Natal – gente pequena, atrasada, rancorosa, sem caráter, preguiçosa, nojenta e invejosa – pode exigir o sacrifício de dois profissionais que colaboram comigo aqui no Jornal 96…”.

Por fim, ele declara que um dia poderá comprar o Diário de Natal; e que irá expandir seu Negócio na comunicação. Agregando veículos ao Nominuto.com. O fim do protesto é de fazer rir. O jornalista tarimbado diz que a fila anda e um dia podem vender o nome do Diário de Natal, “a um precinho justo camarada ou na bacia das almas”. Lógico que irá comprar.

O que é a qualidade da nossa imprensa em discutir claramente. A falta de inteligência, bem como o linguajar, o desrespeito a outros jornalistas. A falta de ética; a defesa dos interesses mercantilistas, a busca do monopólio, de ambos os lados. Que o Nominuto tem qualidade, notícias que não são sempre atualizadas, e que eles também copiam de outros sites, é verdade. Que o DN Online é mal estruturado e não contribui muito com o fluxo de notícias, sabemos.

Que ambos defende um lado político da cidade, é puro e claro para quem quiser ver. E que o Diógenes prega um discurso democrático, falso e demagogo, dizendo que aceita que seus empregados trabalhem em dois lugares, “pois não podemos ter exclusividade em um mercado que paga tão mal”. Ele diz isso porque não tem como manter os funcionários só no portal, pois se tivesse duvido que ele não pediria exclusividade. Só faltou ele dizer que era independente e alternativo. Estamos diante de um novo magnata da imprensa, sim ou não? Meu voto é positivo.

 Até mais.

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*Edno Sinedino, atualmente é editor de esportes do Nominuto.com e do jornal Nasemana, ambos de Diógenes Dantas, em Natal-RN. 


Leituras da Caros Amigos (O papel da imprensa)

Julho 8, 2008

 

Bruno Rebouças

No mês de abril chegou às bancas mais uma revista Caros Amigos, projeto alternativo de um meio de comunicação que conta com muitos jornalistas experientes e excelentes. A edição de abril foi a mais rica em conteúdo que eu pude presenciar desde o início da minha assiduidade como leitor da revista.

A revista trás, como dizia seu ex-editor Sérgio de Sousa, que faleceu no início de tal mês: “um modelo editorial simples. Artigos, colunas, seções, reportagens, entrevistas, charges, desenhos e um ensaio fotográfico”. Caros Amigos não atinge tanto a população, pois não tem nenhum grande parceiro ou patrocinador, seu público é o maior financiador da revista. A tiragem da revista é pequena, mas tem o objetivo de “mexer com a cabeça do brasileiro, para mim, o objetivo maior do jornalismo” (Sérgio de Sousa, o Serjão).

Neste mês a revista, como não é de costume, esgotou nas bancas natalenses. Este fato se deu, por vir estampado na capa nada mais nada menos que José Agripino Maia. O perfil do senador, junto com sua história política rendeu muito por aqui. Alguns levantam a hipótese de que o grupo do senador tenha comprado todos os exemplares, fato que justifica o difícil acesso à revista, diferentemente das outras edições da Caros Amigos. Essa reportagem fez Agripino declarar a um blog da cidade (Thaísa Galvão) que a matéria “foi encomendada, e é coisa dos aloprados”. Referência ao governo Lula, que segundo Agripino encomendou a reportagem para desmoralizá-lo perante a sociedade. Creio que a matéria não tenha sido encomendada, pois acredito na idoneidade dos profissionais da revista. Mas creio que a reportagem, produzida por um norte-rio-grandense, Léo Arcoverde – fato que me deixa orgulhoso –, desmistifica um dos políticos em maior ascensão atualmente no país. Agripino está praticamente todas as noites em jornais televisivos, dando suas opiniões e contestando o governo federal.

As informações contidas na reportagem não são falsas, fatos que interessam uns e incomodam outros. A jornalista Thaísa Galvão disse que o problema reside no modo como foram expostos os fatos. Discordo. Não vejo nenhum problema em divulgar fatos verídicos, não vejo o modo interferindo nos fatos, como na Veja, IstoÉ, Época e outros meios Brasil a fora.

Fatos incômodos

O que escandalizou os norte-rio-grandenses, pelo menos para mim, é que nunca a imprensa do nosso estado, Rio Grande do Norte, relatou tais fatos. Por medo, omissão e não sei mais o que. Existem algumas publicações que retratam fraudes de campanhas eleitorais do senador Agripino, como o livro: Rabo-de-Palha: o Jabá do Jajá, do jornalista e escritor Orlando Rangel Rodrigues, mas tais publicações são ofuscadas pela impressa local que não dão ênfase a esse e a outros trabalhos.

Que Agripino construiu uma oligarquia não há dúvida. Que ele comanda a política estadual, ninguém duvida. Manda e desmanda mais que o presidente do senado Garibaldi Alves. Tem meio de comunicação, como a TV Tropical (filiada da TV Record), fora as rádios que ninguém sabe quantas realmente são.

Entre fatos e acusações está no tópico: Lourismo: uma questão de bom gosto racial. Baseado no livro que narra o escândalo do Rabo-de-Palha, o repórter Léo Arcoverde, narra o fato de racismo por parte do senador e de seus amigos mais íntimos, que não aceitam Lula na presidência não por ser de outro partido, e sim, por que é torneiro mecânico e ‘analfabeto’. Num trecho da revista é reproduzida a fala de José Bezerra de Araújo, suplente de Agripino, em entrevista ao jornal Tribuna do Norte: “eu acho que o Lula é um populista analfabeto. Discrimino mesmo: é analfabeto!” Segundo a reportagem, o grupo de Agripino também é contra negro, pobre, contra analfabeto. Orlando Rangel Rodrigues afirma: “Acham que não tem direito a nada (o pobre). E são contra o Barack Obama. Tem algum motivo dessa casta, dessa elite ser contra o Barack Obama a não ser pelo fato de ele ser negro. Hein?”.

O fato é que a matéria mexeu demais com a cidade. Alguns, poucos, meios de comunicação de Natal publicaram trechos da reportagem. Outros só deram voz a Agripino justificar e se sair, como diz a revista de santa de altar. A mídia, mesmo oposicionista, esqueceu rapidamente o fato e não deu a importância necessária a tal acontecimento. A imprensa norte-rio-grandense é calada por Agripino, nunca se fez um trabalho voltado para a investigação e publicação dos fatos que todos sabem ser verídicos, por ser tratado como mito no Estado. Nos versos de um artista da terra, o poeta Cabeção do Sabugi, conhecemos as peripécias de Agripino. “Pois o filho de Tarcísio/ Que ostenta porte de nobre/ No tempo da ditadura/ Quem pesquisar descobre/ Com a grana do caixa dois/ Para comprar se dispôs/ O voto do pobre[...].

Talvez Agripino não cale a imprensa norte-rio-grandense acintosamente, mas acredito piamente a falta de coragem, moralidade e competência dos jornalistas do estado de denunciar, ou ir contra esse político que nasceu nos braços dos generais.

Creio que Caros Amigos é a melhor revista do Brasil, pois apesar de ser de esquerda publica uma entrevista com o ex-petista, hoje no PSOL, deputado Chico Alencar que entre tantas outras coisas diz que “o PT se aliou a Direita”. E mais que isso, a revista é acusada de ser financiada por José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil. Se esse fato é verídico, não sei, mas que a entrevista vai contra os interesses do partido, isso vai. Uma revista que conta com a colaboração de muitos profissionais e estagiários e que paga apenas dois jornalistas com salários fixos deve ser exaltada pelo seu trabalho e exemplo de jornalismo. Os fatos são dados na matéria, ninguém diz que Agripino é bom ou mau. O cidadão observa os fatos, interpreta e toma suas decisões. Acredito que esse seja realmente o papel da imprensa, dá subsídios para que a população crie suas opiniões.

Até mais.

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Texto inicialmente publicado no site Observatório da Imprensa, no link: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=484JDB014 e no site www.foque.com.br, que está fora do ar por motivos técnicos.