Poema dos sete volantes

junho 10, 2010

Poema estraído do blogdojuca.uol.com.br

—————————————–

Por DANILO TAVARES

Ah, não.

Agora que você determinou

O fim de toda alegria

 Como vai ficar?

(o ponta-esquerda esperto,

que você marcou de perto,

e te deu belo chapéu,

vai descansar, com os moços da Vila)

Só no grito e disciplina?

Estamos no quartel?

De Josué pra Felipe Melo,

Gilberto Silva na triangulação

De Josué pra Kléberson

Elano na contramão

Recuando pra Julio Baptista,

Que atrasou a marcação,

Tabelando com Ramires

Preso na contenção

 Robinho na ala esquerda

Marcando o avanço da Eslovênia

De Josué pra Mané.

Cadê Mané?

Apareça

Qualquer Neymar que seja

Ou um Ganso que nos proteja

Da paranóia do anão

Acabou a seleção?

Ah, não

Fica comigo a esperança

De poder sempre duvidar

Dos seus sete volantes

Eles podem nos redimir

Você vai descobrir

Que há sim, quem minta

Fingi ndo te obedecer,

Eles vão nos celebrar

Atacando sem querer

Voltar para marcar.

Há, sim, quem sinta

Que o certo é ir pra cima

Minha pátria é minha finta

———————————————–

*Danilo Tavares é advogado.


Conversas Desmembradas

janeiro 26, 2008

Prefácio: Como ando de férias, convoquei de certa forma, uma velha talentoso e conhecida amiga. Vanessa Matos, guardem esse nome, na Medicina, no Direito ou no Jornalismo. Abaixo segue um dos seus lindos poemas, sobre coisas, lógico, verídicas. Enquanto vocês lêem graciados as palavras abaixo, eu tento convecê-la a continuar publicando por aqui.

_______________________________________

Por: Vanessa Matos

Estava num bar quase que agora

A noite seguia adiante

Nem parecia que ali estávamos

Rompendo o silêncio entre o se pôr e o nascer do sol radiante

Desse bar cheguei cambaleando confesso

Mas o que me surpreendeu ao certo

Foi o dia seguinte

Quando lembrei que o inóspito me havia feito aprender

Aprendi que as histórias de antigas amizades

Não ficam presas ao tempo

Desbocam-se do coração

 Ao lembrar depois daquela dose

Que as molecagens deixaram saudade

E os moleques tornaram-se homens de verdade

Naquela mesa de bar aprendi

Que com o tempo a gente aprende certas coisas

Como parar e simplesmente perceber que é hora de doar-se

Sentir a realidade

O que achamos que alguém precisa

Pode na verdade nada ter haver com o que esse alguém esteja realmente precisando

Foi sentada ali que aprendi

Que imprevistos acontecem

E quando muito planejamos e desejamos

Nada esperamos

O último gole dessa noite

Entre tantos intervalos da lua e o sol

Tantas histórias revividas

Tantos valores em meio de tantas conversas desmembradas.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 217 other followers