Fluminense ou LDU (Liga Desportiva Universitária)?

Julho 1, 2008

 

Bruno Rebouças

 

Em uma noite chuvosa, aqui em Natal, estava lendo um livro que aconselho todos a lerem. ‘Amor, Pobreza e Guerra’, de Christopher Hitchens. Mas não é do livro que vou falar. Nesses instantes de leitura constante e ócio quase total, estava pensando na final da Libertadores de amanhã, quarta-feira, 2. Morrendo de inveja, claro. Pensei na situação do tricolor do Rio, e com unanimidade de pensamentos, concluir: o ‘bicho vai pegar’. O maraca vai está lotado, creio nisso. Nem sei como estão as vendas dos ingressos, mas até pessoas de Mossoró deram entrevista ao Jornal Nacional de hoje, 1º de junho.

 

A situação não é fácil. Tem que vencer por dois gols de diferença para poder forçar uma prorrogação. Os tricolores acusam a altitude como fator principal pela goleada e pelo passeio da LDU, em Quito. Lembrando que no Equador o jogo foi 4 a 2. Sendo que o primeiro tempo terminou 4 gols a 1 para os equatorianos. Outra coisa que deve ser dita, e é escondida nas TV’s abertas e declarada nos canais de assinatura é que o Fluminense tirou São Paulo e Boca Juniors, não jogando nada. E não sejam fanáticos e venham me dizer que eles jogaram. Foi um time guerreiro e aproveitou bem as chances; a coisa mais importante do futebol, fazer mais e levar menos gols.

 

No Equador o Fluminense ‘pipocou’ literalmente. E a coisa não foi pior por que a LDU cansou. O gol de Thiago Neves, no caso o segundo, não foi o do título como o próprio chegou a declarar. Esse gol diminuiu o desastre, apenas. Contando que não há diferença de gols marcados fora de casa, que seria bem melhor para o Flu que existisse.

 

 Mas ainda dá. E eu não vou ficar aqui gritando que eu acredito.

 

Creio que o Fluminense tem que se superar, e o Renato Gaúcho falar menos. Ser mais ousado e se garantir com mais humildade. Ele tem que lembrar que não joga mais e não resolverá dentro de campo, mas sim fora dele. Na primeira fase, o Flu escapou de uma goleada dentro do estádio Casa Blanca. E no jogo de volta, ainda na fase de grupos, venceu a LDU por apenas 1 a 0. Resultado que não interessa aos tricolores das laranjeiras nessa ocasião. No Centro de Treinamento dos cariocas a torcida foi dá aquele apoio na véspera da decisão. Uma ótima atitude se o clima não fosse do já ganhou. Queima de fogos e tudo. O diretor de futebol, Branco, aquele da bomba santa na Copa de 1994, repudiou tal medida. Não que seja errada, mas com certeza a comissão técnica da LDU vai aproveitar aquelas imagens para motivar os jogadores. Como dizendo: “vocês vão deixar eles comemorarem o título em cima de vocês?” “Vão deixar eles cantarem vitória antes do tempo?” A resposta vai ser amanhã as 21 e 45 no Maracanã, Rio de Janeiro. Não pense que 80 mil torcedores vence jogo. Não ache que vai fácil e pela a LDU não ter tradição eles vão ‘pipocar’ aqui no Brasil. Em relação a tradição ambos são equivalentes.

 

Ouçam essas palavras com atenção. Se o Fluminense não for campeão amanhã, é pelo simples motivo: jogar como azarão é uma coisa, como fez com São Paulo e Boca. Jogar como favorito é outra, totalmente diferente. E foi o que aconteceu em Quito semana passada.

 

Se você concluiu que torcerei pela LDU, engana-se. Talvez queira que o Fluminense vença para nós, pobres brasileiros, encostarmos mais nos argentinos que tem 21 títulos, enquanto nós, o ‘país do futebol’, estamos tentando apenas a 14º conquista da Libertadores. Espero amanhã falar do título. E o meu palpite é 2 a 1 Fluminense. Logo o campeão, é a LDU.

Até mais.