Divulgação

Novembro 18, 2008

Recebi por email esse comunicado e os dois banner’s logo abaixo. Trata-se de um protesto contra a construção da lagoa de capitação de Capim Mácio, Natal-RN. Estima-se que o governo já tenha derrubado 1000 árvores para a realização de tal construção.

“Está em jogo a cidade que desejamos:
uma selva de concreto ou uma cidade verde, aprazível, prazerosa.
Precisamos do apoio de todos”.

PARTICIPE CONOSCO
Reunião sobre o projeto de drenagem de Capim Macio – quarta-feira, 19:30, atrás do EXTRA da Engº. Roberto Freire.

 

 

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Obama: o primeiro presidente negro dos EUA, e aí?

Novembro 17, 2008

Bruno Rebouças

Barack Obama venceu a eleição presidencial americana. De cada dez brasileiros, oito votariam em Obama, inclusive eu. Com o slogan: ‘Sim, nós podemos’, o até então senador Obama alavancou uma campanha otimista, na qual fez reviver a empolgação e o sonho americano. No Brasil, alguns livros de Obama foram publicados, como a autobiografia dele, na qual revela que já usou drogas, como maconha. Outro intitulado de: ‘O meu sonho americano’.

O senador de Illinois utilizou a internet melhor que qualquer outro candidato. Arrecadou dinheiro mais que qualquer outro também. Lá nos EUA, o Governo Federal não financia campanha de senhor ninguém, diferente daqui, que o governo tem lá sua ‘verbinha’, guardada para utilizá-las de dois em dois anos. Nos EUA, não tem a palhaçada, da propaganda eleitoral gratuita na TV, nem nos rádios e em lugar nenhum. Se quiser aparecer na TV, desembolse milhões de dólares.

O povo americano não é obrigado a votar. E isso é sensacional, pois os ignorantes nem comparecem as urnas. Votam apenas, àqueles que querem votar realmente, e não os que só comparecem porque são obrigados, e coisa e tal.

Por aqui, se fala muito no primeiro presidente negro; Lá eles falam também, mas alguns por aqui exageram. Como disse Arnaldo Jabor, em um dos seus comentários no jornal da Globo. Jabor declara o que eu sempre disse: ‘Obama não venceu a eleição porque é negão’. Ele venceu a eleição, pelos seus méritos, por ser um cara preparado e, principalmente, por ter recuperado aquilo que nós, brasileiros, invejamos: a superioridade americana e a capacidade de viver em mundo de sonhos. A velha fórmula do modo de vida americano. ‘Sim, nós podemos’. Se Obama se candidatasse no Brasil, o slogan seria: ‘Sim, nós não podemos’. É isso mesmo, por aqui as coisas já foram bem piores, mas ainda estão ruins.

Como disse Diogo Mainardi, colunista da revista Veja, ‘nossos analfabetos são mais analfabetos que qualquer outros analfabetos do mundo todo’. Fazer o quê? Por aqui, vi as revistas semanais se vangloriarem que Barack Hussein Obama, é o primeiro negro a ser presidente dos EUA. Mas todo mundo esquece, ou não pensa, como você leitor, talvez não tenha pensado, que no Brasil, esse país tropical, 5 vezes campeão do mundo, nunca teve um negro presidente. Parece que somos um país racista, ou os negros nunca se candidataram, ou eles não têm vez? Não sei. Talvez as três opções. Como disse Paulo Francis: ‘pobre não gosta de pobre’. Além do mais, continuando com as frases de Francis, ‘o Brasil é pobre por burrice’.

Obama venceu o herói de guerra John McCain. A disputa foi boa, mas o conservadorismo de McCain o prejudicou. Além disso, os erros da administração do Republicano Bush foi uma pedra no sapato da candidatura de McCain. A gostosinha da Sarah Palin, vice de McCain, também. A mulher que falava em mudança, gosta de caçar e usa casaco de pele; A conservadora que casou com o primeiro namorado, vai ser avó, sendo que sua filha tem apenas 15 anos. Além do mais, a governadora do Alaska é muito superficial e isso prejudicou a campanha Republicana, segundo alguns analistas.

O melhor momento de McCain foi o discurso da derrota. Ele pediu para todos aqueles que votaram nele, que apóiem Obama, para que os Estados Unidos saiam dessa situação de crise e volte a ser o país das oportunidades. McCain foi diplomata, assumiu a derrota e se propôs ajudar Obama no que ele precisar. O velho herói de guerra demonstrou, como deve se comportar um candidato que respeita a escolha popular e a democracia que eles preservam tanto. McCain perdeu a eleição para um slogan, que você cansou de ouvir e ler.

A eleição de Obama foi muito boa, pois rolou meio que um entusiasmo geral no Planeta. Assim como Lula, em 2003, que deu uma injeção de ânimo na galera, o brother Obama também. Só esperamos que ele não faça tantas cagadas que nem Lula fez. Mas não podemos achar que o boy Obama, como diz a jornalista Juliana Manzano, vai mudar o mundo. Erros ele terá, só esperamos que ele retire as suas tropas do Iraque, e deixe com que todos os países tenham sua soberania nacional e possam decidir seus caminhos, sem que o império contra-ataque.

Esperamos que ele tenha sapiência suficiente, ele retire o bloqueio econômico implantado, sobre Cuba, que perdura desde 1963.  E que ele contorne a crise econômica, pois ela prejudica muito mais aos países emergentes, como o Brasil.

Por fim, invejo a democracia americana, na qual eles votam se quiser; Tem direito a informações diversas, sem serem corrompidos por meios de comunicação escusos. Invejo, pois, eles têm o poder de mudar suas decisões e sua história em um único dia. Para terminar vão dois trechos do discurso da vitória de Obama, em Chicago:

“Se alguém ainda têm dúvidas de que a América é o lugar onde as coisas são possíveis, que ainda acreditam que o sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questionam o poder da nossa democracia, esta noite é a sua resposta [...] É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficientes e não-deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis. É a resposta de jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, gays, heterossexuais, deficientes e não-deficientes. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo de que nós nunca fomos somente uma coleção de indivíduos ou uma coleção de Estados vermelhos e azuis.

Nos somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América [...]“.

Até mais.


A decepção e o orgulho brasileiro

Novembro 16, 2008

Bruno Rebouças

Não foi desta vez, que vimos um brasileiro voltar a ser campeão da Fórmula 1. Culpa do Massa? Evidente que não. Culpa do Hamilton? Também não, ele fez o seu trabalho. Culpa do Glock? Não. Culpa da mangueira presa ao carro de Felipe em Cingapura? Não.  Nós brasileiros tentamos achar motivos para tudo.  Às vezes se faz necessário, mas não podemos ficar só nisso. Em uma disputa, seja de qualquer esporte, entra-se para vencer ou perder. Detalhes, sorte, combinações de fatores fazem parte. Não podemos, ou não devemos  achar culpados. O nosso Felipe Massa perdeu em detalhes, esses sim são os culpados, já que se faz necessário achá-los. Outra coisa, São Pedro também não teve culpa, por ter chovido na última volta. Aliás, essa era a maior aliada de Massa, já que em corrida de automóvel tudo pode acontecer, imagina com chuva.

Sem a chuva, Vettel não passaria Hamilton que chegaria em 5º lugar e seria campeão. Li muitos textos opinativos, dizendo que Lewis não merecia. Claro que merecia. Ambos mereciam pela excelente temporada. Creio que os consecutivos erros da Ferrari durante a competição, tenham determinado o título para o inglês. Devemos confessar, Hamilton é prodígio. Excelentíssimo piloto. Seu defeito maior é conseguir fechar uma corrida, quando dizem: ’se você vencer será campeão’. Ele gela. Isso mesmo. Da semana que separou o GP da China, penúltimo, ao do Brasil, o último, ele só ficou sozinho para tomar banho, pois os dirigentes da Mclaren temiam mais um erro, Alá GP da China em 2007, onde abandonou a prova a caminho dos boxes, com o pneu dilacerado.

A nossa decepção reside, na última curva subindo pela reta dos boxes, onde Glock sem o pneu adequado perdeu tração, permitindo, assim, a ultrapassagem de Vettel e Hamilton, há 200 metros do final da corrida. A nossa decepção, vivi nisso. Na esperança de poder vencer, coisa que só aconteceu nas últimas voltas do GP Brasil, pois durante toda a corrida, Massa liderou sem ser ameaçado, e Hamilton fez a corrida com o regulamento em baixo dos braços.

Muito se discutiu se Glock abriu, ou deixou com que Hamilton se aproximasse e ultrapassasse já no fim da corrida. Eu na minha revolta, já me questionei isso várias vezes. Assisti mais de uma vez as duas voltas finais da corrida e nada conclui. Analisei um infográfico que o site Globo.com preparou fazendo a trajetória dos três pilotos, Glock, Vettel e Hamilton. Conclui que a distância era razoavelmente considerável e que Glock conseguiria chegar à linha final sem grandes ameaças. Porém não foi o que aconteceu.

Muita decepção em lares brasileiros. Aqui em casa era gritaria, todos fãs de fórmula 1 e loucos para rever um brasileiro campeão. Um amigo meu, fã também, estava com uma garrafa de Champanhe na mão, prontinha para ser aberta. Parou na metade e ficou atônito na frente da TV por uns dez minutos.

O nosso orgulho reside em ver um piloto, crescer e enfrentar diversas adversidades e sempre está lúcido e de cabeça erguida. Não foi injusto, pois o Lewis mereceu também. Foi atípico, devido aos fatos e isso fez com que todos nós criássemos esperança. O nosso orgulho está em ouvir o Hino Nacional, cantá-lo e se emocionar e vê que o piloto brasileiro, como os grandes vencedores, soube perder. Na entrevista coletiva, não culpou ninguém. Declarou que era difícil e que os erros durante toda a temporada fizeram à diferença, isso sim, é a extrema verdade. Não foi só a mangueira em Cingapura, foram erros durante todo o ano. Erros que a Ferrari nunca cometeu, e esperamos que não cometa os mesmos erros em 2009.

Por fim, creio que não podemos acusar ninguém de ter aberto caminho para o campeão Hamilton. Temos apenas que nos orgulhar de ter um grande piloto, e saber que ele pode nos dar, ainda, muitas alegrias. Em dezembro de 2007 eu apostei que Massa seria campeão, errei por um ponto. Para 2009, ainda não vou apostar, vou esperar que as equipes decidam seus pilotos, aí eu aposto em alguém.

Mas para adiantar: o Alonso vem aí.

Terminando por aqui, declaro que me orgulho do Massa, e respeito o Hamilton. Ambos mereciam vencer.

Até mais.


Meia Amazônia Não

Novembro 2, 2008

Recebi por email um folder do Greenpeace.

“O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiamos os tomadores de decisão a reverem suas posições e mudarem seus conceitos. Também defendemos soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para esta e para as futuras gerações.

Por não aceitar doações de governos, empresas ou partidos políticos, o Greenpeace existe graças à contribuição de milhões de colaboradores em todo o mundo, que garantem nossa independência e o nosso compromisso exclusivo com os indivíduos e com a sociedade civil. Hoje, o Greenpeace está presente em mais de 40 países e conta com a colaboração de aproximadamente 3 milhões de pessoas”.

No email que recebi, veio a foto abaixo e um apelo para assinar um abaixo assinado, para vetar um projeto de lei que visa regularizar a destruição da Floresta Amozônica. Eu digo e espero que você também o faça: Meia Amazônia Não. http://www.meiamazonianao.org.br/ 

Acesse e assine; É altamente seguro.

http://www.greenpeace.org/brasil/

Até mais.


Imagem do sábado

Novembro 2, 2008

Amigos, publico a foto de Fabio Penna / GLOBOESPORTE.COM para mostrar uma das possibilidades do Massa ser campeão hoje, logo mais as 15 horas.

O Rubinho eu não sei, mas o Alonso topa bater no Hamilton.