Prefácio: Como ando de férias, convoquei de certa forma, uma velha talentoso e conhecida amiga. Vanessa Matos, guardem esse nome, na Medicina, no Direito ou no Jornalismo. Abaixo segue um dos seus lindos poemas, sobre coisas, lógico, verídicas. Enquanto vocês lêem graciados as palavras abaixo, eu tento convecê-la a continuar publicando por aqui.
_______________________________________
Por: Vanessa Matos
Estava num bar quase que agora
A noite seguia adiante
Nem parecia que ali estávamos
Rompendo o silêncio entre o se pôr e o nascer do sol radiante
Desse bar cheguei cambaleando confesso
Mas o que me surpreendeu ao certo
Foi o dia seguinte
Quando lembrei que o inóspito me havia feito aprender
Aprendi que as histórias de antigas amizades
Não ficam presas ao tempo
Desbocam-se do coração
Ao lembrar depois daquela dose
Que as molecagens deixaram saudade
E os moleques tornaram-se homens de verdade
Naquela mesa de bar aprendi
Que com o tempo a gente aprende certas coisas
Como parar e simplesmente perceber que é hora de doar-se
Sentir a realidade
O que achamos que alguém precisa
Pode na verdade nada ter haver com o que esse alguém esteja realmente precisando
Foi sentada ali que aprendi
Que imprevistos acontecem
E quando muito planejamos e desejamos
Nada esperamos
O último gole dessa noite
Entre tantos intervalos da lua e o sol
Tantas histórias revividas
Tantos valores em meio de tantas conversas desmembradas.
Escrito por mediaalternativa