A volta dos que não foram

Janeiro 25, 2008

Voltei. Na verdade, senti saudades e resolvi antecipar minha volta das férias. Carnaval é semana que vem. Estamos arrumando as malas. Mudando de assunto, 2008 começou bem, muitos projetos e muitos planos e coisas novas. Mas como isso aqui não é coluna social, vamos ao que realmente interessa.

Começando pela política. Política americana. Hoje o maior jornal impresso do mundo, The New York Times, declarou com todas as letras que apoiava a candidata a presidente, Hillary Clinton entre os democratas. Conduta normal entre os jornais e jornalistas daquele país. A contraponto do jornal de Adolph Ochs, eu declaro que apoio, entre os democratas, Barack Obama. O afro-descendente, que tenta chegar a Casa Branca, tenta mudar aquele país, de certa forma, consevador. Creio que o jovem, que é senador, não está relacionado com os grandes barões da política americana, como Hillary. Além de ser um cara altamente preparado.

Indo da política para o futebol. Começou os campeonatos estaduais, logo, terminou o tédio das noites de quarta-feira e das tardes de domingo. No paulista, a disputa está boa, e de ante mão, aposto no Palmeiras. O São Paulo manteve a base, porém a defesa ficou mais fraca e isso me preocupa. Aposto no São Paulo para Libertadores e Brasileiro, não para o paulista. No Rio, Flamengo venceu seus dois jogos, isso não indica nada, porém os rubro-negros são os bichos ‘papãos’ desse campeonato. Mas o Fluminense, o único tricolor do mundo segundo Nelson Rodrigues, fez grandes contratações e aposto nele. Vou me resumir a o eixo Rio-São Paulo.

Volto a alimentar meu ego, ando mudando. A cada dia que passo mudo. Mudo meus pontos de vista, minhas visões de mundo. Mudo a cada livro que leio, e mudo mais quando releio o mesmo livro. Mudo todo dia quando acordo e volto a ser eu mesmo quando durmo; Mudo quando discuto com meus amigos e quando eles me falam que eu sou ‘o cara’; Quando me criticam, eu mudo também, pouco mais mudo. Mudo quando ligo para Santos e falo com minha tia; Mudo quando ligo e as pessoas não atendem; mudo quando o São Paulo vence, mudo, muito mais, quando ele perde. Mudo quando atualizo meu blog, e quando recebo um comentário no orkut. Mudo por que dizem que eu não posso ser sempre o mesmo; mudo, hoje, por mim. Mudo para melhor a cada dia; ou não, sei lá. Mudo, mas não perco a personalidade; mudo concepções, estilos talvez; forma de tratamento. Mudo porque trabalho, e mudaria se não trabalhasse; mudo porque estudo, se não estudasse mudaria também, para pior é verdade.

Amo e odeio com a mesma intensidade, estou mudando isso também. Odiar e amar menos é o meu ideal. Mudo quando cai uma árvore, e quando cai um avião; mudo mais quando as árvores caem, pois elas valem mais que as pessoas; insensível? Sou. Estou mudando. Ficando mais insensível, pois assim, serei sempre mais racional. O coração só atrapalha. Aliás o coração, é importante, bomba sangue e enquanto ele funcionar estarei vivo.

Mudo com os amigos, trato eles com mais carinho; não para preservá-los para sempre, e sim para demonstrar em gestos o que sinto por eles; sou péssimo com declarações, estou mudando isso. Me declaro quando amo e quando gosto, demonstro nada mais; Mudo a cada sim que recebo, pois sei reconhecer a bondade dos outros; mudo a cada não, pois eles demonstram quem realmente são as pessoas. Mudo com as pessoas também. Mudar é bom. Mudar é ruim também. As vezes gosto de mudar, as vezes odeio. Porque no fundo mudamos por um propósito, ou por um objetivo; seja ele para sermos melhores pessoas, ou para conquistar algo ou alguém; seja para mudar por mudar. No meu caso são todos os motivos citados e imagináveis; Mudo sim.

Mudo se quiser também. Mudo sem querer mudar. Mudo, mas continuo o mesmo. Não se empolguem, mudei e mudo, mas a fragância continua: o pessimismo-realismo, o humor sarcástico e a soberba. Além da bondade e o coração mole, que tento mudar. Mudo quando penso em Maquiável, ‘melhor ser temido que amado’; mudo e penso que o amor só atrapalha. Se não atrapalha, engana. Pois mudei e acho que a gente ama alguém, até o dia que nos convém amar. Depois a pessoa ‘amada’, torna-se apenas mais uma no mundo. Continuo mudando…

 Ps. Quando eu sentir saudades, eu volto. Até lá!


Férias e feliz 2008

Dezembro 26, 2007

Olá meus amigos leitores. Sei que não são muitos, mas os que por aqui navegam, são muito bem vindos e queridos, lógico. Venho através desse dizer que estou entrando de férias, voltarei lá, por meados de janeiro, quem sabe antes quando eu resolver largar o livro e sai da rede.

2007 passou em um estralo de dedos. É incrível como o tempo voa, e é mais incrível quando achamos que uma determinada data irá demorar para chegar. 2008 será um ano corrido e difícil. Último ano na Universidade, tenho que deixar de ser estagiário para ser efetivo. Tenho que exercer minha profissão, e finalmente desenvolver um projeto audacioso com alguns, competentes, amigos.

Erros eu tive alguns, não muitos para mencioná-los. Só acho que eu poderia ter sido mais eu, em vezes que deixei de ser. Acho que poderia ter estudado mais, e dormido menos. Em 2007 aprendi muito, inclusive que da onde você menos espera, é que sai o tiro mais fatal. Compreendi que quem tem amigos, tem tudo. Aprendi e compreendi que a confiança é ‘uma mulher ingrata: te beija, te abraça, te rouba e te mata’. Cheguei a conclusão que viver é muito bom e que, a partir de agora, eu me recuso a morrer.

Em 2007 arranjei pouca confusão. Eu adoro confusão. Porém vivi mais em paz, comigo mesmo, com os outros e não vou ser ingrato: eu gostei. Conclui que o São Paulo fc, sempre salva meus anos ruins e que o amor pelo futebol é muito grande, e que torcer para o tricolor as vezes é chato: poxa ele sempre vence!

Em 2007 pude conhecer de perto, o melhor colégio de Natal, ou do RN, o Neves. Colégio de uma áurea maravilhosa, de pessoas não menos maravilhosas. Incrível o encanto dessa instituição.

Em 2007 fui para os jogos de um time, conhecido como ‘mais querido’, com 49 títulos estaduais, o maior do Brasil. Cantei, gritei, me emocionei e chorei. Eu choro pouco. Acho que chorar é uma atitude de lavar os olhos, como os meus estão sempre limpos, eu choro pouco, muito pouco. Sempre fui assim. Em contra partida, eu penso muito, muito mesmo. Penso até no porque os braços se movimentam.

Em 2007, vivi e conheci coisas e pessoas que já conhecia, mas nunca dei a verdadeira importância a elas. Vi sorrisos sinceros de pessoas que sempre sorriam para mim e vi que a felicidade de estar com elas era tamanha. Ganhei novos amores (de amigas e amigos), e concretizei os velhos amores (também de amigas e amigos).

2007 mudou minha vida. Fiquei mais chato. Mais carismático. Mais soberbo e mais carinhoso. Mais confiante e permaneci pessista (realista). Em 2007 dancei forró e bebi cachaça. Joguei futebol e admirei quem fazia GR ou Aeróbica (coisa impossível para mim, que sempre achei todo tipo de dança besteira e inútil).

Mais uma vez o ano termina e irá começar denovo. E mais uma vez reformulo meus sonhos e adquiro novos. Não faço planos, porque como diria uma amiga, “quando você acha que tem todas as respostas, a vida vai e muda as perguntas”. A única coisa que realmente quero em 2008 é paz e saúde. O restante eu corro atrás. E se eu tiver cansado para fazê-lo, crio força e me levanto porque sempre fiz isso. Caí não é o maior problema, e sim levantar e eu sempre levantei sozinho.

Feliz Ano 2008!


Você subiu BecÊÊÊÊÊÊÊÊÊ…

Novembro 30, 2007

Vinte oito de novembro de 2007. Dezoito horas e quinze minutos da noite. Vinte e seis graus. Uma noite que começava a entrar para a história. A torcida do ABC chegava ao estádio de todas as direções. Em proporções gigantescas. Carros, motos, onibus, bicicletas e etc. Os torcedores saiam de todas as partes da cidade. O congestionamento ia do estádio Frasqueirão a avenida Roberto Freire. As cores de Natal, era o preto e branco. O traje, uma camisa ou algum acessório que fizesse menção ao time do povo. Nesse clima de indecisão, tensão, expectativa e esperança, chego ao arredores do estádio. Um cambista me oferece um ingresso, chega outra e dimunui a oferta; mais um chega e diz que cobre a oferta do outro. Eu respondo: já comprei o ingresso, obrigado! Sigo meu caminho e vejo um senhor ouvindo rádio e tomando uma cerveja. Em sua face o sonho e aquela que morre por último, a esperança. Ao mesmo tempo sinto a desilusão em seus olhos, o jogo não começou.

Encontro meus amigos, e com eles abro uma cerveja. Começa a análise do jogo. Uns confiantes demais, dizem que irá da tudo certo. Outros dizem que estão mais preocupados com os resultados que precisamos, do que com o jogo desta noite. Outra cerveja, e chega a hora de pagarmos a conta e se encaminhar para o portal ‘C’. Entramos juntos com a bateria da torcida. A áurea não é tão boa quanto a do último jogo em casa, contra o Nacional de Patos. O estádio começa a ficar cheio. Torcedores distribuem rolos de papéis, aqueles que são atirados em campo quando as equipes entram.

São dezenove horas e trinta minutos. Antes, vamos a situação do jogo. O ABC precisava ganhar o jogo contra o Bragantino. E o Vila Nova de Goiás, ou o Atlético, também, de Goiáis não podiam vencer. Porém isso, era meio, digamos que, improvável. Pois o Vila Nova jogava em casa contra o Nacional de Patos, último colocado. E o Atlético jogava com o Barras no Piauí, penúltimo na classifação.

Começa o jogo em Goiás, e no Piauí também. O Bragantino entra em campo debaixo de vaias. Expectativa. As crianças cercam o túnel de acesso ao campo. Tinha tanta criança dentro do gramado que parecia uma crechê. Algumas vozes se manifestam, ainda não é o mais querido. O estádio explode, os rolos de papel voam pelo céu e caem no gramado. As crianças correm, a imprensa faz o mesmo. Fogos. Desce o bandeirão alvi-negro. Canta-se: ‘vamos subir becÊÊÊÊ’. Mais uma vez, todos no Maria Lamas Farache, ficam emocionados. Sobe o bandeirão. Fumaça e muito, muito papel no campo. O time alvi-negro volta-se para todos os lados da torcida. Wallison aparece junto a grade, a torcida grita seu nome. Ben-Hur vem a grade, bate nas veias do braço e agita a torcida. Vai começar.

Começa. O jogo segue sem muita pressão. O ABC está impaciente, fruto da impaciência da torcida. O Bragantino faz faltas sucessivas e começa a gostar do jogo. O time paulista perde algumas chances, essas apavoram a torcida. O ABC começa a crescer no jogo. Mais falta. Algumas chances de gol. Os torcedores das cadeiras começam a pular. Do lado direito as pessoas se agitam. Não entendo, o jogo está normal. Todos se voltam para o lado esquerdo, onde está o placar eletrônico. Gol do Barras. Explode, pela primeira vez na noite, o Frasqueirão. A torcida inflama. O time também. Falta para o ABC, é distante, mas é uma boa oportunidade. Viro para o lado e digo: se passar da barreira é gol. O juiz apita, a bola passa da barreira… Gol. Explode o estádio. Treme. Pessoas se abraçam. Outras fazem o mesmo e caem. Fogos. Vamos subir becê… Termina o primeiro tempo.

O tempo passa, o intervalo termina. O ABC volta a campo. Começa o segundo tempo, e tudo até então garante a classificação. O tempo passa, a torcida comemora. Uns, como eu, estão preocupados. O ABC não pressiona o Bragantino. O jogo fica perigoso. Escanteio. A torcida vibra minutos antes. Gol do Barras. Agora é segurar o jogo e subir para série ‘B’, depois de tão longos e sofridos seis anos. Escanteio. O time de Bragança corre todo para a área. A bola viaja da lateral direita para grande área. Silêncio, Gol. Na verdade foi gol e, logo em seguida, silêncio. Alguns mais confiantes tentam agitar a torcida. O silêncio permanece. Estamos fora. O tempo passa, faltam 15 minutos, parece que a noite alvi-negra irá se tornar um inferno; o sonho começa a virar pesadelo. O time não consegue furar a retranca paulista.

Bola dividida no meio campo. Juninho Petrolina vence a dividida e dispara. Para, e lança o garoto, já vendido para o Atlético do Paraná, Wallisson. O garoto corre. Suas canelas são velozes, ele domina. O zagueiro adversário se aproxima perigosamente, tentando no mínimo ser herói. Todos gritam: ‘chuuuuttaaaaaa’. Wallison não chuta. Faz melhor, corta o zagueiro que passa em um carinho, que seria salvador se um dos 13.209 torcedores estivessem em seu lugar. Wallison corta. Um corte desconcertante; Um corte avaçalador, histórico. Wallison corta para a direita e chuta. O goleiro atento pula. A bola, atravessa, passa pelo goleiro, passa rente a trave… Gol. O gol da classificação. O gol salvador. O Frasqueirão explode, quase literalmente. Treme. Pessoas caem, choram e se abraçam. Batem no peito e gritam, o grito mais longo de uma torcida, gol. Passam sessenta segundos, e a torcida grita, ainda, gol. O bandeirão desce e sobe.

O jogo se aproxima do fim. Desço as arquibancadas quando o quarto árbitro sobe a placa, mostrando dois minutos de acréscimo. Desço e comprimento todos por onde eu passo, homens feitos, de 50, 45, 26, 18 anos de idade choram e se abraçam. Vai acabar. A torcida canta, chego enfim a chão. Corro para trás do gol. Abraço um amigo que diz que merecia aquela classificação. Sensível e solidário, choro junto. Acabou. A torcida pula a grade. Invade o campo. O portão de acesso ao gramado é aberto. Pessoas bolam no gramado. Subo na grade. Outras pessoas andam de joelho, outras sobem na trave. Um casal se beija, ambos chorando e com a camisa do mais querido. Os jogares saem do gramado. Wallison, sobe na grade, e é posto nos braços da torcida. Ao som do hino do ABC todos comemoram, eu saio do estádio.

Lá fora um trio elétrico nos espera. Banda. Gente. Muita gente. O trio sai. A banda toca. Os carros buzinam. As pessoas correm. A banda toca. São dez e quarenta e três minutos. Eu continuo a acompanhar o cortejo. Mais carros, e a cada metro mais gente. A festa promete ir até de manhã. A cidade, sem dúvida é alvi-negra. Dali a poucas horas começaria o carnatal, o maios carnaval fora de época do mundo. São vinte e três horas e cinquenta e dois minutos de uma noite histórica. A maior torcida do Rio Grande do Norte, antecipa o carnatal e comemora ao som do Araketu. Eu, como um homem responsável, vou para minha residência. Antes, passo em um bar e tomo algumas cervejas com meu irmão. Juntos, baixamos a adrenalina e seguimos em nossa direção. O dia acabou quando deitei na cama.

No dia seguinte, os jornais mostravam como tinha sido a festa. A televisão revivia aqueles momentos e eu no trabalho, estava feliz. Com ressaca de vitória. Com a ressaca da classificação. Aliviado e muito feliz por ter presenciado uma noite épica, uma noite que entra para história. A classificação para a série B é de tamanha importância, mas a forma é que dá importância para as coisas. Quinze jogos em casa, quatorze vitórias. Você subiu BecÊÊÊÊÊÊ…


Vamos subir Becê…

Novembro 18, 2007

Mais uma vez fui ao Frasqueirão, estádio fabuloso, de uma aurea fantástica. Uma programação bem família e coisas do tipo. Chego ao estádio as 18 horas, o jogo começava as 20:30. Fui tentar comprar o ingresso para assistir o mais querido jogar. Por mais que eu, jovem torcedor, tenha sido irresponsável que não comprou o ingresso com antecedência, nada justifica a quantidade absurda de ingressos nas mãos dos cambistas. Um torcedor de bem, não consegue comprar mais de dois ingressos com a mesma carteira de estudante. Fica a minha indignação e a pergunta, como os cambistas compram tanto ingressos estudantis? Por fim, com a ajuda dos amigos, paguei 15 reais em um ingresso que geralmente seria 7.

Mudando de assunto. A confiança da torcida era tamanha, afinal um adversário que está em último colocado não merece respeito, mas não foi bem assim. A festa começou do lado de fora do estádio. Quem passava gritava, ‘vamos subir becê’, repetindo essa frase 33 vezes. Homens, mulheres, adolescentes, crianças, idosos, gente de toda estirpe, classe social, raça e formas físicas. O jogo do ABC move multidões. O público começa a entrar no estádio Maria Farache, são 19 horas e 30 minutos. Eu começo a me encaminhar para o portão ‘C’. Entro exatamente as 20 horas. As cadeiras e as arquibancadas estão completamente tomadas. Um clima de festa e, acima de tudo, tranquilidade toma conta de mim e de todos os presentes. Alguns Abcedistas, estão preocupados, mas nada demais.

Os times entram em campo, desce o bandeirão, a trilha sonora do estádio é baseada no, tão conhecido, ‘vamos subir becÊÊÊÊ’. Sobe o bandeirão, e começa o hino do anfitrião, “Abc clube do povo, campeão das multidões, serás sempre o mais querido entre os nossos corações (…)”. Não a um único ser vivo dentro do frasqueirão que não esteja arrepiado, emocionado, esperançoso. Começa o jogo.

Logo já vimos que o time, ah, me desculpem! O adversário do ABC é o Nacional de Patos-Paraíba. Com seu uniforme verde, o time paraibano não tem mais grandes pretensões na série C, então atrapalhar os demais clubes é o grande objetivo. O ABC tenta impôr o ritmo do jogo. Logo a primeira chance, tumulto na área, a bola vai caprichosamente em direção ao gol, para azar abcedista e sorte dos paraibanos, aparece uma perna e evita o primeiro gol do jogo. O jogo começa a ficar morno, quando Nêgo, o lateral direito, acerta uma cabeçada das mais bem dadas que eu já vi. A bola pega na trave esquerda, passa em cima da linha e… sai. Continua zero a zero. O Nacional fica mais fechado a cada instante, a lá Once Caldas. A torcida começa a ficar apreensiva e impaciente, o pior defeito. Do mais, o primeiro tempo termina e a torcida senta nas arquibancas meio que frustada com esperança? É. Muitos sabem que no segundo tempo as coisas irão piorar, ao mesmo tempo acham que o técnico Ferdinando Teixeira irá dá um jeito.

Começa o segundo tempo. A impaciência da torcida entra em campo, os jogadores erram passes simples. A torcida não canta; O frasqueirão não é aquele caldeirão. Bola na área, penalty, só o juiz não viu. Vinte cinco minutos de jogo, nada de pressão e nada de gol. O Nacional se empolga e vai ao ataque levando, certo, perigo ao gol do ABC. Bola na área, velocidade, penalty. A torcida explode de felicidade, alguns já comemoram, outros ficam apreensivos, pois lembram que o penalty ainda será cobrado. Wallyson põe a bola na marca fatal (como dizia Osmar Santos), expectativa; alguns fecham os olhos, outros rezam, poucos olham friamente. Wallyson bate, o goleiro vai nela, mas não suficiente para defendê-la… gol. Gritos, emoção, pessoas que nunca se encontraram, se abraçam. A partir daí a aflição tomou conta. A torcida cantavam e parava a cada perigo de gol, de ambos os lados.

O jogo entra na fase perigosa, de trinta e cinco minutos em diante. O Nacional ataca cada vez mais. A torcida começa a cantar com mais empolgação, mas a timidez ainda toma de conta. O juiz apita, explode o Frasqueirão de felicidade, aquela angústia acabou. A maioria comemora, a minoria respira aliviada, já pensando nos próximos dois jogos fora de casa, Bahia e Atlético de Goiás, respectivamente. Jogos perigosos. O ABC assume a ponta da série C com 20 pontos empatado com Bahia e Bragantino, com uma vitória a mais o time alvinegro está em primeiro. O próximo jogo em Natal será, dia 28 de novembro. Antes o ABC terá que se superar fora de casa para, pelo menos, conseguir dois empates para decidir em casa contra o Bragantino. Se o ABC vai subir, eu acredito que sim, mas terá que evoluir nos jogos longe de sua torcida. A torcida começa a ir embora, todos cantando, sorrindo. Nas ruas os carros buzinam, bandeiras são agitadas. Eu me encaminho e saio pelo perto ‘A’, preocupado com os próximos jogos; mas aliviado pela vitória suada. Agora, escrevo esse texto e espero o dia 28 chegar, para mais uma vez, ir ao Frasqueirão, e quem sabe ver o ABC se classificar para a série ‘B’ (rimou)…


As ilusões perdidas

Setembro 17, 2007

Com o desempenhar de minhas funções diárias, chega um momento que bate um desânimo. Foi isso que acomedio essa semana que se inicia, e que chega a seu dia mais temido, a segunda-feira. Com as consecutivas notícias de quebra, explosões e derrapagem de aviões, fico meio inseguro até mesmo de viajar (viajei e nem morrir); com as consecutivas notícias de mortes, balas perdidas que são sempre achadas por cabeças de crianças, tenho medo até de sair de casa. Apesar que Natal é uma cidade boazinha para se viver. Está certo, que é uma cidade, onde sua sociedade é retrograda e que a inveja, a mesquinharia impera. Eu que nunca fui muito confiante, mas posso dizer que sempre fui seguro das minhas coisas; Hoje, olho para o futuro e não vejo nada, quando olho para o passado, vejo um préterito perfeito e brilhante. Caro leitor, saiba: isso é apenas um delírio de um estudante de Jornalismo que já se desiludi com a atual fase da nossa imprensa e com coisas do cotidiano. Mas eu não pretendo reclamar. Pretendo.

As ilusões estão perdidas. As ilusões que crie e que sonhei. Como diz o título elas se perderam em sonhos e imaginações, apesar que sonhar não custa nada, sonhar é, as vezes, se iludir com coisas que nunca se realizarão. Falo de coisas diversas… Mudar o mundo é palhaçada. Ser voluntário também. Ajudar o próximo? que nada. Queria ver se, ser voluntário não tivesse benefícios, se alguém seria. Apesar da minha ignorância, existem algumas pessoas, muito poucas, que seriam voluntárias.

Sempre achei muitas coisas, uma verdadeira palhaçada, e hoje com meu desânimo súbito, começo achar tudo uma PA LHA ÇA DA. A começar por esse blog, palhaçada. O autor do blog é um estudioso ralé que se acha e fica escrevendo coisas que, poucas pessoas lêem de verdade (né Rê?). Outra coisa, o Rogério Ceni não ser convocado para a seleção brasileira, é palhaçada. O Dunga com aquela roupa de bombeiro (nada contra os bombeiros), fica desfilando e dando uma de técnico. Se um macaco treinar a seleção ela vence. Entendam, eu adoro o Dunga, quando eu era criança, sempre cortava o cabelo como o dele (era feio pra caramba!), acontece que o técnico Dunga não me agrada. E isso é palhaçada. O Dunga é só um. O técnico e o jogador. Ou gosta ou não gosta. Poxa!

A passagem de ônibus aumentar é palhaçada, agente aceitar também é. O congresso nacional é o circo. Esqueceram dos outros profissionais, contrataram só palhaços. Você leitor, é palhaçada. Fica aí no computador baixando música para seu MP3 enquanto o africano morre de fome. Fica com 55 anos de idade, em vez de tá trabalhando, fica jogando RPG. Ah vai para pqp, ainda vem dizer que você é um ser humano sensível? você é um babaca. Enquanto o país afunda na merda, tu fica imaginando que é um cavaleiro e que é rico. Palhaçada. Rio de Janeiro e os cariocas são palhaçadas; os morros, as árvores, o meio-ambiente é palhaçada, ninguém está nem aí para isso. Vender o carro, parar de usar luz elétrica, tomar banho frio no inverno, ninguém quer. Mas a camada de ozônio vocês querem reconstituí. Palhaçada.

Estava desanimado, agora estou revoltado. Odeio gente falsa, mentirosa, mesquinha e egoísta (eu sou egoísta); odeio o Corinthians, não estou nem aí para dança, teatro, música clássica, balé, GR, Aeróbica. Vivo e viveria milhões de anos sem essa palhaçada. Odeio responder perguntas que explicam tudo: ‘como a luz acende’? ‘porque o avião vôa’? Chega de perguntas irrelevantes. Odeio manuais de redação, palhaçada jornalística. Publicitário? nem vou falar, odeio, bando de sanguessugas, fazem os velhinhos comprarem cigarros em vez de pão. Advogado, todos vão para o quinto dos infernos;

Estou em depressão. Cansei de ver o sol se pôr. Da chuva cai na minha janela e molhar minha cama. Cansei de ver as pessoas mentindo e usando as mesmas mentiras descarradas. Cansei de quase tudo. Cansei da Lua, das estrelas, e do mar, que fica indo e voltando, nada haver! Cansei dos comentários esportivos, e da dança dos famosos, do se vira nos trinta, do meu irmão falar com meu cachorro, como criança. Cansei de lavar a louça e fazer arroz. Cansei de correr na praia. Cansei de ir assistir aula toda noite e ouvir tudo que eu já sei. Cansei, cansei, cansei de mim…preciso de uma mudança drátisca. Já sei, vou fazer um blog e escrever besteiras, aí as pessoas vão ler e no mínino, vão me chamar de idiota (mas eu já tenho um blog! deixa para lá.). Cansei de ficar pensando nas consequências das coisas que eu faço, escrevo e falo. 

Cansei também de escrever esse texto. Por isso, fim de papo.

Ps. isso que você acabou de ler, nada mais é, que um delírio de alguém que não sabe o que escrever.

Se você sentiu algo por esse texto, de repulsa a amor…deixe seu comentário.