Para versus Olimpíadas

Setembro 25, 2008

Bruno Rebouças

A Paraolimpíadas acabaram. O Brasil obteve a nona colocação no quadro geral, encerrando a competição com quarenta e sete medalhas, sendo 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes. Foi o melhor resultado da equipe brasileira, que em 2007, no Rio de Janeiro, foi campeã geral da maior competição esportiva das Américas (o Parapan-americano). Assim como prega o espírito olímpico, houve a superação, a solidariedade entre os atletas, e logicamente, a importância de competir e não necessariamente de vencer.

A Olimpíada acabou faz um tempo. O Brasil de homens e mulheres perfeitos teve mais uma participação pífia. Digna de um país mal organizado como o nosso. As disputas dos jogos de Pequim foram marcadas pela grandiosidade. Os chineses tiveram suas falhas, mas realizaram um grande espetáculo, demonstrando para o Ocidente a sincronia, habilidade e a partir de agora, a superioridade nos jogos Olímpicos. Os chineses conquistaram cem medalhas no total, sendo 51 de ouro, 21 de prata e 28 de bronze. Enquanto o subdesenvolvimento olímpico brasileiro, ficou com miseras 3 de ouro, 4 de prata e 8 de bronze, no total de quinze.

 

O Brasil, de corpos e mentes sãs ficaram na vigésima terceira colocação no quadro geral de medalhas. Atrás de países como a Jamaica que venceu oito ouros. O Quênia cinco; a Bielorrússia quatro; Etiópia, aquele país que muita gente morre de fome, venceu quatro disputa pelo ouro. E não adianta vir dizer que foi apenas no atletismo. Pelo menos eles são especialistas em algum esporte.

 

Tudo bem, que o Brasil bateu seu recorde e conquistou mais medalhas no total (15), igualando a campanha de 1996, em Atlanta.

 

Na verdade, eu já esperava esse resultado vergonhoso. Pois a uma grande diferença entre o investimento em esportes Olímpicos no Brasil e no mundo. Nos países Desenvolvidos as crianças, já na escola, são obrigadas a praticar pelos menos um esporte olímpico. Essa conduta existe em países como Austrália, Estados Unidos, Alemanha, França, Bélgica, Cuba, China, Rússia entre outros. Enquanto no Brasil nós só pensamos em Copa, os demais países pensam nas olimpíadas que na verdade, é muito mais lucrativa para as nações que as concorridas Copas do Mundo.

 

Caro leitor, tudo que você acabou de ler foi apenas uma introdução para, juntos, podermos entrar de vez, na discursão que quero levantar nessas linhas. Talvez, e provavelmente, você já tenha lido ou escutado alguém discorrer sobre essa problemática, da falta de estrutura, baixos salários e coisa e tal.

 

Pois bem, tivemos uma cobertura televisiva, radiofônica e impressa fantástica para os jogos Olímpicos que, realmente, foi um sucesso. Muitas medalhas, recordes quebrados e alguns atletas nos deram esperança para Londres 2012; Entradas ao vivo, entrevistas, câmeras exclusivas, narrações emocionantes etc. Resultado final: muita audiência, lucro e um vigésimo terceiro lugar no quadro geral de medalhas para a Delegação Brasileira.

 

Aí na Paraolimpíada, o Brasil vence 16 vezes, quebra recorde, conquista a superação, a solidariedade, quebra preconceitos, ressurgem para vida tudo com força de vontade e determinação. Cadê as coberturas e as entrevistas? As câmeras exclusivas? A imprensa esqueceu dos deficientes físicos, assim como nós também. Apesar de todas as conquistas a imprensa só deu notas, pequenas informações, falando do Clodoaldo Silva que foi reclassificado; de Daniel Dias, que ganhou mais medalhas que o Michael Phepls, sendo 9 no total e quebrou mais recordes que o Thiago Pereira, mas lógico foi bem menos badalado. Podemos citar ainda o Lucas Prado no atletismo, que venceu os 100m, 200m e 400 metros e no desembarque não pediu para aparecer no Fantástico ou no Casseta e Planeta, apenas pediu mais investimentos e menos preconceito.

 

Porém, amigo leitor, não critico apenas a imprensa, pois ela retrata o que da audiência, vende jornal e etc. Critico todos nós, pois se a opinião pública realmente se interessasse pelo jogos de vôlei sentado; futebol de cego; basquete e corridas de cadeirantes, creio que a grande mídia daria mais espaço a essas competições. O futebol de cinco foi ouro e me encheu de orgulho vê esses homens que jogam com uma venda nos olhos, vencer e superar todos os preconceitos se isso realmente é possível. Enquanto os multimilionários nos fazem vergonha mundialmente os cegos que vivem de trabalho pela manhã e treino a noite nos encher de emoção e orgulho, pelo menos a mim.

 

Por fim, como diria um amigo, Ítalo Anderson (comentarista da Rádio 98 FM), “parece preconceito”, tanto da mídia, como principalmente NOSSO.


Foque.com.br no ar

Setembro 24, 2008

Amigos, o site www.foque.com.br voltou para o ar esta semana.  Estivemos fora do ar temporariamente devido dificuldades financeiras. Mesmo com uma pedra no meio do caminho estamos de volta para lançar nosso grito de indignação diante de toda injustiça social. Você também pode lançar esse grito ajudando a manter nosso projeto de comunicação livre e independente. Contribua com qualquer quantia: Caixa Econômica Federal – Conta Corrente Nº 14362-4 – Agência º 2010 – Natal/RN.

O site voltou com novidades, como a Rádio Livre que ainda não tem uma programação específica, mas está transmitindo avisos e entrevistas.

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Coletivo Foque de Comunicação.


A multiplicidades da pesquisa em comunicação

Setembro 10, 2008

Bruno Rebouças

Na tarde do dia 4 de setembro, foi realizado na Universidade Potiguar o Multicom – Colóquios Multitemáticos em Comunicação, no qual são realizadas mesas redondas, palestras e sessões de comunicação. Um evento rico em diversidade, abrangendo todo tipo de temática. Na tarde do referido dia, aconteceu palestras e mesas redondas voltadas para ecologia, cidadania, mídia e projeto comunitários voltados para a melhoria na formação dos cidadãos.  

Temas que abordam o jornalismo impresso, tratando suas histórias e trajetórias, bem como do futuro de tal meio. Tratando a democracia como único meio para ampliar a qualidade das informações. Ainda falando de diversidade, são abordados temas que tratam das novas tecnologias, e do futuro da comunicação na web; Além de tratar do meio-ambiente e a forma como a mídia aborda o assunto.

Cerca de 450 congressistas estiveram presentes na UnP da Nascimento de Castro, para acompanhar esse que é um anexo do Congresso da Intercom.“Este ano, o Multicom foi muito bem organizado e ofereceu a nós, congressistas, uma grande quantidade de eventos de diversos temas. É importante destacar também a qualidade dos trabalhos e pesquisas apresentadas. O que aprendemos em eventos como este, levamos para a vida toda e, além disso, pode nos orientar na escolha da área a seguir”, disse Juliana Lisboa, estudante da Universidade Federal da Bahia.

O professor Dr. Manoel Pereira da Rocha, da Universidade Potiguar e coordenador do Multicom 2008, diz que o evento foi de extrema importância, “pois todos os alunos puderam ter contato com professores-autores, que realizam ótimas pesquisas e contribuem para os estudos do Jornalismo e da Publicidade; da Comunicação como um todo”. Além disso, o professor Manoel Pereira, enxerga que sediar um evento de tamanha importância, permite um crescimento dos alunos natalenses e de todos aqueles que por aqui estão, pois o contato com outros professores e alunos de diversos Estados e Universidades, é muito válido para o crescimento acadêmico, intelectual e social de todos os participantes do Multicom e do Congresso da Intercom como um todo.

A estudante de Jornalismo do 8º período, da Universidade Potiguar, Débora Oliveira, afirmou “que o evento contribuiu para ampliar ainda mais pesquisas que já vem sendo feitas, debater mais sobre temas fundamentais na comunicação e interagir diretamente com pessoas de outros estados, outros pólos, coisa que só em eventos como é proporcionado. Acredito ainda que a organização e o local de realização do Multicom, a UnP, contribuiu para o sucesso do evento”.

 

Após as palestras e mesas redondas foi oferecido um coffee break. Apresentações de danças locais foram realizadas. Tudo visando o maior entendimento e acesso da cultura nordestina aos convidados, justificando assim a riqueza diversa do evento.


Um ano de Blog

Setembro 2, 2008

Olá queridos leitores. Primeiro gostaria de agradecer todos os acessos e comentários que vocês deixaram por aqui. Ao longo desse um ano de blog, esse sítio teve 3 mil e 54 acessos (até o momento deste texto ser publicado).

O mês de julho de 2008 foi o mais acessado: 564 vezes. E o mês de aniversário, agosto, foi o segundo de maior acesso: 494. Espero continuar evoluindo nesse sentido. Em breve o Foque.com.br vai voltar ao ar, e logo a força da comunicação alternativa será ampliada.

Meus agradecimento a todos vocês, que são o maior motivo e a mais clara empolgação para que eu dedique meu tempo a esse espaço.

Avisando a todos que regularizei minha situação com a internet, e vou voltar a atualizar este blog.

Mais uma vez meus agradecimentos,

Bruno Rebouças-jornalista.