Conversas Desmembradas

Janeiro 26, 2008

Prefácio: Como ando de férias, convoquei de certa forma, uma velha talentoso e conhecida amiga. Vanessa Matos, guardem esse nome, na Medicina, no Direito ou no Jornalismo. Abaixo segue um dos seus lindos poemas, sobre coisas, lógico, verídicas. Enquanto vocês lêem graciados as palavras abaixo, eu tento convecê-la a continuar publicando por aqui.

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Por: Vanessa Matos

Estava num bar quase que agora

A noite seguia adiante

Nem parecia que ali estávamos

Rompendo o silêncio entre o se pôr e o nascer do sol radiante

Desse bar cheguei cambaleando confesso

Mas o que me surpreendeu ao certo

Foi o dia seguinte

Quando lembrei que o inóspito me havia feito aprender

Aprendi que as histórias de antigas amizades

Não ficam presas ao tempo

Desbocam-se do coração

 Ao lembrar depois daquela dose

Que as molecagens deixaram saudade

E os moleques tornaram-se homens de verdade

Naquela mesa de bar aprendi

Que com o tempo a gente aprende certas coisas

Como parar e simplesmente perceber que é hora de doar-se

Sentir a realidade

O que achamos que alguém precisa

Pode na verdade nada ter haver com o que esse alguém esteja realmente precisando

Foi sentada ali que aprendi

Que imprevistos acontecem

E quando muito planejamos e desejamos

Nada esperamos

O último gole dessa noite

Entre tantos intervalos da lua e o sol

Tantas histórias revividas

Tantos valores em meio de tantas conversas desmembradas.