Abaixo o Big Brother

Março 16, 2009

Bruno Rebouças

O big brother é um programa ultra-moderno e inventado no século XXI. Se você concorda com essa afirmativa, esqueça. O big brother surgiu em 1948, com o livro do escritor e jornalista George Orwell, com o seu mais famoso romance 1984. Segundo Orwell, em 1984 os homens todos seriam vigiados por câmeras, e todos os pensamentos escusos seriam punidos pelo IngSoc (o Partido). Todos viveriam em um continente intitulado de Oceania. Esse nome se dá pelo fato, da união de todos os oceanos, juntando assim os continentes em um só.

A transformação da realidade é o tema principal de 1984. Disfarçada de democracia, a Oceania vive um totalitarismo desde que o IngSoc chegou ao poder sob a batuta do onipresente Grande Irmão (Big Brother). O livro conta a história de Winston Smith que é membro do partido externo, funcionário do Ministério da Verdade. “A função de Winston é reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido. Nada muito diferente de um jornalista ou um historiador. Winston questiona a opressão que o Partido exercia nos cidadãos. Se alguém pensasse diferente, cometia crimidéia (crime de idéia em novilíngua) e fatalmente seria capturado pela Polícia do Pensamento e era vaporizado. Desaparecia”, analisa o Duplipensar, site de resumos de livro.

A semelhança com o Big Brother, não é mera coincidência. O onipresente ‘grande irmão’, que tudo vê, ouve e puni, seria o apresentador, outrora excelente, Pedro Bial. Logo, aqueles que não andam na regra, vacilam dentro da confortável casa da Globo, são evaporados, desaparecem. A votação, primeiro dentro da casa, segundo pelo voto popular, que não é apurada na frente dos telespectadores, é passível de manipulação, caso os ‘Grandes Irmãos’ que controlam e dirigem o programa queiram.

Ainda seguindo o resumo da obra, “Winston Smith e todos os cidadãos sabiam que qualquer atitude suspeita poderia significar seu fim. E não apenas sair de um programa de TV com o bolso cheio de dinheiro, mas desaparecer de fato”. Neste trecho, destaco a fama instantânea que um membro do big brother tem. A Globo, com todo seu egoísmo mantém o participante com um contrato exclusivo de imagens, não podendo este ceder entrevistas a outros meios de comunicação. Quando todos os membros do programa Big Brother caem na ilegalidade, novamente, a emissora dos Marinhos encerra os contratos daqueles, jogando-os no esquecimento geral. Ou como disse certa vez Brizola: ‘mandando todos para a Sibéria do esquecimento’.

“Algo estava errado, Winston não sabia como, mas sentia e precisava extravasar. Com quem seria seguro comentar sobre suas angústias? Não tendo respostas satisfatórias, Winston compra clandestinamente um bloco e um lápis (artigos de venda proibida adquiridos num antiquário). Para verbalizar seus sentimentos, Winston atualiza seu diário usando o canto ‘cego’ do apartamento. Desta forma ele não recebia comentários nem era focalizado pela teletela de seu apartamento. Um membro do Partido (mesmo que externo como Winston) tinha de ter um teletela em casa, nem que fosse antiga. A primeira frase que Winston escreve é justificável e atual: Abaixo o Big Brother!”.

É incrível o sucesso que o programa Big Brother faz no mundo subdesenvolvido. No mundo, onde especular, vigiar a vida alheia e julgar as atitudes dos outros é normal e corriqueiro. A grande verdade, é que o programa que é vendido no terceiro mundo, através da produtora, holandesa, Endemol, só serve para manipular uma falsa realidade, assim como Orwell previu em 1948, inventando sem saber o tal programa. Um programa sem cultura e que não acrescenta absolutamente nada na vida de nenhum de nós. Satisfaz os desejos, apenas. Vê todas as gostosas de biquíni expondo seus corpos malhados e sãos, passando protetor sem descrição nenhuma, é excitante certas vezes. Homens de corpos sãs, malhados deixam as meninas eufóricas. Mas o que isso muda na sua vida? Muda que você quer ser como eles. Muda que você vai preferir ser lindo e famoso, a ser respeitado e inteligente. A Globo e o formato do Big Brother, só servem para entreter o grande público, e fazer com que todos nós esqueçamos da realidade, de fome, falta de estrutura na saúde, desemprego e corrupção.

“A função de Winston é uma crítica à fabricação da verdade pela mídia e da ascensão e queda de ídolos de acordo com alguns interesses”. Ou seja, na TV criada em 1964 para defender as idéias militares, a mesma TV que muitos amigos meus sonham em trabalhar, a Globo, fabrica verdade, e quem vai contra ela é acusado de mentir, pois a TV do Plim-Plim, atingi 98% do país. A queda e a ascensão de uma ídolo, seja ator ou cantor, depende do interesse dos dirigentes da Globo para tal.

No livro 1984, o Partido distribui ração de chocolates para a população, nada diferente da prova da comida que os participantes da casa do BBB são acometidos a fazer. No livro, os cidadãos agradecem ao Grande Brother, assim como os integrantes do BBB fazem quando vencem a tal prova.

No livro, quem manda é o partido. No BBB quem manda é o Bial, que seria a representação do totalitarismo, como sempre, disfarçado de democracia. Câmeras espalhadas pela casa, e microfones chamam os participantes, caso algo proibido seja realizado. Manipulação para acontecerem brigas são feitas. Quando a confusão se instala, o pessoal do ‘deixa-disso’ é chamado no confessionário, e qualquer desculpa é inventada, para que lá fora os brigões garantam a audiência, o lucro para o programa.

“Dois mais dois são cinco se o partido quiser”. Assim é o Big Brother. As realidades são inventadas; os romances, as provas. Tudo para você ver TV com pessoas reais. Essas mesmas pessoas são manipuladas e vivem sem razão, por pelo menos 3 meses. As mulheres mais recatadas saem na primeira semana. As mais fogosas, gostosas, continuam por mais tempo. Quando saem da casa cheia de espelhos e câmeras, dão lucro para revistas masculinas ou viram atrizes, sem muito talento e sucesso. Além de satisfazer os marmanjos obcecados por sexo que compram a revista para liberar seus hormônios presos. Há as exceções, mas eu considero todas farinha do mesmo saco. Fracas, vazias, e sem um mínimo de conteúdo. Os que continuam na mídia, estão aí até o dia em que os interesses políticos e econômicos da TV Globo prevaleçam. Após isso, todos serão jogados no Buraco da Memória, ou na Sibéria do esquecimento.

Big Brother is watching… (Grande Irmão está assistindo…), disse George Orwell, um dos maiores escritores de todos os tempos. Pensem nisso, e lembre que você pode está sendo filmado. Se isso acontecer, não sorria. Chore.

“Abaixo o Big Brother”.

Até mais.


Divulgação

Novembro 18, 2008

Recebi por email esse comunicado e os dois banner’s logo abaixo. Trata-se de um protesto contra a construção da lagoa de capitação de Capim Mácio, Natal-RN. Estima-se que o governo já tenha derrubado 1000 árvores para a realização de tal construção.

“Está em jogo a cidade que desejamos:
uma selva de concreto ou uma cidade verde, aprazível, prazerosa.
Precisamos do apoio de todos”.

PARTICIPE CONOSCO
Reunião sobre o projeto de drenagem de Capim Macio – quarta-feira, 19:30, atrás do EXTRA da Engº. Roberto Freire.

 

 

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Estamos em manutenção

Agosto 17, 2008

Gostaria de pedir desculpas pela falta de atualizações do blog. Estou sem internet na minha residência e isso complica muito as coisas, já que nos outros lugares que frequento, blogs, orkut e msn são bloqueados. Assim que regularizar a situação da minha internet a frequência diária de atualizações do blog voltará.

Enquanto isso, leiam os demais textos, que logo mais estarei de volta. Obrigado.

até mais.


Passamos dos 1000 acessos

Fevereiro 26, 2008

Caros leitores, venho através dessa curta nota agradecer a todos os acessos. Passamos dos 1000 e isso me deixa muito feliz. Vou tentar ser mais assíduo nas publicações. Peço mais uma vez desculpas, pois estou organizando minhas muitas tarefas. Creio que depois de março estará tudo regularizado.

Um abraço, Bruno Rebouças.


II Copa dos Sonhos

Dezembro 28, 2007

Caríssimos, não resistir e voltei. Na verdade, seria ingratidão saber que está acontecendo um grande evento e não divulga-lo a você, meu leitor. Pois bem, começou a segunda edição da Copa dos Sonhos. É, na primeira edição, para você que não acompanhou, foi marcada pelos melhores escretes da história. Santos com Pelé, Robinho. São Paulo com Raí, Ceni e Dário Pereira; Palmeiras com Ademir da Guia e Edmundo; Flamengo de Zico; Botafogo de Garrincha. Então, o campeão foi, lógico o Santos. Mais veja bem. Há as opiniões dos especialistas e dos internautas, que votam no placar do jogo. Assim, o Santos de Pelé e Robinho venceu. A Copa dos Sonhos é formada pela crônica esportiva, juntando critérios da literatura com a objetividade do jornalismo esportivo.

Nessa segunda edição, Juca Kfouri, fez diferente. Em vez de clubes, seleções. As cinco campeãs do mundo, 58, 62, 70, 94 e 2002 mais a seleção de 1982. Se você gosta de ler, e quer ser jornalista esportivo ou admira tal função, você não pode perder essa segunda edição da Copa. Estão analisando os jogos os melhores jornalistas esportivos do Brasil, PVC, Paulo Calçade; o ex-jogador e comentarista da Globo Falcão (jogava muito). E o escritor Fernando Verríssimo.

Eis aí o link: http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

Até mais.


ABC perde em Salvador

Novembro 23, 2007

Após a vitória suada contra o Nacional de Patos-PB, o ABC viajou para Salvador com a esperança e a desconfiança da torcida, pelo menos dos mais realistas. O fato que, todos nós, norte-rio-grandenses, abcedistas ou não, sabiamos das dificuldades de jogar em Salvador. Considerando, primeiro, que o ABC não venceu nem o Barras jogando fora, e segundo, porque a torcida baiana esgostou os 60 mil ingressos postos a venda.

Ouvindo o jogo pela rádio 98 fm, onde meu amigo, Ítalo Anderson é comentarista, podemos ver, ou ouvir, um ABC diferente. Começou o jogo de forma assustada e depois equilibriou. Quando equilibrou levou um gol. O Bahia, segundo Ítalo, respeitou demais o mais querido e por isso não estava jogando e vencendo por mais gols. No primeiro tempo o time do povo conseguiu equilibrar o jogo e até ter chances de gol, com Ivan e Walisson. O primeiro tempo acabou e os americanos comemoravam, pelo menos meus conhecidos.

No segundo tempo o ABC começou fulminante, bola na trave, ataque; gols desperdiçados e etc. Mais uma vez, quando menos esperavamos… gol do Bahia. E paro agora e lembro: futebol é imprevisível, pois, por mais que seja clichê, quem não faz leva. A partir daí o time potiguar foi para cima, podendo até diminuir o placar, mas mais uma vez os bainos gritaram gol.

Terminou o jogo, o Bahia foi a 23 pontos, assumiu a ponta da tabela. Longe do Nordeste, estavam jogando Bragantino e Crac-GO, em um jogo supostamente equilibrado o time paulista venceu por um gol a zero, e está com o mesmo número de pontos do Bahia. Em provavelmente um jogão, o Atlético de Goiás virou para cima do Vila Nova, também de Goiás, e venceu o clássico por 3 a 2. No outro jogo, Barras e Nacional, roubaram os cabos que alimentam a energia, e os clubes não jogaram.

A classificação mais uma vez ficou embolada. Na próxima rodada, o ABC pega o Atlético em Goiás. O time goiano está em sexto colocado com 18 pontos, dois a menos que o time potiguar. Agora, o ABC tem a difícil tarefa de, tentar, segurar o Atlético dentro de casa, pois caso este venha a conquistar a vitória, o clube do povo fica com os seus 20 pontos e o time goiano vai a 21. O Bragantino joga em casa com o Barras, e praticamente assegura a classificação para a série B; O Bahia decidi na Fonte Nova com o Vila Nova que tem 19 pontos. Uma vitória baiana assegura a classificação, além de ajudar o ABC. O Crac pega o Nacional em Patos e provavelmente vença o útlimo colocado. Caso isso aconteça, o Crac chega a 21 pontos. Ou seja, o ABC pode cair para sexto colocado e não depender mais das suas forças na última rodada, contra o Bragantino no frasqueirão. Caso, tudo dê errado, e o ABC caia para a sexta colocação, provalvemente na se classifique. Pois na última rodada, teria que vencer o Bragantino, torcer para o Bahia vencer o Crac, e o Nacional vencer o Atlético, coisa, praticamente improvável de acontecer. Pois Bahia vai está classificado (se vencer o Vila na próxima rodada); e o Nacional não tem mais interesse na competição. Então, se o time do povo, o mais querido quiser subir, terá que jogar, realmente um futebol objetivo e eficiente para no mínimo empatar com o Atlético e depender, apenas de uma vitória simples contra o time de Bragança, na quarta que vem, 28.

Logicamente que estamos trabalhando com o ’si’. Talvez de tudo ao contrário. O Vila Nova vença o Bahia. O ABC vença o Atlético. O Crac perca do Nacional. Se isso acontecer, eu terei um enorme prazer de dizer: “eu quebrei a cara, eu errei”.


Notas e Notas

Setembro 25, 2007

Então, caro leitor e amigas (queridas) leitoras, primeira, mas uma vez, venho pedir desculpas pela não publicação da foto da semana. Andei conversando com um amigo, fotógrafo, e ele me dizia para eu tomar cuidado com os direitos autorais dessas fotográfias, pois mesmo sendo para internet, o autor poderia me processar por utilizar as suas fotos para me beneficiar, coisa que era verdade. Então, para suprir esse problema, estou bsucando nos meus arquivos fotográfias jornalísticas, quando acha-lás, publicarei.

Agora falando sobre o fim de semana. Falar de futebol. O ABC venceu um time, que insisto em esquecer o nome, e vai bem, o time do povo está na 3ª divisão com boas perspectivas de chegar a série B. O América empatou com o Goiás, em Goiania e continua com sua vaga garantida para a segundona. O time natalense tem 12 pontos, e eu ainda estou ganhando uma aposta feita com um amigo. Disse a ele que o mecão não passará dos 15 pontos. Na frente da tabela, tivemos São Paulo e Cruzeiro vencendo seus respectivos jogos, e a diferença continua em 9 pontos. O tricolor voou contra o Figuerense e o Cruzeiro jogou muito contra o Vasco. Do mais era esperado.

Também nesse fim de semana, ficamos sabendo, o que já dizia, que o título de 2005 do timão-máfia-russa, tinha vencido aquele brasileiro no apito amigo. Muitos me contestaram na época, mas hoje temos a resposta, o próprio ex-presidente Alberto Dualib disse em escuta por telefone que não sabe como aquele título foi ganho por um time que no ano seguinte (2006), perdeu tudo que disputou.

Mudando de assunto. Pessoal estou melhor. Continuo cansado, mas a crise meio que passou. Apesar das raivas constantes que tenho sobre determinadas coisas que acontecem nesse país e nesse estado-RN. Agora é só indiganação, a fase de me sentir mal, está passando. Estou voltando a ser o velho, pessimista, ranzinza, chato, insatisfeito, contestador, teimoso, polêmico, sincero e etc. de sempre. Aos poucos tamamos forma.

Por enquanto, é só. Quando passar essa semana, vou voltar a publicar os textos opinativos, ou analíticos; sei lá.