Essa é a árvore do cabeção. Tirando os gastos, a minha chatice e o fato dela não absolver gás-carbonico, a tal árvore é linda.130 metros de altura.
Foto do meu amigo Eduardo Neto, que viu a árvore e disse: ‘pára o carro’.

Essa é a árvore do cabeção. Tirando os gastos, a minha chatice e o fato dela não absolver gás-carbonico, a tal árvore é linda.130 metros de altura.
Foto do meu amigo Eduardo Neto, que viu a árvore e disse: ‘pára o carro’.

Bruno Rebouças

Está chegando mais um Natal, mais um aniversário de Jesus Cristo. Estamos todos em festa. É muito bela a confraternização das pessoas, e claramente, é mais ainda a união da família brasileira. A mesma família que senta, todos juntos, para verem as telenovelas. A mesma família, que usa um meio para se comunicar. A interação familiar está morrendo a cada dia, e nós homens ‘pós-modernos’ achamos isso o máximo. Como em outras ocasiões, eu já declarei que o Natal me deixa triste. Isso acontece, devido a todo mundo ficar bonzinho no Natal. O vizinho enche o saco, te acorda de madrugada com o som nas alturas; Fazem fofoca da vida alheia, mas no Natal, lá vem a falsidade irritante: ‘Feliz Natal’. Parando com essa ladainha que perdura dois anos, pelas páginas deste jornal, vou logo ao assunto.
Na verdade, eu gostaria de ter começado o texto dizendo, que eu acho esses modelos de títulos, que intitula esse texto, altamente brega. É feio. Acho que gera uma indefinição naquilo que o escritor, no caso eu, vai dissertar. O ano está terminando e como sempre, as cidades ficam todas enfeitadas. A coisa mais linda do mundo. Era assim que queria começar, mas não comecei.
Em Natal, não poderia ser diferente, afinal de contas, como disse o prefeito (cabeção) Carlos Eduardo, ‘o Natal em Natal é o ano inteiro’. Fazendo jus a essa besteira, a capital interiorana não poderia deixar de ter um monumento à sua altura. Vejo, que, por aqui, as pessoas andam evoluindo, conseguiram inaugurar a árvorezona, com ela concluída, tendo em vista que inaugurar obras inacabadas é a maior mania dos natalenses. Foi assim com: o Parque da Cidade, Mid way Mall, a praça das Flores, em Petrópolis, O Machadão, após a reforma, e por aí vai. Voltando ao assunto.
Pois é, no último dia 12 de dezembro foi inaugurada a maior árvore de Natal do Brasil, com 130 metros de altura. Lindíssima. Aqui da minha casa da para ver a ponta dela. Nossa, o pisca-pisca azul é fantástico, um dia eu compro um igual.
Seguindo o título do texto. Ando muito chato. Na verdade, eu sempre fui assim. Mas, ultimamente, ando mais. Ranziza mesmo, velho como disse minha nova namorada. Há, eu estou namorando, mas isso não é problema seu.. Então, continuando com meu mal-humor, eu acho toda a decoração natalina muito linda, mas, como a maioria das pessoas não pensam, eu me dou o trabalho de pensar. Quem vai pagar a conta de luz? Adivinha? Claro que é você, leitor-contribuinte.
O prefeito Carlos Eduardo, investiu três milhões de reais em iluminação. Na saúde, que está um caos há anos, o orçamento previsto para 2008, foi de apenas cinco milhões. A atual administração, aliena todo mundo por aqui, e as pessoas vão lá tirar fotinhas e ficar vendo fogos de artifícios no ceú da cidade. Tudo bem, é entretenimento, diversão para a família natalense, mas é de tamanha irresponsabilidade de todos nós, aceitar que, entes queridos, ou não, sem plano de saúde, é claro, morram nos corredores do Hospital Walfredo Gurgel, em pé no corredor, por que não existem macas suficientes. Ou devido a falta de médicos e coisa e tal.
Além do mais, eu não vejo muita vantagem em ter uma árvore tão-tão grande. ‘Atrai turista, Bruno’, disse minha vizinha certa vez. Mas, eu duvido que alguém venha da Suécia ver as luzes piscando. Para atrair turistas, temos que investir em infra-estrutura, segurança, transporte, não em árvores de Natal. Em 2008, Natal teve o mais baixo índice de turista, dos últimos oito anos. E isso tudo, é culpa dele, o boneco de olinda que ver as praias de Ponta Negra e do Meio, com seus calçadões deteriorados e tem a cara de pau de me pedir voto, nas eleições.
A árvore grandona, de 130 metros de altura, é bela, fantástico, imponente, encantadora, mas não podemos achar que ela resolve todos os problemas da cidade. Pelo contrário, com o gasto em iluminação natalina, dava para investir em coisas muito mais importantes, como já dito antes, na saúde e na educação.
Por fim, declaro, no auge de minha chatice, que essa árvore não absolve gás-carbonico e nem dá frutos. Além de não gerar nem uma sombrinha, pois aqui está um calor duca. Logo, essa árvore não é tão importante assim. Mas, no mínimo, você está me achando um chato, recalcado, como já andaram me chamando por aí. Fazer o que se eu sou assim.
Até mais. Há, quase me esqueci. Feliz Natal, para você e toda sua família. Boas festas!